{"id":326,"date":"2017-02-21T05:19:54","date_gmt":"2017-02-21T05:19:54","guid":{"rendered":"http:\/\/ceak.org.br\/ceak\/?page_id=326"},"modified":"2021-03-01T21:00:15","modified_gmt":"2021-03-02T00:00:15","slug":"os-fundadores","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ceak.org.br\/ceak\/os-fundadores\/","title":{"rendered":"Os Fundadores"},"content":{"rendered":"[vc_row][vc_column][vc_column_text]\n<h1>Os Fundadores<\/h1>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_column_text]\n<h2>Gustavo Marcondes*<\/h2>\n<p>Nascido aos 7 de dezembro de 1900, em Palmeiras, estado do Paran\u00e1, Gustavo Marcondes realizou seus primeiros estudos em sua terra natal, e o curso de contador em Paranagu\u00e1. Com voca\u00e7\u00e3o para o magist\u00e9rio, destacou-se como professor licenciado para o ensino particular e profissional.<\/p>\n<p>Em 1923, transferiu-se para a cidade de Franca &#8211; SP, onde ingressou por concurso p\u00fablico no Banco do Brasil. J\u00e1 tinha o Espiritismo por convic\u00e7\u00e3o e colaborava com a Casa de Allan Kardec. Em 1925, casou-se com D. Mercedes Rufino Selles. No ano seguinte, foi transferido para Ribeir\u00e3o Preto.<\/p>\n<p>Em 1928, fundou a Escola e a Biblioteca dos Pobres, ministrando diversos cursos de jardim da inf\u00e2ncia, prim\u00e1rio, noturno para adultos e curso pr\u00e1tico de com\u00e9rcio. Realizava palestras doutrin\u00e1rias para divulga\u00e7\u00e3o do Espiritismo por toda aquela regi\u00e3o. Participava, ainda, da Uni\u00e3o Esp\u00edrita de Ribeir\u00e3o Preto e do Centro \u201cEur\u00edpedes Barsanulfo\u201d, onde idealizou e deu execu\u00e7\u00e3o aos estudos doutrin\u00e1rios para a juventude, que se consolidou depois num importante movimento em prol da organiza\u00e7\u00e3o das Mocidades Esp\u00edritas.<\/p>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_empty_space][vc_single_image image=&#8221;334&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; alignment=&#8221;right&#8221; style=&#8221;vc_box_shadow_3d&#8221; css_animation=&#8221;none&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]\n<h2><\/h2>\n<p>Para Gustavo Marcondes o ato de realizar era muito simples, f\u00e1cil mesmo. Mas tudo se concretizava por conta da for\u00e7a do seu ideal e da inspira\u00e7\u00e3o (da transpira\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m) que dele tomava conta.<\/p>\n<p>Em 1934, foi transferido para a cidade de Campinas, onde se aposentou, em 1953. Na cidade, fundou o <a href=\"http:\/\/ceak.org.br\/iphc\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Instituto Popular \u201cHumberto de Campos\u201d (IPHC) <\/a>(link para IPHC) voltado para estudantes de baixa renda, com a oferta dos cursos pr\u00e9-prim\u00e1rio, datilografia e pr\u00e1tico de com\u00e9rcio.<\/p>\n<p>Em setembro de 1938, juntamente com outros abnegados companheiros, fundou o Centro Esp\u00edrita \u201cAllan Kardec\u201d, no qual anexou o Instituto Popular \u201cHumberto de Campos\u201d, como um de seus departamentos.<\/p>\n<p>Inaugurou em 1949 a sede pr\u00f3pria na Rua Irm\u00e3 Serafina, 674, no centro da cidade, criando ent\u00e3o novos cursos: corte e costura, bordado, trabalhos manuais, preparat\u00f3rio para o gin\u00e1sio, prim\u00e1rio e noturno para adultos. Pouco depois foram criados novos setores, como a Casa dos Meninos, um internato para jovens de 14 a 18 anos, que ali recebiam educa\u00e7\u00e3o, alimento e moradia. Fundou tamb\u00e9m a Mocidade Esp\u00edrita e o Departamento Feminino.<\/p>\n<p>Gustavo Marcondes presidiu o Centro Esp\u00edrita \u201cAllan Kardec\u201d por mais de 30 anos. Seu desencarne se deu no dia 26 de agosto de 1968.<\/p>\n<p><em>*Compilado do livro \u201cCartas do \u2018Seu\u2019 Gustavo\u201d \u2013 Editora EME.<\/em>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_empty_space height=&#8221;15px&#8221;][vc_separator][vc_empty_space height=&#8221;15px&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]\n<h2 class=\"p1\">Serv\u00edlio Marrone<\/h2>\n<p class=\"p1\">Filho de imigrantes, pai da Cal\u00e1bria e m\u00e3e de Napoli, Serv\u00edlio Marrone era o quinto de uma fam\u00edlia com oito filhos. Nascido em Campinas em 1913, passou toda sua inf\u00e2ncia e juventude na cidade. Seu pai tinha uma barbearia na rua General Os\u00f3rio, quase esquina com avenida Francisco Glic\u00e9rio, onde a elite campineira se encontrava. Por ali passaram personagens ilustres, como Campos Sales e Ruy Barbosa.<\/p>\n<p class=\"p1\">Tradicionalmente cat\u00f3licos, o irm\u00e3o mais novo de Marrone formou-se padre. O jovem Serv\u00edlio, por\u00e9m, sempre tivera um perfil diferenciado e inquieto por natureza, queria saber o porqu\u00ea das coisas. N\u00e3o demorou muito para come\u00e7ar a ler os livros de Kardec. Quando, aos 24 anos, casou-se com Maria Ferreira Marques, de apenas 17, j\u00e1 se considerava esp\u00edrita.<\/p>\n<p class=\"p1\">Aos 26 anos, Serv\u00edlio Marrone era joalheiro, estudioso do Espiritismo e apaixonado pelo Evangelho. Sua loja era localizada na rua Concei\u00e7\u00e3o, n\u00famero 16, pr\u00f3ximo ao Largo da Catedral, onde consertava rel\u00f3gios enquanto o sobrinho Aristides cuidava das joias.<\/p>\n<p class=\"p1\">Magro, um metro e noventa e quatro de altura e voz grave, Marrone era um tipo dif\u00edcil de passar despercebido. No encontro com Gustavo Marcondes, na pra\u00e7a Carlos Gomes, a empatia foi imediata. Ap\u00f3s comentarem com bom humor o inusitado da situa\u00e7\u00e3o, continuaram uma conversa amistosa e cheia de planos.<\/p>\n<p class=\"p1\">Gustavo Marcondes relembrou sua trajet\u00f3ria no Movimento Esp\u00edrita, falou das institui\u00e7\u00f5es que havia fundado e da inten\u00e7\u00e3o de formar um grupo esp\u00edrita em Campinas. Marrone, mais expansivo, n\u00e3o ficou atr\u00e1s. Soltou o vozeir\u00e3o e os trejeitos italianos contando que se dedicava ao estudo do espiritismo havia muito tempo e que seu maior sonho era fundar uma institui\u00e7\u00e3o para divulga\u00e7\u00e3o da doutrina.<\/p>\n<p class=\"p1\">Acertaram ent\u00e3o que Marrone seria o respons\u00e1vel por encontrar um local adequado para o grupo esp\u00edrita e Gustavo Marcondes cuidaria das quest\u00f5es burocr\u00e1ticas e administrativas. Eles ainda n\u00e3o sabiam (ou tinham plena consci\u00eancia), mas estavam prestes a iniciar uma saga que marcaria suas vidas para sempre.<\/p>\n<p class=\"p1\">Poucos dias depois, Marrone apresentou a Marcondes o espa\u00e7o comercial para loca\u00e7\u00e3o, no centro de Campinas, tamb\u00e9m na rua Concei\u00e7\u00e3o. Com tra\u00e7os do s\u00e9culo dezenove, um sal\u00e3o de bom tamanho e duas salas ao fundo, o local serviria tanto para atividades do Centro Esp\u00edrita, quanto para as aulas do IPHC. Tudo se desenhou instantaneamente. As duas \u00e1reas, claro, seriam independentes, em respeito \u00e0 liberdade de consci\u00eancia dos alunos e frequentadores.<\/p>\n<p class=\"p1\">Para Marrone, a cria\u00e7\u00e3o do centro representava a concretiza\u00e7\u00e3o de um sonho antigo. Diferente dos centros esp\u00edritas existentes em Campinas, na \u00e9poca, mais limitados \u00e0s sess\u00f5es medi\u00fanicas para socorrer almas em apuros, Serv\u00edlio esperava levar Kardec ao povo, combater o misticismo e investir na promo\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p class=\"p1\">Foram necess\u00e1rios apenas tr\u00eas meses para o encontro casual se transformar no CEAK.<\/p>\n<p class=\"p1\">Serv\u00edlio Marrone disseminou o espiritismo n\u00e3o somente dentro do pr\u00f3prio centro, mas em excurs\u00f5es por cidades vizinhas. Visitou asilos, ajudou fam\u00edlias a amenizarem e curarem doen\u00e7as desconhecidas no mundo da ci\u00eancia. Em janeiro de 1955, ao caminhar no centro retornando do hor\u00e1rio do almo\u00e7o, virou-se para desejar um feliz ano novo a um conhecido e foi atingido pelo retrovisor de um \u00f4nibus que dobrava a esquina. Foi operado duas vezes, mas as fraturas cranianas foram severas. Ele n\u00e3o resistiu. Aos 42 anos, em plena atividade, Marrone desencarnou, mas seu amor ao pr\u00f3ximo e sua facilidade em interpretar o Evangelho de acordo com o Espiritismo, continua a inspirar o trabalho do CEAK at\u00e9 hoje.<\/p>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"[vc_row][vc_column][vc_column_text] Os Fundadores [\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_column_text] Gustavo Marcondes* Nascido aos 7 de dezembro de 1900, em Palmeiras, estado do Paran\u00e1, Gustavo Marcondes realizou seus primeiros estudos em sua terra natal, e o curso de contador em Paranagu\u00e1. Com voca\u00e7\u00e3o para o magist\u00e9rio, destacou-se como professor licenciado para o ensino particular e profissional. 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