Entrevista para o Jornal “Opinião Espírita” S. José do Rio Pardo – SP

1. A chamada evolução anímica, onde passamos pelas fases mineral, vegetal animal e depois humana (ou hominal) até atingirmos a angelitude é, na sua opinião, uma hipótese ou uma certeza?

R: Uma certeza, de que nos falam os instrutores espirituais, em “O Livro dos Espíritos” e em “A Gênese”, de Allan Kardec.

2. No “Livro dos Espíritos”, vemos, em certo capítulo, a Lei de Destruição. Ela é necessária? Você acha que a guerra é um mal necessário?

R: A destruição e reconstrução das coisas materiais é o processo natural de que a Providência Divina se utiliza para o reaproveitamento e a manutenção de tudo na vida corpórea. A guerra, não é propriamente um mal necessário mas inevitável na Terra, onde os homens ainda estão pouco evoluídos e, não sabendo empregar a cooperação, recorrem à agressividade.

3. Qual o tema do seu próximo livro? Já tem título? Poderia nos adiantar alguma coisa?

R: “Na Luz do Evangelho” é o novo livro, em que estou pondo no papel temas de oito palestras minhas. “O Reino dos Céus”, “À Beira do Poço de Jacó”, “Eu vos Aliviarei”, “Mais que o Alimento”, “Tentações”, “E Não Peques Mais”, “No Caminho de Emaús”, “A Visão no Evangelho”. Será lançado a 13 de novembro de 2004, na Noite Fidelidade Espírita, no C.E. Allan Kardec.

4. Há quem pense que o Espírito de Verdade seja Jesus. Qual a sua opinião a respeito?

R: De fato, há diferentes formas de pensar sobre o Espírito de Verdade: uma plêiade de espíritos presidindo à Codificação? ou o próprio Jesus? Atualmente, prefiro ficar em compasso de espera por melhores informações do plano espiritual superior. Porém, de uma forma ou de outra, vemos que o trabalho codificador de Kardec contou com inspiração do Mais Alto.

5. Você vê algo positivo no filme “Paixão de Cristo”, de Mel Gibson?

R: Embora explorando muito a violência do povo da época e o sofrimento imposto a Jesus, conseguiu esse filme impressionar as pessoas e fazê-las lembrar do Cristo, valorizando o seu sacrifício.

6. Você acredita que a reencarnação será em breve reconhecida pela ciência?

R: Há muita possibilidade disso acontecer, em algumas dezenas de anos, por causa dos progressos nas pesquisas científicas.

7. Você acredita que o fenômeno mediúnico seja a base de todas as religiões?

R: Senão de todas, da maioria, pois os espíritos sempre se comunicaram com a humanidade, revelando a realidade da vida espiritual. Embora alguns homens notáveis tenham elaborado sistemas filosóficos que se tornaram também religiões, como o confucionismo.

8. Conte-nos algum fato marcante, interessante, que você tenha vivenciado nestes anos todos dentro da Doutrina Espírita.

R: A emoção vivida por uma médium que intermediou um espírito no momento de sua desencarnação.

Era alguém muito solitário e abandonado mas os amigos espirituais o trouxeram à reunião para uma conversa esclarecedora antes de ocorrer a sua desencarnação, que se deu logo a seguir, e a médium experimentou com ele as sensações, dizendo-nos depois: “Agora eu sei como é desencarnar”.

9. Você acha que o espírita deva estudar também o Velho Testamento? Por que é importante o seu estudo? Ou a verdadeira palavra de Deus está somente no Evangelho?

R: O estudo do Velho Testamento também interessa ao espírita mas apenas para poder situar bem Jesus no seu povo e no seu tempo e para constatarmos que já naquela época havia grandes orientações sobre um único Deus e suas leis, além do registro de manifestações mediúnicas e livros mediúnicos (os profetas). A mensagem moral mais avançada, porém, não é a do olho por olho do Velho Testamento e, sim, a lei de amor pregada por Jesus.

10. Que livro você está lendo? Faça um resuminho para nós.

R: Não estou lendo, ainda, mas vou começar a ler por estes dias, o “Poderes da Mente”, da Suely Caldas Schubert, que deve ser um bom livro, como todos os demais dessa conceituada escritora.

11. Por que, atualmente, as pessoas estão se interessando tanto pelas coisas espirituais?
R: Sinal dos tempos, a liberação das manifestações mediúnicas (embora com impropriedades), até mesmo entre os evangélicos e os carismáticos da Igreja Católica, a evolução natural da humanidade está levando a isso. Os espíritas, porém, com a divulgação de livros e mensagens, como com o seu labor assistencial e espiritual nos Centros, vêm colaborando muito para a difusão das idéias e ideais do Espiritismo.

12. Você gosta de ouvir músicas espíritas? Qual você gosta mais? Fale um trechinho.

R: Há muitas músicas espíritas que enlevam e elevam a alma. Por exemplo, de Cenyra Pinto, o famoso

“Quanta Luz!” (Quanta luz, neste ambiente, descendo sobre nós, vibrando em nossa mente) mas também me permito colocar uma música que me foi inspirada, “Deus sabe” (Deus sabe todas as coisas, sabe o que sofres também, Deus sabe todas as coisas e o que mais te convém. Na vida tudo são bênçãos, basta a gente entender que Deus sem necessidade não deixa um filho a sofrer)

13. Lemos Emmanuel, em “O Consolador” que não existe o ateu, ele o é temporariamente. No fundo todos temos a noção inata da divindade. O que você pensa a respeito?

R: Concordo com Emmanuel. O que nega a Deus se assemelha ao cego que, mergulhado em luz, nada consegue enxergar. Mas é uma situação temporária, que um dia se modificará pela luz do conhecimento espiritual.

14. Obrigado pela entrevista e, por favor, suas considerações finais.

R: Saudações aos amigos de São José do Rio Pardo e das outras cidades aonde o “Opinião Espírita” chega levando luz e fazendo a confraternização das pessoas de boa vontade.

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Therezinha Oliveira Responde – Mediunidade

Fale da mediunidade nos casos de obsessão. A pessoa nos procura com sintomas de obsessão, faz o tratamento fluídico e não volta mais. E no futuro, como será para esta pessoa?

Se tiver sido uma ligação não profunda e se a pessoa, apesar de não vir mais ao Centro, se comportar bem moralmente, procurando orar e ajudar ao próximo, talvez siga a vida normalmente, sem recair em obsessão.

Mas, se for uma ligação com adversário espiritual que momentaneamente ficou afastado e a pessoa em nada se melhorou, haverá uma recaída posteriormente.

Dependerá dela, do seu livre arbítrio.

Se rezo por alguém, atraio as entidades necessitadas referentes ao caso.

Mentalizo o Centro e peço que elas fiquem com os benfeitores.

Mas eu fico assim acompanhada por meses seguidos e, mesmo depois de tomar passe, eu os sinto constantemente e intensamente.

Elas vão sendo tratadas comigo.

Acontece sempre que rezo por algum familiar necessitado e minha preocupação é conciliar nesta situação, acompanhada por entidades doentes frequentemente, meu trabalho no diálogo.

Se for uma obsessão, meus pensamentos ficam sempre livres, e procuro mantê-los assim, sinto o peso da entidade e o desconforto, os fluidos, sempre diferentes.

Eu sei quando está relacionado para cada familiar que está sendo auxiliado.

Minha dúvida porque não ficou na casa? Depois de alguns meses não sinto mais.

Tem companheiros que estão trabalhando em outro local de auxílio, doando passe.

Às vezes, sentimos interferência nos trabalhos mediúnicos.

Percebemos também que diante das dificuldades de perceber a importância do estudo, investidas sofremos para que os mesmos sejam prejudicados.

Diálogo

Quando percebemos a sensibilidade mediúnica bem aguçada, trabalhando na reunião como dialogador, e no 2º ano de estudos, para canalizar as entidades para o trabalho.

Assim podemos conciliar as tarefas? Um dia como dialogador, outro como médium?

As dificuldades se avolumam quando estamos realizando na casa espírita um trabalho mais complexo, tipo auxílio para algum companheiro obsidiado.

As investidas ficam mais constantes e meu receio é perder o controle de mim mesma.

De um modo geral corre tudo bem com muito auxílio do Plano Maior.

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Therezinha Oliveira Responde – Sobre o Passe

É necessário que cada turma que entra para receber o passe, seja feito a prece de início e final no mesmo dia (repetida quantas vezes forem necessário para atender a todos).Por que?

Principalmente para educar as pessoas que recebem o passe, aprenderem a orar pedindo o benefício e, depois, agradecer pela bênção recebida.

Mas, também, funciona como uma retomada de ambiente espiritual, porque, entre esperar sua vez de receber o passe, sair de uma sala e entrar em outra,ficam conversando assuntos variados ou dispersam a atenção e, assim, quando entrar para receber o passe estão mental e espiritualmente despreparados.

Jacob Melo no artigo do Alavanca, comentou sobre o prejuízo de impor as mãos demoradamente. Poderia falar a respeito?

A imposição demorada carrega excessivamente de fluidose pode provocar manifestação mediúnica.

Se percebermos que estamos sofrendo uma influência espiritual,(tipo uma dor na coluna que nos parece com ligação espiritual) podemos trabalhar dando o passe?

Influências ocasionais, que não nos tirem o equilíbrio nem nos impeçam de nos doarmos fraternamente, não são obstáculo a que apliquemos passes.

Se for uma influência constante, caracterizando uma obsessão, devemos procurar nos liberarmos desse assédio, recuperar nosso equilíbrio, e só voltarmos à aplicação do passe, oportunamente.

A imposição de mãos na hora do diálogo

Pode ser usada para contribuir magneticamente, favorecendo a manifestação ou para influir beneficamente sobre o comunicante, acalmando-o ou controlando seus impulsos. Mas não deve ser costumeira (sempre, em todos os casos) nem insistente ou demorada.

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Estudos Espíritas do Evangelho – Memoráveis diálogos de Jesus – Com a mulher samaritana

Todos os diálogos mantidos por Jesus merecem ser conhecidos e estudados. Destaquemos, porém, alguns deles, mais longos e cheios de importantes afirmativas e de preciosos ensinamentos espirituais.

Sobre a Verdadeira Adoração (Jo. Cap.4)

Atravessando a Samaria para ir à Galiléia, Jesus chegou a Sicar e, cansado da viagem, assentou-se à beira do poço (ou fonte) de Jacó, enquanto seus discípulos iam à cidade comprar alimentos. Era meio-dia (hora sexta).

Uma mulher samaritana veio tirar água da fonte (trazia cântaro).

Jesus lhe pediu:

-Dá-me de beber.

Percebendo que ele era judeu (talvez pelas vestes ou pela pronúncia) e como judeus e samaritanos não costumavam se falar, a mulher estranhou:

- Como, sendo tu judeu, pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana?

- Se conheceras o dom de Deus e quem é o que te pede: “Dá-me de beber”, tu lhe pedirias, ele te daria água viva. (Jesus está aludindo à verdade espiritual de que é portador.)

A mulher não entende mas observa:

- Senhor, tu não tens com que a tirar (faltava o cântaro) e o poço é fundo. Donde, pois, tens a água viva? És tu, porventura, maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu o poço, do qual ele mesmo bebeu e, bem assim, seus filhos e seu gado?

- Quem beber desta água tornará a ter sede. Aquele, porém, que beber da água que eu lhe der, nunca mais terá sede, para sempre; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna. (Com isso Jesus conseguiu despertar o interesse da mulher, embora ela ainda pense em água maaterial).

- Senhor, dá-me dessa água para que eu não mais tenha sede, nem precise vir aqui buscá-la.

- Vai, chama teu marido e vem cá.

- Não tenho marido.

- Disseste bem, não tenho marido; porque cinco maridos já tiveste, e esse que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade.

- Senhor, vejo que tu és profeta. (Percebeu faculdades espirituais em Jesus e, então, dirige a conversa para o terreno religioso.)

- Nossos pais adoravam neste monte. Vós, entretanto, dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar.

- Mulher, podes crer-me que a hora vem, quando nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não conheceis. Nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus. (Jesus confirma a melhor orientação espiritual dos judeus e o surgimento do Messias entre eles.

Mas a hora vem, e já chegou, quando os verdadeiros adoradores adorarão ao Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o pai procura para seus adoradores.

Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.
(parece que a mulher começou a achar que ele podia ser o Messias), porque disse:

- Eu sei que há de vir o Messias, chamado Cristo. Quando ele vier nos anunciará todas as coisas.
( E Jesus, que geralmente se ocultava para fugir aos seus perseguidores), confirma para a samaritana:

- Eu o sou, eu que falo contigo.

Nisto, chegaram os seus discípulos. A mulher deixou ali o seu cânataro e foi à cidade, onde contou aos moradores tudo que Jesus dissera e como adivinhara o seu passado. Convidou-os a irem ter com Jesus. Eles foram e se convenceram quanto a Jesus. E o Mestre ficou dois dias com eles em Sicar, ensinando-os.

(Que diálogo proveitoso!)

Ensino:

A verdadeira adoração deve ser espiritual e sincera.
Jesus sabia motivar seus ouvintes para transmitir a mensagem.

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Therezinha Oliveira Responde

Gostaria de saber como se explica no Espiritismo a respeito de doenças congênitas(a mãe tem, a filha, os netos, etc.)

As doenças congênitas são resultado de ações prejudiciais da humanidade sobre os genes.

Agora, perduram no “estoque” genético e se transmitem de pais para filhos.

Porém, só reencarnam nessa família os que têm ligação com ela, ou quem precisa dessa situação como resgate ou como experiência.

Mesmo com limitações, o corpo humano é sempre uma bênção e oportunidade de progresso espiritual.

Mediunidade é missão?

Encarnando, cada um de nós cumpre um desígnio divino.

Cada pessoa exerce um papel na humanidade.

Nesse sentido, podemos dizer que cada pessoa tem uma “missão”, no mundo.

Seja a da mediunidade, a da arte, a da ciência, a da maternidade ou paternidade, etc.

Mas para ser um verdadeiro missionário, é preciso que a pessoa nada deva espiritualmente à lei divina e tudo que faça neste mundo seja de ajuda ao progresso intelecto-moral da humanidade.


Quando pode ocorrer perda ou suspensão da mediunidade?

1) Quando há modificam das condições orgânicas que favoreciam as manifestações dos espíritos.
Ex. desgaste físico, debilidade, inclusive por doença ou por velhice.

2) Quando os bons espíritos se afastam, porque o médium está usando mal sua faculdade.Se o médium se analisa, medita e corrige, os bons espíritos retornam.

3) Como teste para ver se o médium aceita com humildade e paciência a suspensão, sem recorrer à fraude para simular que sua mediunidade continua em função.

Qual a origem do mal?

Basicamente, é a ignorância, que nos leva a errar, enquanto não entendemos o que é bom ou não.

Deus permite que experimentemos livremente nas situações da vida para que possamos conhecer em profundidade as coisas, seres e a nós mesmos.

Pelo nosso livre arbítrio, podemos nos demorar no erro, por gostar de certas sensações ou achar que certas ações nos são úteis ou proveitosas, É que, ainda as estamos analisando somente a curto prazo sem perceber as repercussões futuras.

Nesse caso, as conseqüências, impostas pela lei divina, nos farão entender e mudar nosso comportamento.

Existe desenvolvimento espiritual? Ou apenas intelectual e moral?

O espírito não muda sua natureza, é espírito e continuará sendo sempre um ser espiritual.

Mas pode desenvolver, aperfeiçoar, aprimorar a sua capacidade de pensar, sentir e agir;aprender a conhecer e entender melhor as coisas e a agir com acerto, ante as leis divinas.

Esse é o seu desenvolvimento intelecto-moral.

Por que Deus cria as criaturas se elas certamente vão passar por muito sofrimento,não seria mais justo simplesmente não criá-las, e evitar tais sofrimentos?

Deus é onipotente, supremo. Por que nos fez, para que nos fez? Para onde iremos?

Por que será que Deus criou o Universo?

Só perguntando a ele.Mas observando a vida na Terra, deduzimos que os seres exercem nela uma função.

Então, sabemos que Deus nos criou para cumprir um desígnio seu na vida universal.

Examinando as manifestações dos espíritos e analisando as informações que nos trazem,concluímos que somos imortais e que evoluímos.

Não vamos apenas sofrer, também experimentamos prazeres e alegrias, mesmo quando pouco evoluídos.

E, à medida que formos nos desenvolvendo, iremos alcançando cada vez mais,condições superiores de vida e ação, passando a produzir e usufruir de felicidade duradoura.

Sabendo isso, quereríamos perder tudo de bom que está ao nosso alcance só porque, por agora, devido à nossa ignorância, enfrentamos dificuldades e dores?

Como a doutrina espírita vê os estudos sobre a codificação do genoma humano?

Como uma atividade que já está ao alcance do ser humano e que poderá, se bem utilizada, sem desvios nem ambições egoístas,trazer benefícios a toda a espécie humana.

O ser humano precisa aprender a conhecer o corpo humano,as leis da Natureza e como lidar com tudo isso.

Eis porque Deus permite que os cientistas experimentem em seus laboratórios com os elementos da geração de corpos. Genética, inseminação artificial, clonagem, etc.

Ao experimentar nessa área, ainda sem maiores conhecimentos, os cientistas, às vezes, tomam atitudes que se revelam imaturas, precipitadas,
pois se defrontam, depois, com resultados inesperados ou impensados,que têm profundas implicações éticas.

Se não houverem podido antever e prever, pelo raciocínio, as conseqüências,irão aprendê-las pelos resultados práticos, passando a empregar melhor os seus conhecimentos.

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Estudos Espíritas do Evangelho – Memoráveis diálogos de Jesus – Com Nicodemos sobre reencarnação (Jo.3 vs. 1/12)

Todos os diálogos mantidos por Jesus merecem ser conhecidos e estudados. Destaquemos, porém, alguns deles, mais longos e cheios de importantes afirmativas e de preciosos ensinamentos espirituais.

Com Nicodemos sobre reencarnação (Jo.3 vs. 1/12)

Ora, entre os fariseus, havia um homem chamado Nicodemos, principal dos judeus, que veio à noite ter com Jesus e lhe disse:

- Mestre, sabemos que viste da parte de Deus, porque ninguém poderia fazer os sinais que tu fazes, se Deus não estivesse com ele.

- Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo.

- Como pode nascer um homem já velho? Pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, para nascer segunda vez?

- Se um homem não nasce da água e do espírito, não pode entrar no reio de Deus. O que é nascido da carne é carne e o que é nascido do Espírito é Espírito.

Não te admires que eu te haja dito ser preciso que nasças de novo. O vento sopra para onde quer e ouves a sua voz, mas não sabes de onde ele vem, nem para onde vai; o mesmo se dá com todo aquele que é nascido do espírito.

- Como pode isso fazer-se?

- Pois quê! És mestre em Israel e ignoras estas coisas?
Digo-te em verdade que não dizemos senão o que sabemos, e que não damos testemunho senão do que temos visto. Entretanto, não aceitais o nosso testemunho. Mas, se não credes quando vos falo das coisas da Terra, como me crereis, quando vos fale das coisas do Céu?

Ensino:

É preciso reencarnar para progredir espiritualmente e alcançar planos superiores de vida. Nicodemos pensou no mesmo corpo nascendo de novo (o que não é possível).

Jesus corrigiu esse erro, separando entre “nascido da carne e “nascido do Espírito”. Reafirmou que para “entrar no reino de Deus” é preciso renascer tanto “da água” (símbolo da matéria) “como do espírito” (renovar-se espiritualmente).

Usa o vento/ar (“pneuma”) como símbolo de elemento espiritual para comparar que também sentimos sua presença e manifestação através do corpo mas não podemos identificar de onde esse espírito veio (o passado é providencialmente esquecido) nem apontar-lhe um futuro determinado (dependerá do seu livre-arbítrio).

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UM CONVITE ESPECIAL PARA VOCÊS – Lançamento DVD Estudos Espíritas do Evangelho

O lançamento da Coleção Estudos Espíritas do Evangelho e noite de autógrafos será realizado:

Dia: 20 de abril 2012
Horário: a partir das 19h00
Local: Livraria Cultura – Campinas
Shopping Iguatemi
Av.Iguatemi, 777, Lojas 04 e 05 – Piso 1
Tel: (19) 3751-4033

Se vocês vierem comemorar comigo, ficarei duplamente feliz.

Therezinha

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Estudos Espíritas do Evangelho – COMO JESUS DIALOGAVA

Jesus sabia valorizar a palavra como instrumento divino de comunicação. Seus diálogos com o povo sempre resultavam em um ensinamento, quer fosse uma simples pergunta e resposta ou uma conversa mais demorada. Merecem, por isso, ser estudados. Vejamos alguns exemplos.

Perguntas dos Apóstolos

-Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim e eu lhe perdoarei? Até sete? (MT;18vs21/22.) Foi Pedro quem perguntou, após Jesus ter falado sobre o perdão e como agir quando um irmão “peca” contra nós.
- Não te digo até sete mas até setenta vezes sete.
.Ensino: Quantas vezes for necessário, perdoemos.

- Por que dizem, pois, os escribas ser necessário que primeiro venha Elias? (MT.17 vs 9/13)
Interrogam os discípulos a Jesus, após verem-no transfigurado e Moisés e Elias conversando com ele.
- De fato, Elias virá e restaurará todas as coisas. Eu, porém vos declaro que Elias já veio, e não o reconheceram, antes fizeram com ele tudo quanto quiseram. Assim também o Filho do Homem há de padecer nas mãos deles.
Então, os discípulos entenderam que lhes falara a respeito de João Batista.
Ensino: João Batista é Elias reencarnado.

- Por que não pudemos nós expulsá-lo? (MT. 17 vs 14/21.)
Indagam os apóstolos, quando Jesus afasta o mau espírito que eles não haviam conseguido afastar do menino obsidiado.
= Por causa da vossa pouca fé. Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível. (Mas esta casta não se expele senão por meio de oração e jejum.)
Ensino: É preciso ter condições de convicção espiritual para ser respeitado pelos espíritos inferiores. Essa fé somente se consegue com conhecimento e vivência das leis divinas.

Respondendo aos adversários

- Por que come o vosso Mestre com os publicanos e pecadores? ( Lc. 5 vs. 27/32.)
Jesus respondeu pelos discípulos à pergunta dos fariseus:
- Os sãos não precisam de médico e, sim, os doente. Ide, porém e aprendei o que significa: “Misericórdia quero e não holocaustos”, pois não vinha chamar justos, e sim, pecadores (ao arrependimento).
Ensino: Não podemos deixar sem assistência espiritual aos sofredores e perturbados que nos procuram. Eles é que mais precisam dela.

- Moisés mandou que tais mulheres sejam apedrejadas; tu, pois, que dizes? (Jô. 8 vs. 1/11)
Perguntaram os escribas e fariseus, apresentando-lhe uma mulher adúltera. A pergunta era uma armadilha, pois do Decálogo proibia matar. Queriam ver como Jesus responderia.
- Aquele que dentre vós estiver sem pecado, seja o primeiro que lhe atire a pedra.
Acusados pela própria consciência, foram-se retirando um por um, a começar pelos mais velhos até os últimos, ficando somente Jesus e a mulher.
- Mulher, onde estão os teus acusadores? Ninguém te condenou?
- Ninguém, Senhor.
- Nem eu tampouco te condeno. Vai, e não peques mais.
Ensino: Não nos cabe condenar quem erra, porque também erramos.

– É lícito pagar o tributo a César? (MT. 22 vs. 15/22.)
Pergunta formulada pelos discípulos dos fariseus aliados com os herodianos (partidários de Herodes e amigos de Roma). Antes, simulando deferência e pensando espicaçar orgulho em Jesus, saudaram:
- Mestre, sabemos que és verdadeiro e que ensinas o caminho de Deus, de acordo com a verdade, sem te importares com quem quer que seja, porque não olhas a aparência dos homens. Dize-nos, pois, que te parece? – então fizeram a pergunta acima.
- Por que me experimentais, hipócritas? Mostrai-me a moeda do tributo.
Apresentara-lhe um denário e Jesus perguntou:
- De quem é esta efígie e inscrição?
- De César.
- Daí, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.
Ensino: Devemos atender aos deveres materiais sem descurar dos deveres espirituais.

- É lícito ao marido repudiar a sua mulher por qualquer motivo? (MT. 19 vs.3/12.)
A pergunta foi dos fariseus, ‘experimentando a Jesus’.
- Não tendes lido que o Criador desde o princípio os fez homens e mulher e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe, e se unirá à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne?; de modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.
- Por que mandou então Moisés dar carta de divórcio e repudiar?
- Por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossas mulheres; entretanto, não foi assim desde o princípio.
Eu, porém, vos digo: Quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de adultério, e casar com outra, comete adultério (e o que casar com a repudiada comete adultério).
- Se essa é a condição do homem relativamente à sua mulher, não convém casar. (disseram os discípulos).
- Nem todos são aptos para receber este conceito, mas apenas aqueles a quem é dado. Porque há eunucos de nascença; há outros a quem os homens fizeram assim; e há outros que a si mesmos se fizeram eunucos, por causa do reino dos céus. Quem é apto para o admitir, admita.
Ensinos: Como instituição divina, o casamento tem propósitos superiores e não deve ser desfeito sem motivo sério. Ainda hoje os espíritos instrutores ‘permitem’ o divórcio pela dureza dos corações humanos.
Quanto à atividade sexual, alguns a ela renunciam buscando maior realização espiritual mas nem todos têm condições para essa renúncia.

- Na ressurreição, de qual dos sete será ela esposa? Porque todos a desposaram. (MT. 22 vs. 23/33.)
Não acreditando na ressurreição (continuidade da existência espiritual após a morte) os saduceus apresentaram a Jesus uma situação:
- Mestre, Moisés disse: Se alguém morrer, não tendo filhos, seu irmão casatá com a viúva e suscitará descendência ao falecido.
Ora, havia eentre nós 7 irmãos; o 1°, tendo casado, morreu, e não tendo descendência, deixou sua mulher a seu irmão; o mesmo sucedeu com o 2°, com o 3°, até o 7°, depois de todos eles, morreu também a mulher.
Finalmente, fizeram a pergunta acima, ao que Jesus respondeu:
- Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus. Porque na ressurreição nem casam nem se dão em casamento; são, porém, como os anjos no céu.
Quanto à ressurreição dos mortos, não tendes lido o que Deus vos declarou: “Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó” Ele não é Deus de mortos e, sim, de vivos.
Ensino: Espiritualmente imortais, para Deus todos sempre somos vivos. Na vida espiritual perdurará o sentimento de amor mas não as condições físicas do casamento (a não ser para espíritos ainda muito apegados às sensações terrenas).

Seguindo a Jesus, valorizemos a palavra empregando-a com justiça e com amor, procurando dizer: “sim, sim; não, não”, porque como adverte o Mestre, o que passa disso “procede do maligno”(MT 5 v. 37).

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UM CONVITE ESPECIAL PARA VOCÊS – Lançamento DVD Estudos Espíritas do Evangelho

O lançamento da Coleção Estudos Espíritas do Evangelho e noite de autógrafos será realizado:

Dia: 20 de abril 2012
Horário: a partir das 19h00
Local: Livraria Cultura – Campinas
Shopping Iguatemi
Av.Iguatemi, 777, Lojas 04 e 05 – Piso 1
Tel: (19) 3751-4033

Se vocês vierem comemorar comigo, ficarei duplamente feliz.

Therezinha

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UM CONVITE ESPECIAL PARA VOCÊS – Lançamento DVD Estudos Espíritas do Evangelho

Amigos,

Estou muito feliz com o lançamento do DVD “Estudos Espíritas do Evangelho”,

que acredito ajudará muitas pessoas a verem o Espiritismo sob o aspecto cristão.

O lançamento da Coleção Estudos Espíritas do Evangelho e noite de autógrafos será realizado:

Dia: 20 de abril 2012
Horário: a partir das 19h00
Local: Livraria Cultura – Campinas
Shopping Iguatemi
Av.Iguatemi, 777, Lojas 04 e 05 – Piso 1
Tel: (19) 3751-4033

Se vocês vierem comemorar comigo, ficarei duplamente feliz.

Therezinha

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