dez 11
26
Tirando Dúvidas com Therezinha Oliveira
Sabemos que o umbral não é um espaço físico, material mas sim resultado da vibração mental de muitos desencarnados que estejam na mesma sintonia negativa.
Gostaria de saber mais detalhes sobre este processo e se as colônias de recuperação, como Nosso Lar, também são projeções fluídicas de vibração mental.
Tudo no plano espiritual é resultado da ação/mentalização dos espíritos sobre os fluidos; portanto, umbral e colônias de recuperação são produzidas pela mentalização de seus habitantes.
É o que Kardec chama de “laboratório da vida espiritual”.
Por enquanto, como não temos meios maiores de verificação pessoal e “in loco”, temos de nos valer das informações prestadas a respeito pelos espíritos, através de médiuns seguros e observando o consenso universal.
André Luiz não é o único espírito que descreveu essas regiões.
Médiuns como Andrew Jackson Davis, Emmanuel Swedenborg e outros fizeram relatos semelhantes, variando um poucos, porém, as informações, segundo a capacidade dos espíritos comunicantes e dos médiuns que as receberam.
Sabemos da existência dos três reinos animais: minerais, plantas e animais (melhor dizer: 3 reinos da natureza) e que a inteligência instintiva e limitada dos animais, após longo e rigoroso aperfeiçoamento, passa gradualmente a poder ser denominada de inteligência humana.
O mesmo processo evolutivo se verifica nos minerais e nas plantas? Para estes qual é então o grau evolutivo máximo possível de ser atingido?
Na codificação kardequiana já há alguma indicação de evolução, apesar dos preconceitos da época. LE pergunta 540; ESE III, item 19 Sto. Agostinho, GEN VI, item 19; XI, item 23.
Confrades, como o Dr. Ary Lex, porém, preferem se restringir à aceitação da vida inteligente a partir dos animais, e Allan Kardec o faz “ao entrar na humanidade”.
Observe-se, é claro, a distinção entre princípio inteligente e espírito.
Modernamente, percebendo-se organismos que apresentam comportamento vegetal em certos aspectos e de animal, em outras funções (Euglena: fotossíntese mas também movimento na água em busca da luz), especula-se quanto à vida inteligente já nos vegetais.
E, com o progresso da Física, estudando o comportamento dos átomos, suas partículas com inexplicável movimentação, às vezes, talvez seja lícito estender a vida inteligente até os minerais, daí evoluindo, através de milênios, à escala vegetal, desta à animal e, daí, à humana.
É campo, porém, de conjecturas, ainda, até que evoluamos mais e possamos constatar pela experimentação científica o que alguns espíritos nos têm informado.
Os animais, quando morrem, conservando a sua individualidade, retornam para um plano espiritual como o dos homens? Existe convívio entre ambos?
Na codificação, informa-se que eles pouco perduram no espaço, sendo quase de imediato recambiados à vida corpórea (pg. 600).
Entretanto, médiuns têm visto no plano fluídico animais em suas formas perispirituais e convivendo com os espíritos desencarnados.
Parece lógico que, se a convivência aqui era possível, também continue no Além.
Provavelmente não o será para todos os animais e, sim, para os que já apresentem algumas condições de utilidade e proveito nessa vida fluídica.
Após o nosso desencarne e eventual restabelecimento, poderemos neste estágio evolutivo no qual nos encontramos ter o merecimento para requisitar trabalho no setor de desencarne e reencarnação de animais?
Será que poderemos acompanhar o processo evolutivo de um animal que nos foi caro em nossa última encarnação?
Em princípio, tudo faz crer que sim, porque inúmeras e variadas são as ocupações dos espíritos não somente quando encarnados mas também quando desencarnados.
Mas irá depender da possibilidade e necessidade de assim proceder, do ponto de vista espiritual, porque, quando estamos encarnados, vemos as coisas de um jeito mas, quando desencarnados, outros aspectos e objetivos se nos apresentam.
Sabemos que Deus, na sua infinita justiça e bondade,criou-nos todos simples e ignorantes e perfectíveis, dotados de inteligência e que, através do esforço próprio, adquiriremos o mérito de progredir.
Mas, por que Deus nos criou?
Mesmo os espíritos que transmitiram os informes da codificação dizem que nada sabem sobre como e quando Deus os criou, quanto mais ao porque…Só podemos examinar a nós mesmos e ao Universo partindo do que existe, do que percebemos, do que está ao nosso alcance.
Entretanto, avaliando a obra da criação, já podemos compreender que ela é grandiosa, sempre ao amparo da previdência e providência de um Criador poderoso, justo e bom para com todos os seus filhos.
Por enquanto, é usufruir da sublime dádiva da vida que não morre, dentro das leis naturais, perfeitas e imutáveis, que nos asseguram uma finalidade superior e a evolução incessante.
Segundo a notação do Livro II – Capítulo IV do Livro dos Espíritos,“a Terra é um dos planetas onde os espíritos são os menos avançados, física e moralmente”.
Marte seria ainda inferior, Vênus mais adiantado que a Terra e Júpiter o mais superior em relação a todos.
Sabemos que quanto mais inferiores somos, mais brutalizado é o nosso corpo físico.
Deste modo, porque é que as sondas enviadas a Marte não detectaram nenhum indício de vida?
O fato de ainda não se haver detectado indício de vida corpórea em Marte em nada invalida o princípio básico do Espiritismo quanto à pluralidade dos mundos habitados.
Aguardemos o futuro.
Se os seus habitantes são mais ou menos evoluídos que os habitantes da Terra temos apenas especulações, inclusive as feitas por Kardec. Note-se que, comentando a questão 188, Kardec comenta informações de espíritos sobre Marte, Júpiter e o Sol, dizendo “estaria”, “seria”, como possibilidade e não afirmação.
A Doutrina Espírita pode não vir a ser a 3ª Revelação, ficando sujeita à conduta dos homens em relação a ela?
O que pensar sobre aqueles que consideram muita pretensão dos espíritas acreditar que o Espiritismo é a 3ª e última Revelação?
Para nós, ocidentais, Moisés ficou como a 1ª grande revelação e Jesus, sem dúvida, foi a 2ª; o Espiritismo vem, em seqüência, como uma 3ª Revelação (pois realmente relembra, corrige, complementa e amplia o que conhecemos da mensagem de Jesus, que fora alterada, deturpada e mal compreendida pela humanidade).
Os espíritas, porém, não dizemos que vá ser a última; o que aprendemos é que o Espiritismo, tendo caráter progressivo, irá assimilando novas informações e corrigindo algum ponto se ficar comprovado que estava em erro.
Porém, como toda revelação espiritual feita à humanidade,se não formos fiéis ao que foi revelado, se deturparmos, se acrescentarmos nossas próprias e falsas idéias, anularemos o seu valor. Nesse caso, os Espíritos do Senhor reeditarão novamente a mensagem, corrigindo e ampliando.