{"id":371,"date":"2017-02-21T07:37:25","date_gmt":"2017-02-21T07:37:25","guid":{"rendered":"http:\/\/ceak.org.br\/ceak\/?page_id=371"},"modified":"2017-09-07T16:42:46","modified_gmt":"2017-09-07T16:42:46","slug":"biografias","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ceak.org.br\/ceak\/biografias\/","title":{"rendered":"Biografias"},"content":{"rendered":"[vc_row][vc_column][vc_column_text]\n<h1>Biografias<\/h1>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_tta_tour][vc_tta_section title=&#8221;Alexandre Aksakof&#8221; tab_id=&#8221;1487660166284-73a2c4d2-cf1a&#8221;][vc_column_text]\t<div  class=\"row container \">\n<div class=\"small-12    large-4  columns   \"  ><div class=\"column-inner\"  >\n<img loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-394 aligncenter\" src=\"http:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/220px-Alexandr_Aksakov-210x300.jpg\" alt=\"220px-Alexandr_Aksakov\" width=\"210\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/220px-Alexandr_Aksakov-210x300.jpg 210w, https:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/220px-Alexandr_Aksakov.jpg 220w\" sizes=\"(max-width: 210px) 100vw, 210px\" \/><\/p>\n<\/div><\/div>\n<div class=\"small-12    large-8  columns   \"  ><div class=\"column-inner\"  >\n<h2>Alexandre Aksakof<\/h2>\n<p>Os fen\u00f4menos de Hydesville verificados no ano de 1848, com as irm\u00e3s Fox, nos Estados Unidos, tiveram muita repercuss\u00e3o na Europa.<\/p>\n<p>Diversos homens de ci\u00eancia estudaram imparcialmente os fen\u00f4menos esp\u00edritas no Velho Mundo, depois daquele ano. um deles foi o Conde Aksakofi, diplomata russo, autor da grande obra <em>Animismo e Espiritismo.<\/em><\/p>\n<p>Alexandre Aksakof nasceu em Ripievka, R\u00fassia, no dia 27 de maio de 1832, tendo desencarnado em 4 de janeiro de 1903. (Seu nome completo \u00e9 Alexandre Nicolajevic Aksakof, em virtude do que certos autores preferem escrever Aksakov, segundo a grafia de origem).<\/p>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n  \n<p>Nasceu no mesmo ano em que veio a este mundo, na Inglaterra, a maior figura do Espiritismo cient\u00edfico: William Crookes. Os pa\u00edses de origem eslava, como os escandinavos, receberam grande influ\u00eancia do pensador su\u00e9co Swedenborg.<\/p>\n<p>Ainda mo\u00e7o Aksakof traduziu obras de Swedenborg. Diplomata, conselheiro privado do Imperador Alexandre III, czar da R\u00fassia, Aksakof pertencia \u00e0 antiga nobreza de seu pa\u00eds, tendo tido outras honrarias al\u00e9m do t\u00edtulo de conde. N\u00e3o era apenas um diplomata \u00e0 moda cl\u00e1ssica, o homem solene, afeito \u00e0s etiquetas e ao esplendor das grandes cortes europ\u00e9ias, mas um esp\u00edrito pesquisador, preocupado com a Ci\u00eancia, com as quest\u00f5es transcedentais.<\/p>\n<p>Quando come\u00e7ou a estudar os fen\u00f4menos esp\u00edritas, em 1855, estava Aksakof servindo na Alemanha em miss\u00e3o diplom\u00e1tica. Ainda na Alemanha fundou a revista Estudos Ps\u00edquicos (1874). Aksakof colaborou nas c\u00e9lebres experi\u00eancias de materializa\u00e7\u00f5es do esp\u00edrito de Katie King, Inglaterra. Mais tarde, em 1892, fez parte de comiss\u00e3o de cientistas reunida em Mil\u00e3o, It\u00e1lia, para examinar a famosa m\u00e9dium Eus\u00e1pia Paladino, tendo sido o primeiro a assinar o relat\u00f3rio dessa not\u00e1vel comiss\u00e3o. O referido relat\u00f3rio, que \u00e9 um documento de alto valor cient\u00edfico, est\u00e1 no livro Fatos Esp\u00edritas de William Crookes. Conv\u00e9m notar, Aksakof, em 1881, j\u00e1 havia patrocinado a funda\u00e7\u00e3o da revista Rebus, considerado o primeiro \u00f3rg\u00e3o de propaganda esp\u00edrita da R\u00fassia Imperial.<\/p>\n<p>O livro <em>Animismo e Espiritismo<\/em>, escrito com o prop\u00f3sito de refutar cr\u00edticas ao Espiritismo, publicado em 1890, aumentou a justa fama de Aksakof nos grandes centros da ci\u00eancia ps\u00edquica.<\/p>\n<p>De fato. <em>Animismo e Espiritismo<\/em>, traduzido em mais de uma l\u00edngua, inclusive em potugu\u00eas, \u00e9 uma fonte de consulta ainda hoje respeitada. Homem de convic\u00e7\u00f5es inabal\u00e1veis, sobrepondo-se aos preconceitos e \u00e0s conveni\u00eancias de sua posi\u00e7\u00e3o social, afirmou conscientemente as suas id\u00e9ias sem temer o rid\u00edculo nem a censura dos que combatiam a Doutrina Esp\u00edrita. Dizia ele: <em>N\u00e3o tenho outra coisa a fazer sen\u00e3o afirmar publicamente o que tenho visto, entendido e ouvido.<\/em> Aksakof \u00e9, sem a menor d\u00favida, uma das maiores express\u00f5es culturais do Espiritismo.<\/p>\n<p><strong>Revista Esp\u00edrita do Brasil &#8211; Junho de 1949<\/strong>[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][vc_tta_section title=&#8221;Allan Kardec&#8221; tab_id=&#8221;1487660300377-9c8a39f7-914a&#8221;][vc_column_text]\t<div  class=\"row container \">\n<div class=\"small-12    large-4  columns   \"  ><div class=\"column-inner\"  >\n<img loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-379 aligncenter\" src=\"http:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/allankardec-242x300.jpg\" alt=\"allankardec\" width=\"242\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/allankardec-242x300.jpg 242w, https:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/allankardec.jpg 250w\" sizes=\"(max-width: 242px) 100vw, 242px\" \/><\/p>\n<\/div><\/div>\n<div class=\"small-12    large-8  columns   \"  ><div class=\"column-inner\"  >\n<h2>Allan Kardec<\/h2>\n<p>Nascido em Lyon, Fran\u00e7a, no dia 3 de outubro de 1804 e desencarnado em Paris, no dia 31 de mar\u00e7o de 1869.<\/p>\n<p>Muito se tem escrito sobre a personalidade de Allan Kardec, existindo mesmo v\u00e1rias e extensas biografias sobre a sua obra mission\u00e1ria.<\/p>\n<p>\u00c9 sobejamente conhecida a sua vida anteriormente ao dia 18 de abril de 1857, quando publicou a magistral obra &#8220;O Livro dos Esp\u00edritos&#8221;, que deu in\u00edcio ao processo de codifica\u00e7\u00e3o do Espiritismo.\u00a0Nesta s\u00famula biogr\u00e1fica, procuraremos esbo\u00e7ar alguns informes sobre a sua inconfund\u00edvel personalidade, alguns deles j\u00e1 do conhecimento geral.<\/p>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n  \n<p>O seu verdadeiro nome era Hippolyte-L\u00e9on-Denizard Rivail. &#8220;Hippolite&#8221; em fam\u00edlia; &#8220;Professor Rivail&#8221; na sociedade e &#8220;H-L-D. Rivail&#8221; na literatura era, desde os 18 anos mestre colegial de Ci\u00eancias e Letras, e, desde os 20 anos renomado autor de livros did\u00e1ticos. Suas obras esp\u00edritas foram escritas com o pseud\u00f4nimo de Allan Kardec.<\/p>\n<p>Destacou-se na profiss\u00e3o para a qual fora aprimoradamente educado na Su\u00ed\u00e7a, na escola do maior pedagogo do primeiro quartel do s\u00e9culo XIX, de fama mundial e at\u00e9 hoje paradigma dos mestres: Jo\u00e3o Henrique Pestalozzi. E, em Paris, sucedeu ao pr\u00f3prio mestre.<\/p>\n<p>Allan Kardec contava 51 anos quando se dedicou \u00e0 observa\u00e7\u00e3o e estudo dos fen\u00f4menos esp\u00edritas, sem os entusiasmos naturais das criaturas ainda n\u00e3o amadurecidas e sem experi\u00eancia. A sua pr\u00f3pria reputa\u00e7\u00e3o de homem probo e culto constituiu o obst\u00e1culo em que esbarraram certas afirma\u00e7\u00f5es levianas dos detratores do Espiritismo. Dois anos depois, em 1857, divulgava &#8220;O Livro dos Esp\u00edritos&#8221;. Em 1858 iniciava a publica\u00e7\u00e3o da famosa &#8220;Revue Spirite&#8221;. Em 1861 dava a lume &#8220;O Livro dos M\u00e9diuns&#8221;. Em 1864 aparecia &#8220;O Evangelho segundo o Espiritismo&#8221;; seguido de &#8220;O C\u00e9u e o Inferno&#8221; em 1865. Finalmente, em 1868 &#8220;A G\u00eanesis Os Milagres e as Predi\u00e7\u00f5es&#8221;, completava o pentateuco do Espiritismo.<\/p>\n<p>Na ingente tarefa de codifica\u00e7\u00e3o do Espiritismo, Allan Kardec contou com o valioso concurso de tr\u00eas meninas que se tornaram as m\u00e9diuns principais no trabalho de compila\u00e7\u00e3o de &#8220;O Livro dos Esp\u00edritos&#8221;: Caroline Baudin, Julie Baudin e Ruth Celine Japhet. As duas primeiras foram utilizadas para a concatena\u00e7\u00e3o da ess\u00eancia dos ensinos esp\u00edritas e a \u00faltima para os esclarecimentos complementares. Ultimada a obra e ratificados todos os ensinamentos ali contidos, por sugest\u00e3o dos Esp\u00edritos, Allan Kardec recorreu a outros m\u00e9diuns, estranhos ao primeiro grupo, dentre eles Japhet e Roustan, m\u00e9diuns intuitivos; a senhora Canu, son\u00e2mbula inconsciente; Canu, m\u00e9dium de incorpora\u00e7\u00e3o; a Sra. Leclerc, m\u00e9dium psic\u00f3grafa; a Sra. Clement, m\u00e9dium psic\u00f3grafa e de incorpora\u00e7\u00e3o; a Sra. De Pleinemaison, auditiva e inspirada; Sra. Roger, clarividente; e Srta. Aline Carlotti, m\u00e9dium psic\u00f3grafa e de incorpora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Escrevendo sobre a personalidade do \u00ednclito mestre, o em\u00e9rito Dr. Silvino Canuto Abreu afirmou o seguinte: &#8220;De cultura acima do normal nos homens ilustres de sua idade e do seu tempo, imp\u00f4s-se ao geral respeito desde mo\u00e7o. Temperamento infenso \u00e0 fantasia, sem instinto po\u00e9tico nem romanesco, todo inclinado ao m\u00e9todo, \u00e0 ordem, \u00e0 disciplina mental, praticava, na palavra escrita ou falada, a precis\u00e3o, a nitidez, a simplicidade, dentro dum vern\u00e1culo perfeito, escoimado de redund\u00e2ncias.<\/p>\n<p>De estatura me\u00e3, apenas 165 cent\u00edmetros, e constitui\u00e7\u00e3o delicada, embora saud\u00e1vel e resistente, o professor Rivail tinha o rosto sempre p\u00e1lido, chupado, de zigomas salientes e pele sardenta, castigado de rugas e verrugas. Fronte vertical comprida e larga, arredondada ao alto, erguida sobre arcadas orbit\u00e1rias proeminentes, com sobrancelhas abundantes e castanhas. Cabelos lisos e grisalhos, ralos por toda a parte, falhos atr\u00e1s (onde alguns fios mal encobriam a larga coroa calva da madureza), repartidos, na frente, da esquerda para a direita, sem topetes, confundidos, nos temporais, com as barbas grisalhas e aparadas que lhe desciam at\u00e9 o l\u00f3bulo das orelhas e cobriam, na nuca, o colarinho duro, de pontas coladas ao queixo. Olhos pequenos e afundados, com olheiras e p\u00e1pulas. Nariz grande, ligeiramente acavaletado perto dos olhos, com largas narinas entre rictos arqueados e auteros. Bigodes rarefeitos, aparados \u00e0 borda do l\u00e1bio, quase todo branco. Pera triangular sob o bei\u00e7o, disfar\u00e7ando uma pinta cabeluda. Semblante severo quando estudava ou magnetizava, mas cheio de vivacidade amena e sedutora quando ensinava ou palestrava. O que nele mais impressionava era o olhar estranho e misteriosos, cativante pela brandura das pupilas pardas, autorit\u00e1rio pela penetra\u00e7\u00e3o a fundo na alma do interlocutor. Pousava sobre o ouvinte como suave farol e n\u00e3o se desviava abstrato para o vago sen\u00e3o quando meditava, a s\u00f3s. E o que mais personalidade lhe dava era a voz, clara e firme, de tonalidade agrad\u00e1vel e oracional, que podia mesclar agradavelmente desde o murm\u00fario acariciante at\u00e9 as explos\u00f5es de eloq\u00fc\u00eancia parlamentar. Sua gesticula\u00e7\u00e3o era s\u00f3bria, educada. Quando distra\u00eddo, a ler ou a pensar, confiava os &#8220;favoris&#8221;. Quando ouvia uma pessoa, enfiava o polegar direito no espa\u00e7o entre dois bot\u00f5es do colete, a fim de n\u00e3o aparentar impaci\u00eancia e, ao contr\u00e1rio, convencer de sua toler\u00e2ncia e aten\u00e7\u00e3o. Conversando com disc\u00edpulos ou amigos \u00edntimos, apunha algumas vezes a destra no ombro do ouvinte, num gesto de familiaridade. Mantinha rigorosa etiqueta social diante das damas.&#8221;<\/p>\n<p>Pelo seu profundo e inexced\u00edvel amor ao bem e \u00e0 verdade, Allan Kardec edificou para todo o sempre o maior monumento de sabedoria que a Humanidade poderia ambicionar, desvendando os grandes mist\u00e9rios da vida, do destino e da dor, pela compreens\u00e3o racional e positiva das m\u00faltiplas exist\u00eancias, tudo \u00e0 luz meridiana dos postulados do ninfo Cristianismo.<\/p>\n<p>Filho de pais cat\u00f3licos, Allan Kardec foi criado no Protestantismo, mas n\u00e3o abra\u00e7ou nenhuma dessas religi\u00f5es, preferindo situar-se na posi\u00e7\u00e3o de livre pensador e homem de an\u00e1lise. Compungia-lhe a rigidez do dogma que o afastava das concep\u00e7\u00f5es religiosas. O excessivo simbolismo das teologias e ortodoxias, tornava-o incompat\u00edvel com os princ\u00edpios da f\u00e9 cega.<\/p>\n<p>Situado nessa posi\u00e7\u00e3o, em face de uma vida intelectual absorvente, foi o homem de pondera\u00e7\u00e3o, de car\u00e1ter ilibado e de saber profundo, despertado para o exame das manifesta\u00e7\u00f5es das chamadas mesas girantes. A esse tempo o mundo estava voltado, em sua curiosidade, para os in\u00fameros fatos ps\u00edquicos que, por toda a parte, se registravam e que, pouco depois, culminaram no advento da altamente consoladora doutrina que recebeu o nome de Espiritismo, tendo como seu codificados, o educador em\u00e9rito e imortal de Lyon.<\/p>\n<p>O Espiritismo n\u00e3o era, entretanto, cria\u00e7\u00e3o do homem e sim uma revela\u00e7\u00e3o divina \u00e0 Humanidade para a defesa dos postulados legados pelo Meigo Rabi da Galil\u00e9ia, numa quadra em que o materialismo avassalador conquistava as mais pujantes intelig\u00eancias e os c\u00e9rebros proeminentes da Europa e das Am\u00e9ricas.<\/p>\n<p>A primeira sociedade esp\u00edrita regularmente constitu\u00edda foi fundada por Allan Kardec, em Paris, no dia 1o. de abril de 1858. Seu nome era &#8220;Sociedade Parisiense de Estudos Esp\u00edritas&#8221;. A ela o codificador emprestou o seu valioso concurso, propugnando para que atingisse os nobilitantes objetivos para os quais foi criada.<\/p>\n<p>Allan Kardec \u00e9 invulner\u00e1vel \u00e0 increpa\u00e7\u00e3o de haver escrito sob a influ\u00eancia de id\u00e9ias preconcebidas ou de esp\u00edrito de sistema. Homem de car\u00e1ter frio e severo, observava os fatos e dessas observa\u00e7\u00f5es deduzia as leis que os regem.<\/p>\n<p>A codifica\u00e7\u00e3o da Doutrina Esp\u00edrita colocou Kardec na galeria dos grandes mission\u00e1rios e benfeitores da Humanidade. A sua obra \u00e9 um acontecimento t\u00e3o extraordin\u00e1rio como a Revolu\u00e7\u00e3o Francesa. Esta estabeleceu os direitos do homem dentro da sociedade, aquela instituiu os liames do homem com o universo, deu-lhe as chaves dos mist\u00e9rios que assoberbavam os homens, dentre eles o problema da chamada morte, os quais at\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o haviam sido equacionados pelas religi\u00f5es. A miss\u00e3o do \u00ednclito mestre, como havia sido prognosticada pelo Esp\u00edrito de Verdade, era de escolhos e perigos, pois ela n\u00e3o seria apenas de codificar, mas principalmente de abalar e transformar a Humanidade. A miss\u00e3o foi-lhe t\u00e3o \u00e1rdua que, em nota de 1o. de janeiro de 1867, Kardec referia-se as ingratid\u00f5es de amigos, a \u00f3dios de inimigos, a inj\u00farias e a cal\u00fanias de elementos fanatizados. Entretanto, ele jamais esmoreceu diante da tarefa.<\/p>\n<p>Fonte: site <a href=\"http:\/\/www.espirito.org.br\" target=\"_blank\">www.espirito.org.br<\/a>[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][vc_tta_section title=&#8221;Batuira&#8221; tab_id=&#8221;1487660409872-0ebec265-5ec2&#8243;][vc_column_text]\t<div  class=\"row container \">\n<div class=\"small-12    large-4  columns   \"  ><div class=\"column-inner\"  >\n<img loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-399 aligncenter\" src=\"http:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Antonio-Goncalves-da-Silva-O-Batuira-235x300.jpg\" alt=\"Antonio-Goncalves-da-Silva-O Batuira\" width=\"235\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Antonio-Goncalves-da-Silva-O-Batuira-235x300.jpg 235w, https:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Antonio-Goncalves-da-Silva-O-Batuira.jpg 321w\" sizes=\"(max-width: 235px) 100vw, 235px\" \/><\/p>\n<\/div><\/div>\n<div class=\"small-12    large-8  columns   \"  ><div class=\"column-inner\"  >\n<h2>Batuira<\/h2>\n<p>Antonio Gon\u00e7alves da Silva Batuira era portugu\u00eas. Ainda crian\u00e7a, veio para o Brasil numa leva de imigrantes. Pouco tempo passou no interior de S\u00e3o Paulo, entregue ao amanho da terra. Assim que pode, tomou o trem na esta\u00e7\u00e3o mais pr\u00f3xima e desembarcou na Esta\u00e7\u00e3o da Luz. A vida na capital da Prov\u00edncia era outra coisa&#8230;<\/p>\n<p>N\u00e3o tinha nada de seu. Entretanto, na velha Paulic\u00e9ia, tratou de arranjar trabalho. Como n\u00e3o encontrasse coisa melhor, resolveu entregar jornais. Naquele tempo os di\u00e1rios n\u00e3o davam mais de uma edi\u00e7\u00e3o por dia, nem eram vendidos nas ruas. Pela manh\u00e3, o entregador corria os assinantes, entregando-lhes as folhas.<\/p>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n  \n<p>Pois foi fazendo essa modesto servi\u00e7o de entrega que o rapazinho conseguiu melhorar de vida. Em 1875 entregava a &#8220;A Prov\u00edncia de S\u00e3o Paulo&#8221;, cujo exemplar custava dois vint\u00e9ns ou 40 r\u00e9is. Muito ativo e esfor\u00e7ado, correndo daqui para acol\u00e1, a gente da rua o apelidara de &#8220;o batuira&#8221;, nome popular de narceja, ave pernalta, bico comprido, que frequenta os p\u00e2ntanos, \u00e0 volta dos lagos, muito ligeira, de v\u00f4o r\u00e1pido, precedido de muitas voltas r\u00e1pidas. O nome do rapazinho era Antonio Gon\u00e7alves da Silva, mas de ent\u00e3o em diante acrescentou ao seu nome o apelido &#8220;Batuira&#8221;.<\/p>\n<p>Por aquela altura j\u00e1 se dedicava a outra ocupa\u00e7\u00e3o: manipulava charutos. E, com os charutos, suas finan\u00e7as floresceram. Homem simples, timbrado em alimentar-se exclusivamente de frutas, ervas e legumas, plantava no quintal o de que necessitava para a alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com as minguadas economias comprou os ent\u00e3o desvalorizados terrenos do Lavap\u00e9s. Ali construiu uma boa casa de resid\u00eancia e, ao lado dela, uma rua particular de pequenos pr\u00e9dios que alugava a gente necessitada. O tempo foi seu s\u00f3cio. Tudo se valorizou. Aquele beco deveria ser mais tarde a Rua Esp\u00edrita, que ainda l\u00e1 est\u00e1.<\/p>\n<p>A sua casa era assim, a um s\u00f3 tempo, hospital, asilo, centro esp\u00edrita e pouso para quem quer que ali chegasse. Foi doada \u00e0 Institui\u00e7\u00e3o Crist\u00e3 Beneficente &#8220;Verdade e Luz&#8221; e hoje lhe serve de sede pr\u00f3pria \u00e0 Rua Esp\u00edrita, nesta capital, onde a obra iniciada a tanto tempo continua a sua rota gloriosa, honrando a tradi\u00e7\u00e3o do seu nobre e abnegado fundador.<\/p>\n<p>\u00c9 ali, entre aquelas paredes mudas, que mais viva se nos torna a evoca\u00e7\u00e3o querida de um passado dignificante e grandioso!<\/p>\n<p>Das sua n\u00fapcias houve um filho que morreu ainda crian\u00e7a, aos doze anos, tendo Batuira, nessa ocasi\u00e3o, dado provas da sua f\u00e9 inabal\u00e1vel na imortalidade da alma, na certeza absoluta de encontr\u00e1-lo na vida de al\u00e9m-t\u00famulo. Fez o seu enterramento como se fora uma festa. Mas onde aparece a bondade evang\u00e9lica de Batuira \u00e9 no caso do Z\u00e9ca. Z\u00e9ca foi recebido por Batuira com poucos meses de idade. Era uma crian\u00e7a anormal. D\u00e9bil mental e paral\u00edtico. foi criada num carrinho de m\u00e3o e, empurrado por m\u00e3os amigas, passou 45 anos neste in\u00f3spito planeta. Morreu em 1933 &#8211; sem ter vivido.<\/p>\n<p>Batuira tinha um bolso cheio de sonhos. Trabalhou ao lado de Luiz Gama e de Antonio Bento, na obra da Aboli\u00e7\u00e3o. Foi protetor de escravos fugidos. Acoitados no seu &#8220;corti\u00e7o&#8221;, s\u00f3 de l\u00e1 saiam com a carta de alforria.<\/p>\n<p>Em 1873, por ocasi\u00e3o da ter\u00edvel epidemia de var\u00edola que assolou a capital da Prov\u00eencia, ele serviu de m\u00e9dico, de enfermeiro, de pai para os flagelados: deu-lhes rem\u00e9dio e os desvelos, mas tamb\u00e9m o p\u00e3o, o teto e o agasalho. Da\u00ed a popularidade de sua figura.<\/p>\n<p>A frase tradicional a respeito desse assunto era &#8211; &#8220;Um bando de aleijados viviam com ele&#8221;. Quem chegasse, fosse l\u00e1 quem fosse, &#8220;tinha cama, mesa e cobertor&#8221;. Certa vez um desses malandros que lhe exploravam a bondade, furtou-lhe o rel\u00f3gio de ouro e corrente do mesmo metal, que se achava em um prego, na parede da sala. Alguns protegidos presentes lhe avisaram. Olhe, senhor Batuira, que fulano lhe furtou o rel\u00f3gio e corrente! Querer\u00e1 que o prendamos? Por essa ocasi\u00e3o, sua esposa D.Mariquinha, que se pos a lamentar, dizendo: &#8220;Oh! o \u00fanico objeto bom que lhe resta&#8221;. E, Batuira respondendo aos que lhe interrogavam, disse-lhes: &#8220;Deixa-o, quem sabe precisa mais do que eu&#8221;. No dizer de todos que o conheciam, ele sempre preferia aquele que fosse mais descprezado e mais repugnante &#8211; &#8220;O pior \u00e9 sempre o que ele toma&#8221;.<\/p>\n<p>Era baixo, entroncado e usava longas barbas que lhe cobriam o peito amplo. Com o tempo, essa barba se fez branca e os amigos diziam que ele era t\u00e3o bom, que se parecia com o Imperador. Foi a gl\u00f3ria dos senhorios.<\/p>\n<p>No seu &#8220;corti\u00e7o&#8221; n\u00e3o havia brigas, nem mandados de despejo. Quando um inquilino n\u00e3o podia pagar os alugu\u00e9is e afinal, encontrava outro c\u00f4modo para morar, ia pedir-lhe o dinheiro para a mudan\u00e7a. E ele dava.<\/p>\n<p>Foi um pioneiro do Espiritismo no Brasil. Ao abra\u00e7ar essa doutrina, abriu m\u00e3os dos haveres em proveito dos necessitados. Dedicou-se de corpo e alma ao formoso sonho. Para come\u00e7ar fundou um jornalzinho de propaganda. Chamava-se &#8220;Verdade e Luz&#8221; (O primeiro n\u00famero saiu em 25 de maio de 1890). Nessa obra gastou a velhice. Era de v\u00ea-lo tr\u00f4pego, de grande \u00f3culos, debru\u00e7ado nos cavaletes da pequena tipografia. Com dedos tr\u00eamulos, catava letras ariscas no fundo dos caixotins. Sua barba, que parecia a barba do Imperador, alisava as caixas de tipos. Mas o jornalzinho sa\u00eda. Dizem mesmo que sa\u00eda com regularidade.<\/p>\n<p>A verdade \u00e9 que aquele jornalzinho, escrito, composto e impresso por um velho quase analfabeto, tirava 5.000 exemplares. Naquele tempo, era uma grande tiragem. N\u00e3o sei de outro jornal que o excedesse em popularidade.<\/p>\n<p>\u00c9 verdade que em S\u00e3o Paulo, durante meio s\u00e9culo, quando um pobre ficava doente, ia bater \u00e0 porta sempre amiga de Batuira, a fim de pedir-lhe a dose de homeopatia. Nem por isso, naquelas priscas eras, se morria mais de uma vez&#8230;<\/p>\n<p>Teve vida verdadeiramente evang\u00e9lica, toda ela consagrada ao Bem dos seus semelhantes e em benef\u00edcio dos pobres vendeu tudo quanto tinha, distribuindo sua fortuna entre eles.<\/p>\n<p>Esse gesto in\u00e9dito e eloquente, dif\u00edcil mesmo de ser imitado at\u00e9 por esp\u00edrita, por importar em sacrif\u00edcio de sentimentos arraigados de interesse e utilitarismo pr\u00e1tico e imeditado, dos quais infelizmente ainda n\u00e3o nos libertamos &#8211; esse gesto, diz\u00edamos, s\u00f3 por si, quando n\u00e3o bastassem muitos outros que praticou de manifesta caridade e desprendimento, bem mostra o alto desse esp\u00edrito de esc\u00f3l, perfeitamente identificado com a sublime doutrina do Meigo Jesus, cujos passos e ensinos ele procurou seguir de verdade.<\/p>\n<p>Batuira faleceu em 22 de janeiro de 1909. S\u00e3o Paulo inteiro comoveu-se com o seu desaparecimento. Que idade tinha? Nem ele mesmo sabia. Mas o seu nome ficou por a\u00ed, como um clar\u00e3o de bondade, de do\u00e7ura, de delicadeza do C\u00e9u, dessas que se v\u00e3o fazendo cada vez mais raras num mundo velho, sem porteiras&#8230;&#8221;<\/p>\n<p><strong>Artigo de Afonso Schmidt e Romeu Camargo (De &#8220;A Tribuna&#8221;, de Santos)<\/strong>[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][vc_tta_section title=&#8221;Bezerra de Menezes&#8221; tab_id=&#8221;1487662291206-ff74ddca-d0e7&#8243;][vc_column_text]\t<div  class=\"row container \">\n<div class=\"small-12    large-4  columns   \"  ><div class=\"column-inner\"  >\n<img loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-396 aligncenter\" src=\"http:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/bezerra-menezes-234x300.jpg\" alt=\"bezerra-menezes\" width=\"234\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/bezerra-menezes-234x300.jpg 234w, https:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/bezerra-menezes.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 234px) 100vw, 234px\" \/><\/p>\n<\/div><\/div>\n<div class=\"small-12    large-8  columns   \"  ><div class=\"column-inner\"  >\n<h2>Bezerra de Menezes<\/h2>\n<p>ADOLFO BEZERRA DE MENEZES CAVALCANTE, nasceu em Riacho do Sangue, hoje Jaguaretama\/CE, em 29 de agosto de 1831 e Desencarnou em 11 de abril de 1900.<\/p>\n<p>Foi: M\u00e9dico; Redator e Pol\u00edtico( Vereador; Prefeito Deputado e Senador).<\/p>\n<p>Foi casado duas vezes e teve 9 filhos sendo: dois do primeiro casamento e sete do segundo.\u00a0De fam\u00edlia cat\u00f3lica e tradicional do Cear\u00e1 , teve no seio de sua fam\u00edlia e na figura de seu Pai, um modelo de probidade, justi\u00e7a e retid\u00e3o, que soube como poucos seguir por toda sua exist\u00eancia.<\/p>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n  \n<p>Muito cedo revelou sua fulgurante intelig\u00eancia, pois aos 11 anos de idade iniciava o curso de Humanidades e aos 13 anos, conhecia t\u00e3o bem o Latim que, na aus\u00eancia e impedimentos do professor, lecionava a seus colegas de classe. Foi o primeiro aluno de sua turma no Liceu da capital Cearense.<\/p>\n<p>Durante sua inf\u00e2ncia, a contr\u00e1rio de seus irm\u00e3os que puderam estudar e se formar em Leis pois seu Pai tinha bens de fortuna, devido a generosidade do mesmo para com o pr\u00f3ximo, tra\u00e7o herdado por Bezerra de Menezes, viu-se com o cofre paterno esgotado e sentiu desde tenra idade, a necessidade de enfrentar a rudeza da vida.<\/p>\n<p>Disposto a estudar Medicina, em 1851 mudou-se para o Rio de Janeiro e para poder custear os estudos, ingressou como interno na santa casa de Miseric\u00f3rdia. Para conseguir se manter dava aulas de Filosofia e Matem\u00e1tica.<\/p>\n<p>Doutorou-se em 1856 na Faculdade de Medicina com a tese \u201cDiagn\u00f3stico do Cancro\u201d.<br \/>\nFoi empossado na Academia Imperial de Medicina em 01 de junho de 1857, depois de ter apresentado um trabalho memor\u00e1vel sobre o tema \u201cAlguns Aspectos do Cancro, Encarado pelo Lado do Tratamento\u201d. Foi nesta mesma \u00e9poca que abandonou seu \u00faltimo patron\u00edmico, passando a assinar Adolfo Bezerra de Menezes.<\/p>\n<p>Em 1858 foi nomeado Cirurgi\u00e3o &#8211; Tenente<\/p>\n<p>De 1858 a 1861, foi redator dos \u201cAnais Brasilienses de Medicina\u201d, da Academia Imperial de Medicina.<\/p>\n<p>Exerceu v\u00e1rios cargos na vida publica e na pol\u00edtica, sem ter nada contra si, a n\u00e3o ser o fato de defender intransigentemente os direitos dos necessitados.<\/p>\n<p>Criou a Cia de Estradas de Ferro de Maca\u00e9 a Campos.<\/p>\n<p>Participou ativamente da campanha abolicionista.<\/p>\n<p>Legou-nos uma vasta obra liter\u00e1ria de cunho esp\u00edrita, filos\u00f3fico e de temas regionais tais como: \u2018Breves considera\u00e7\u00f5es sobre as secas do Norte\u201d; \u201cA Escravid\u00e3o e as medidas que conv\u00e9m tomar para extingui-la sem dano para a Na\u00e7\u00e3o\u201d; A Casa Assombrada\u201d; A Loucura sob Novo Prisma\u201d; \u201cA Doutrina Esp\u00edrita como Filosofia Teog\u00f4nica\u201d; \u201cCasamento e Mortalha\u201d; \u201cP\u00e9rola Negra\u201d; \u201cL\u00e1zaro &#8211; o Leproso\u201d; Hist\u00f3ria de um Sonho\u201d; Evangelho do Futuro\u201d, entre outras. Escreveu ainda v\u00e1rias biografias de homens c\u00e9lebres entre eles, o Visconde do Uruguai e o Visconde de Caravelas.<\/p>\n<p>Foi redator de \u201c A Reforma\u201d, \u00f3rg\u00e3o liberal da Corte e, tamb\u00e9m, do jornal \u201cSentinela da Liberdade\u2019.<\/p>\n<p>Conheceu o Espiritismo em 1857, atrav\u00e9s de um exemplar do livro dos esp\u00edritos e com o lan\u00e7amento em 1883 do reformador, passou a ser seu colaborador, escrevendo artigos judiciosos sobre o catolicismo.<\/p>\n<p>Em 16 de agosto de 1886, um audit\u00f3rio de cerca de duas mil pessoas da \u201cMelhor Sociedade\u201d, enchia a sala de honra da Guarda Velha, para ouvir em sil\u00eancio, emocionado e at\u00f4nito, a palavra s\u00e1bia do eminente pol\u00edtico, do eminente m\u00e9dico, Dr. Bezerra de Menezes, que proclamava sua p\u00fablica, solene e decidida convers\u00e3o ao Espiritismo.<\/p>\n<p>Foi presidente da FEB, estudou metodicamente o Livro dos Esp\u00edritos. E traduziu \u201cObras P\u00f3stumas\u201d. Afastou-se da FEB por motivos pol\u00edticos por\u00e9m, nunca do espiritismo. Quando a cis\u00e3o dentro do movimento esp\u00edrita se fez profunda, Bezerra de Menezes foi chamado por ser o \u00fanico capaz de unificar a fam\u00edlia esp\u00edrita. Aos 63 anos de idade o infatig\u00e1vel batalhador assumiu a presid\u00eancia da Federa\u00e7\u00e3o Esp\u00edrita Brasileira<\/p>\n<p>Criou v\u00e1rios grupos esp\u00edritas , entre eles o grupo Ismael, onde trabalhou por muitos anos.<\/p>\n<p>Defendeu os direitos e a Liberdade dos esp\u00edritas contra certos artigos do C\u00f3digo Penal.\u00a0Em meados de 1900 foi acometido de violento ataque de congest\u00e3o cerebral, que o prostrou no leito, de onde n\u00e3o mais se levantaria.<\/p>\n<p>Verdadeira romaria de visitantes acorria \u00e0 sua casa. Ora o rico, ora o pobre, ora o opulento, ora o que nada tinha. Todos vinham chorar a morte do maior dos amigos especialmente, aqueles vindos dos morros, das favelas, gente humilde, descal\u00e7a, maltrapilha, os pobres de esp\u00edrito, os humildes de cora\u00e7\u00e3o, beneficiados pela medicina do seu amor, ali se achavam em mistura com outra gente rica e poderosa, pertencente ao mundo oficial do Governo e \u00e0s entidades culturais do Distrito Federal. Todos choravam como se tivessem se afastado de um Pai.<\/p>\n<p>Bezerra de Menezes abdicou da possibilidade de ter uma vida de riqueza e fartura, em favor daqueles humildes que, por sua abnega\u00e7\u00e3o em atend\u00ea-los sem nada cobrar, valeu-lhe o merecido t\u00edtulo de \u201cO M\u00e9dico dos Pobres\u201d, t\u00edtulo esse que no dizer do pr\u00f3prio Bezerra, era a maior riqueza que possu\u00eda.<\/p>\n<p>Bezerra de Menezes tinha o encargo de m\u00e9dico como um verdadeiro sacerd\u00f3cio por isso, dizia \u201c Um m\u00e9dico n\u00e3o tem o direito de terminar uma refei\u00e7\u00e3o, nem de escolher hora, nem de perguntar se \u00e9 longe ou perto, quando um aflito qualquer lhe bate \u00e0 porta. O que n\u00e3o acode por estar com visitas, por ter trabalhado muito e achar-se fatigado, ou por ser alta noite, mau o caminho ou o tempo, ficar longe ou no morro o que, sobretudo, pede um carro a quem n\u00e3o tem como pagar a receita, ou diz a quem chora \u00e1 porta que procure outro, esse n\u00e3o \u00e9 m\u00e9dico, \u00e9 negociante de medicina, que trabalha para recolher capital e juros dos gastos da formatura. Esse \u00e9 um infeliz, que manda para outro o anjo da caridade que lhe veio fazer uma visita e lhe trazia a \u00fanica esportula que podia saciar a sede de riqueza de seu esp\u00edrito, a \u00fanica que jamais se perder\u00e1 nos vais &#8211; e &#8211; vens da vida\u201d.<\/p>\n<p>Depois de t\u00e3o emocionante li\u00e7\u00e3o que serve para se aquilatar a alma bondosa, generosa e desprendida de t\u00e3o maravilhoso irm\u00e3o, s\u00f3 nos resta inserir o acontecimento da chegada de Bezerra de Menezes \u00e0 espiritualidade, extra\u00edda do livro O Semeador de Estrelas, de Sueli Caldas Schubert.<br \/>\n\u201cum dia perguntei ao Dr. Bezerra de Menezes, qual foi sua maior felicidade quando chegou ao plano espiritual . ele responde-me:<br \/>\nA minha maior felicidade, meu filho, foi quando Celina, a mensageira de Maria Sant\u00edssima, se aproximou do leito onde eu ainda estava dormindo, e, tocando-me, falou, suavemente:<br \/>\nBezerra, acorde, Bezerra!<br \/>\nAbri os olhos e vi-a, bela e radiosa.<br \/>\n&#8211; Minha filha, \u00e9 voc\u00ea Celina?!<br \/>\n&#8211; Sim, sou eu, meu amigo. A m\u00e3e de Jesus pediu-me que lhe dissesse que voc\u00ea j\u00e1 se encontra na Vida Maior, havendo atravessado o p\u00f3rtico da imortalidade. Agora, Bezerra, desperte feliz.<br \/>\nChegaram os meus familiares, os companheiros queridos das hostes esp\u00edritas que me vinham saudar. Mas, eu ouvia um murm\u00fario, que me parecia vir de fora. Ent\u00e3o, Celina me disse:<br \/>\n&#8211; Venha ver, Bezerra.<br \/>\n&#8211; Ajudando-me a erguer-me do leito, amparou-me at\u00e9 uma sacada, e eu vi, meu filho, uma multid\u00e3o que me acenava, com ternura e lagrimas nos olhos.<br \/>\n&#8211; Quem s\u00e3o Celina? &#8211; perguntei-lhe &#8211; n\u00e3o conhe\u00e7o a ningu\u00e9m. Quem s\u00e3o?<br \/>\nS\u00e3o aqueles a quem voc\u00ea consolou, sem nunca perguntar-lhes o nome. S\u00e3o aqueles Esp\u00edritos atormentados, que chegaram \u00e0s sess\u00f5es medi\u00fanicas e a sua palavra caiu sobre eles como um b\u00e1lsamo numa ferida em chaga viva; s\u00e3o os esquecidos da terra, os destro\u00e7ados do mundo, a quem voc\u00ea estimulou e guiou. S\u00e3o eles, que o v\u00eam saudar no p\u00f3rtico da eternidade.<br \/>\nE o Dr. Bezerra concluiu:<br \/>\n&#8211; A felicidade sem lindes existe, meu filho, como decorr\u00eancia do bem que fazemos, das l\u00e1grimas que enxugamos, das palavras que semeamos no caminho, para atapetar a senda que um dia percorreremos.<\/p>\n<p>O \u201cm\u00e9dico dos Pobres\u201d, o amigo de todos, o Pai de muitos, aquele que em nome do Amor tudo tolerava, ap\u00f3s mais de 100 anos de seu desencarne, \u00e9 vitima da intoler\u00e2ncia pol\u00edtica e religiosa que tanto combateu pois, assistimos perplexos uma Sra. Vereadora da cidade do Rio de Janeiro, por conta e em nome de preceito religioso (ela \u00e9 Protestante), mandou retirar de seu gabinete o quadro que retrata o Dr. Bezerra de Menezes, de autoria do renomado pintor portugu\u00eas Ant\u00f4nio Rodrigues Duarte, trazendo na parte inferior da moldura uma placa de prata com a seguinte inscri\u00e7\u00e3o: \u201cTributo do maior respeito e considera\u00e7\u00e3o que, em homenagem ao grande talento e honrado car\u00e1ter do Dr. Adolfo Bezerra de Menezes, consagram os s\u00faditos portugueses, residentes nesta Corte. Rio de Janeiro, 8 de dezembro de 1879\u201d.<\/p>\n<p>Tal ato de flagrante demonstra\u00e7\u00e3o de preconceito da vereadora em quest\u00e3o, ao contr\u00e1rio do que ela pr\u00f3pria imagina, ao inv\u00e9s de depor contra t\u00e3o ilustre personagem, serviu para que a chefia do cerimonial da C\u00e2mara, colocasse o quadro onde sempre deveria estar &#8211; na sala do pr\u00f3prio cerimonial &#8211; onde todos quanto ali cheguem, possam ser invadidos pela paz, harmonia e amor que sua figura desperta naqueles que tem oportunidade de olhar para t\u00e3o doce e serena fei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ironicamente, a Sra. vereadora foi eleita por um partido cuja sigla \u00e9 a mesma do partido pelo qual Bezerra de Menezes fez sua vida P\u00fablica. \u00c9 evidente que, as coincid\u00eancias param por ai, diante da atitude da infeliz parlamentar.<\/p>\n<p>S\u00f3 nos resta seguir as li\u00e7\u00f5es deste modelo de Amor ao Pr\u00f3ximo que foi e continua sendo Bezerra de Menezes, para a cada dia mais, seguirmos os ensinamentos de Jesus.[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][vc_tta_section title=&#8221;Ca\u00edrbar Schutel&#8221; tab_id=&#8221;1487662337820-301c44bb-d30a&#8221;][vc_column_text]\t<div  class=\"row container \">\n<div class=\"small-12    large-4  columns   \"  ><div class=\"column-inner\"  >\n<img loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-400 aligncenter\" src=\"http:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/cairbar-225x300.jpg\" alt=\"cairbar\" width=\"225\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/cairbar-225x300.jpg 225w, https:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/cairbar.jpg 354w\" sizes=\"(max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><\/p>\n<\/div><\/div>\n<div class=\"small-12    large-8  columns   \"  ><div class=\"column-inner\"  >\n<h2>Ca\u00edrbar Schutel<\/h2>\n<p>No dia 22 de setembro de 1868, filho do casal Anthero de Souza Schutel e Rita Tavares Schutel, nasceu Ca\u00edrbar de Souza Schutel, no Rio de Janeiro, ent\u00e3o sede da Corte Imperial do Brasil, onde praticou em diversas farm\u00e1cias e aos 17 anos de idade foi para o Estado de S\u00e3o Paulo, trabalhando como farmac\u00eautico em Piracicaba, Araraquara e depois em Mat\u00e3o, cidade em que viveu durante 42 anos.<\/p>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n  \n<p>Possuidor de brilhante cultura, de grande prest\u00edgio social e sobretudo de not\u00f3ria autoridade moral, acabou sendo escolhido para o honroso e hist\u00f3rico cargo de primeiro Prefeito da cidade de Mat\u00e3o, cargo que ocupou por duas vezes, a primeira de 28 de mar\u00e7o a 07 de outubro de 1899, voltando a exerc\u00ea-lo de 18 de agosto a 15 de outubro de 1900, conforme consta das atas e dos registros hist\u00f3ricos da municipalidade matonense.<\/p>\n<p>Nascido em fam\u00edlia cat\u00f3lica, batizado aos 7 anos de idade, Ca\u00edrbar Schutel cumpria suas obriga\u00e7\u00f5es perante a Igreja de Roma. Entretanto, j\u00e1 adulto e vivendo em Mat\u00e3o, passou a receber, em sonhos, a visita constante de seus falecidos pais, porque ele ficara \u00f3rf\u00e3o de ambos com menos de 10 anos de idade. Insatisfeito com as explica\u00e7\u00f5es de um padre para o fen\u00f4meno, Schutel procurou Quintiliano Jos\u00e9 Alves e Calixto Prado, que realizavam reuni\u00f5es de pr\u00e1ticas esp\u00edritas dom\u00e9sticas, logrando ent\u00e3o entender a realidade do mundo extraf\u00edsico.<\/p>\n<p>Convertido ao Espiritismo, cuidou logo de legalizar o Grupo (hoje Centro) Esp\u00edrita Amantes da Pobreza, cuja ata de instala\u00e7\u00e3o foi lavrada no dia 15 de julho de 1905. Resolvido a difundir a Doutrina Esp\u00edrita pelos quatro cantos do mundo &#8211; e mesmo vivendo em uma pequena e modesta cidade no interior do Brasil -, o &#8220;Bandeirante do Espiritismo&#8221;, como ficou conhecido Ca\u00edrbar Schutel, fundou o jornal &#8220;O Clarim&#8221; no dia 15 de agosto de 1905, e a RIE &#8211; Revista Internacional de Espiritismo no dia 15 de fevereiro de 1925, ambos circulando at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o incans\u00e1vel arauto da Boa Nova, com todas as dificuldades da \u00e9poca e da regi\u00e3o, viajava semanalmente at\u00e9 a cidade de Araraquara para proferir, aos domingos, as suas famosas 15 &#8220;Confer\u00eancias Radiof\u00f4nicas&#8221;, pela R\u00e1dio Cultura de Araraquara (PRD &#8211; 4), no per\u00edodo de 19 de agosto de 1936 a 02 de maio de 1937.<\/p>\n<p>Escritor f\u00e9rtil, entre 1911 e 1937 escreveu os livros O batismo, Cartas a esmo, Confer\u00eancias radiof\u00f4nicas, Histeria e fen\u00f4menos ps\u00edquicos, O diabo e a igreja, Espiritismo e protestantismo, O esp\u00edrito do cristianismo, Os fatos esp\u00edritas e as for\u00e7as X&#8230;, G\u00eanese da alma, Interpreta\u00e7\u00e3o sint\u00e9tica do apocalipse, M\u00e9diuns e mediunidades, Espiritismo e materialismo, Par\u00e1bolas e ensinos de Jesus, Preces esp\u00edritas, Vida e atos dos ap\u00f3stolos, A quest\u00e3o religiosa, Liberdade e progresso, Pureza doutrin\u00e1ria, A vida no outro mundo e Espiritismo para crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Para public\u00e1-los, Schutel n\u00e3o mediu esfor\u00e7os: adquiriu m\u00e1quinas, papel, tinta, cola e outros insumos para impress\u00e3o, procurando escolher sempre material de primeira categoria. Desse esfor\u00e7o surgiu a Casa Editora O Clarim, que hoje emprega in\u00fameros funcion\u00e1rios em Mat\u00e3o, tendo publicado mais de cem t\u00edtulos de obras de renomados autores, encarnados e desencarnados.<\/p>\n<p>Consciente de sua responsabilidade como cidad\u00e3o, cuidou de regularizar a sua uni\u00e3o com D\u00aa. Maria Elvira da Silva e Lima, com ela se casando no dia 31 de agosto de 1905; o casal Schutel n\u00e3o teve filhos carnais, por\u00e9m sua dedica\u00e7\u00e3o aos semelhantes ficou indelevelmente marcada na hist\u00f3ria de Mat\u00e3o, uma vez que ambos jamais deixaram de atender aqueles que os procuravam.<\/p>\n<p>Depois de curta enfermidade, Ca\u00edrbar Schutel faleceu em Mat\u00e3o, no dia 30 de janeiro de 1938. Durante e ap\u00f3s suas ex\u00e9quias, in\u00fameras pessoas de Mat\u00e3o, das cercanias, do Estado de S\u00e3o Paulo e de diversas regi\u00f5es do Brasil prestaram-lhe comovente tributo de gratid\u00e3o e reconhecimento pelo trabalho desenvolvido, tendo certamente cumprido a sua miss\u00e3o.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, o prestigioso jornal &#8220;A Comarca&#8221;, de Mat\u00e3o, em sua edi\u00e7\u00e3o de 6 de fevereiro de 1938, consignou o seguinte: &#8220;\u00c9 absolutamente imposs\u00edvel em Mat\u00e3o falar-se quer da nossa hist\u00f3ria passada, quer da nossa hist\u00f3ria hodierna sem mencionar Ca\u00edrbar Schutel. Ca\u00edrbar Schutel foi, para Mat\u00e3o, um d\u00ednamo propulsor do seu progresso, um arauto dedicado e eloq\u00fcente das suas aspira\u00e7\u00f5es de cidade nascente. Mais do que isso foi o homem que, como farmac\u00eautico, acorria com o seu saber e com a sua caridade \u00e0 cabeceira dos doentes, naqueles tempos em que o m\u00e9dico era ainda nos sert\u00f5es que beiravam o &#8220;Rumo&#8221;, uma aut\u00eantica &#8220;avis rara&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Militando na pol\u00edtica por algum tempo, a sua atua\u00e7\u00e3o pode ser traduzida no curto par\u00e1grafo que abaixo transcrevemos, fragmento de um discurso pronunciado em 1923, na C\u00e2mara Estadual, pelo Deputado Dr. Hil\u00e1rio Freire, quando aquele ilustre parlamentar apresentou o projeto da cria\u00e7\u00e3o da Comarca de Mat\u00e3o. Ei-lo: &#8220;Em 1898, o operoso, humanit\u00e1rio e patri\u00f3tico cidad\u00e3o Sr. Ca\u00edrbar de Souza Schutel, empregando todo o largo prest\u00edgio pol\u00edtico de que gozava, e comprando com os seus pr\u00f3prios recursos o pr\u00e9dio para instala\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara, conseguiu, por interm\u00e9dio de um projeto apresentado e defendido pelo Dr. Francisco de Toledo Malta, de saudosa mem\u00f3ria, a cria\u00e7\u00e3o do munic\u00edpio de Mat\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Dizem algumas comunica\u00e7\u00f5es medi\u00fanicas que o Esp\u00edrito Ca\u00edrbar Schutel est\u00e1, no mundo espiritual, encarregado pela divulga\u00e7\u00e3o do Espiritismo na Terra; sendo confirmada tal informa\u00e7\u00e3o, essa nobre tarefa est\u00e1 muito dirigida, porque o movimento esp\u00edrita deve muito ao querido &#8220;Bandeirante do Espiritismo&#8221;, assim como \u00e0 sua dign\u00edssima esposa D\u00aa. Maria Elvira da Silva Schutel, pois, como diz a sabedoria popular, ao lado de um grande homem h\u00e1 sempre uma grande mulher!<\/p>\n<p><strong>Eliseu F. da Mota J\u00fanior &#8211; Extra\u00eddo do site<\/strong> <a href=\"http:\/\/www.espirito.org.br\" target=\"_blank\">www.espirito.org.br<\/a>[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][vc_tta_section title=&#8221;Camille Flammarion&#8221; tab_id=&#8221;1487662370089-448af9e1-b641&#8243;][vc_column_text]\t<div  class=\"row container \">\n<div class=\"small-12    large-4  columns   \"  ><div class=\"column-inner\"  >\n<img loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-387 aligncenter\" src=\"http:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/camille-234x300.jpg\" alt=\"camille\" width=\"234\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/camille-234x300.jpg 234w, https:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/camille.jpg 250w\" sizes=\"(max-width: 234px) 100vw, 234px\" \/><\/p>\n<\/div><\/div>\n<div class=\"small-12    large-8  columns   \"  ><div class=\"column-inner\"  >\n<h2>Camille Flammarion<\/h2>\n<p>Nasceu em 21 de fevereiro de 1842 em Montigny-le_Roy, regi\u00e3o do Alto Marne, Fran\u00e7a, tendo desencarnado em 1925, aos 83 anos de idade.<\/p>\n<p>Tendo sido encaminhado para a carreira eclesi\u00e1stica, chegou a cursar o semin\u00e1rio de Langres, mas logo cedo abandonou o semin\u00e1rio e se dedicou ao estudo da Astronomia, ci\u00eancia de sua voca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com vinte anos apenas, isto \u00e9, em 1862, publicou uma obra de grande repercuss\u00e3o: A Pluralidade dos Mundos Habitados.\u00a0Em 1865 inaugurou um curso de Astronomia Popular.<\/p>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n  \n<p>Absorvido pelos problemas astron\u00f4micos, querendo cuidar exclusivamente da Astronomia, deixou os empregos oficiais, tendo-se consagrado, por assim dizer, de corpo a alma ao pequeno Observat\u00f3rio de sua propriedade.<\/p>\n<p>Em 1882 fundou a Revista Astron\u00f4mica, bem como o Obervat\u00f3rio de Juvisy. Fundador da Sociedade Astron\u00f4mica da Fran\u00e7a, deixou o seu glorioso nome ligado, e de maneira indel\u00e9vel, a v\u00e1rias outras institui\u00e7\u00f5es cient\u00edficas, notadamente, o Observat\u00f3rio de Paris, onde a sua mem\u00f3ria continua a ser cultuada com venera\u00e7\u00e3o e carinho.<\/p>\n<p>Flammarion publicou numerosos trabalhos cient\u00edficos, inclusive a amplia\u00e7\u00e3o do Atlas Celeste.<\/p>\n<p>Quanto ao Espiritismo, Flammarion \u00e9 um dos pioneiros desta doutrina. Contempor\u00e2neo e amigo de Allan Kardec, converteu-se francamente \u00e0 3a.Revela\u00e7\u00e3o, tendo escrito, como se sabe, trabalhos not\u00e1veis. V.&#8221;Reformador&#8221; 16 de junho, 1925: Do valor e da efici\u00eancia do concurso que prestou ao Mestre dizem suficientemente os luminosos ditados que, atrav\u00e9s do seu l\u00e1pis de excelente m\u00e9dium psic\u00f3grafo, deu o Esp\u00edrito de Galileu, ditados que, com outros de subido quilate, opulentam o volume da G\u00eanesis*, de Kardec.<\/p>\n<p>&#8220;A Morte e seu Mist\u00e9rio&#8221;, por exemplo, \u00e9 um livro documentado, todo apoiado em fatos para provar a tese esp\u00edrita da sobreviv\u00eancia da alma. Em &#8220;Deus na Natureza&#8221;, livro opulento e irrespond\u00edvel, Flammarion destr\u00f3i a tese do materialista Buchner, autor do livro &#8220;For\u00e7a e Mat\u00e9ria&#8221;, que tanta discuss\u00e3o provocou no s\u00e9culo passado.<\/p>\n<p>Flammarion foi, finalmente, amigo fiel do codificador do Espiritismo. Seu magistral discurso proferido \u00e0 beira do t\u00famulo de Kardec, por haver sido escolhido para falar em nome dos esp\u00edritas de Paris, faz parte de &#8220;Obras P\u00f3stumas&#8221; de Kardec. Nesse discurso, o insigne astr\u00f4nomo franc\u00eas pronunciou, a certa altura, estas palavras verdadeiramente lapidares:<em> F\u00f4ra Allan Kardec um homem de ci\u00eancia e de certo n\u00e3o houvera podido prestar este primeiro servi\u00e7o e dilat\u00e1-lo at\u00e9 muito longe, como um convite a todos os cora\u00e7\u00f5es. Ele, por\u00e9m, era o que eu denominarei simplesmente &#8220;O bom senso encarnado&#8221;. \u00daltimas palavras: At\u00e9 \u00e0 vista, meu caro Allan Kardec, at\u00e9 \u00e0 vista<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Fonte: Revista Esp\u00edrita do Brasil &#8211; Fevereiro \/ 49<\/strong>[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][vc_tta_section title=&#8221;Conan Doyle&#8221; tab_id=&#8221;1487662403520-1d19883d-1d8e&#8221;][vc_column_text]\t<div  class=\"row container \">\n<div class=\"small-12    large-4  columns   \"  ><div class=\"column-inner\"  >\n<img loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-390 aligncenter\" src=\"http:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/sir-arthur-conan-doyle-17-300x250.jpg\" alt=\"sir-arthur-conan-doyle-17\" width=\"300\" height=\"250\" srcset=\"https:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/sir-arthur-conan-doyle-17-300x250.jpg 300w, https:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/sir-arthur-conan-doyle-17-768x640.jpg 768w, https:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/sir-arthur-conan-doyle-17.jpg 900w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<\/div><\/div>\n<div class=\"small-12    large-8  columns   \"  ><div class=\"column-inner\"  >\n<h2>Sir Artur Conan Doyle<\/h2>\n<p>No dia 7 de julho de 2007 fez 94 anos que desencarnou em Windlesham, Crowborough, Inglaterra, um dos mais populares escritores de todos os tempos e figura proeminente do Espiritismo, que afrontou o rid\u00edculo de seus pares com a serenidade e nobreza de quem sente a verdade de uma convic\u00e7\u00e3o e tem l\u00edngua para manifest\u00e1-la. Esse homem foi Sir Artur Conan Doyle, nascido em 1859 e formado em medicina pela Universidade de Edimburgo.<\/p>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n  \n<p>Antes de abra\u00e7ar a nossa Doutrina, dedicou-se ao romance a \u00e0 novela policial e seus trabalhos nesse sentido correram mundo traduzidos em todas as l\u00ednguas. Foi o criador da figura conhecid\u00edssima de Sherlock-Holmes, o c\u00e9lebre policia-amador que tamanho interesse e emo\u00e7\u00e3o despertou nos adolescentes das duas gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Era materialista-de\u00edsta, quando assistiu \u00e0s primeiras sess\u00f5es com a mesa de p\u00e9-de-galo e leu as Mem\u00f3rias do Juiz Edmonds. O seu interesse, ou antes curiosidade, mesclava-se de ceticismo; mas lia todos os livros cong\u00eaneres que apareciam: &#8220;Enquanto considerei o Espiritismo como ilus\u00e3o vulgar de ignorantes, tratei-o com desprezo. Mas quando o vi apoiado por s\u00e1bios como Crookes, o maior qu\u00edmico ingl\u00eas, por Wallace, o rival de Darwin, e por Flammarion, o mais conhecido dos astr\u00f4nomos, j\u00e1 n\u00e3o pude desprez\u00e1-lo&#8221;.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio da Sociedade Dial\u00e9tica de Londres impressionou-o muito e em 1891 ingressou, como s\u00f3cio nessa douta agremia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A Personalidade Humana, de F.Myers, foi talvez o livro que mais contribuiu para que ele aceit\u00e1-se o Espiritismo. Agora, j\u00e1 pouco lhe interessavam os fen\u00f4menos em si. O que o preocupava era o conte\u00fado das mensagens.<\/p>\n<p>_ Ent\u00e3o a intelig\u00eancia humana podia continuar a existir, mesmo depois da morte do corpo?<\/p>\n<p>O terreno fugia-lhe debaixo dos p\u00e9s. Onde estava o seu agnosticismo?<\/p>\n<p>Mas o nosso objetivo n\u00e3o \u00e9 biografar o grande escritor ingl\u00eas, que pertence ao p\u00fablico e \u00e0 literatura. Queremos dar apenas alguns tra\u00e7os do seu car\u00e1ter o do seu labor na defesa da Causa e lembrar que sua esposa, Lady Conan Doyle, foi a Eg\u00e9ria providencial que o amparou nas suas digress\u00f5es de propaganda, embora a princ\u00edpio o contrariasse nos estudos ps\u00edquicos, por julg\u00e1-los perigosos.<\/p>\n<p>Contudo, as suas pr\u00f3prias experi\u00eancias convenceram-na do contr\u00e1rio, atrav\u00e9s da comunica\u00e7\u00e3o de um irm\u00e3o carnal que fora morto em Mons e lhe dera identifica\u00e7\u00f5es que lhe minaram a descren\u00e7a.<\/p>\n<p>Mulher devotada, viu-se algumas vezes obrigada a afastar-se dos filhos; amante do lar, teve que abandon\u00e1-lo para acompanhar o marido; receosa do mar, fez in\u00fameras viagens. Percorreu mais de 60.000 milhas. A sua gracilidade, o seu bom humor, o seu fino trato e a simpatia que irradiava, tudo isto aliado ao papel de conselheira junto de Sir Conan Doyle, transformaram o trabalho do escritor em fonte perene de alegria.<\/p>\n<p>O m\u00e9dico c\u00e9lebre e o novelista vibrante desapareceram, por fim, sob o entusiasmo do espiritista que n\u00e3o temia o sarcasmo e o riso zombeteiro dos esp\u00edritos fortes. Corroborava a frase de Roosevelt: A maior satisfa\u00e7\u00e3o de um homem \u00e9 lutar por causas impopulares que repute de verdadeiras.<\/p>\n<p>E, assim, fez uma viagem \u00e0 Africa do Sul. Esteve no Cabo da Boa Esperan\u00e7a, na Rod\u00e9sia e em Nairobi, onde falou a audit\u00f3rios de 10.000 pessoas, sempre escutado com admira\u00e7\u00e3o e interesse.<\/p>\n<p>Conan Doyle falava bem. &#8220;Em tr\u00eas anos de seguidas confer\u00eancias &#8211; escreve ele &#8211; durante os quais visitei quase todas as nossas cidades importantes, nunca fui interrompido e tenho a convic\u00e7\u00e3o de jamais haver ma\u00e7ado os ouvintes&#8221;.<\/p>\n<p>Convencer\u00e1-se de que o Espiritismo era mensagem revolucion\u00e1ria de alta import\u00e2ncia humanista, n\u00e3o s\u00f3 para a ci\u00eancia, para a medicina e para a criminologia, mas tamb\u00e9m destinada \u00e0 filosofia, \u00e0 religi\u00e3o. Era uma revela\u00e7\u00e3o de verdade, antiga como as velhas legendas e transformada em \u00e1gua fresca a jorrar com for\u00e7a de nascente&#8230;<\/p>\n<p>Foi um grande defensor dos m\u00e9diuns. Demonstrou-o durante a ger\u00eancia do ministro do interior William Johnson Hicks. A sua palavra combateu denodamente o decantado Wagrancy Act, essa estranha lei de h\u00e1 dois s\u00e9culos que os ju\u00edzes ingleses tiram do p\u00f3, afim de aplicarem aos m\u00e9diuns modernos, como se fossem &#8220;ladr\u00f5es e vagabundos!&#8221;.<\/p>\n<p>_ Sente-se que o Espiritismo \u00e9 a \u00fanica doutrina sem liberdade religiosa! &#8211; exclamava ele &#8211; Os negros da Africa e dos nossos Dom\u00ednios t\u00eam liberdade religiosa, ao contr\u00e1rio dos espiritistas da Metr\u00f3pole. Eis, porque resolvo lutar at\u00e9 o fim contra esta anomalia!<\/p>\n<p>Isto dizia Sir Artur Conan Doyle uma semana antes de abandonar a terra. Os espiritistas ignoram o extraordin\u00e1rio esfor\u00e7o que ele despende durante mais de 20 anos em prol da Doutrina, escrevendo, falando e gastando rios de dinheiro.<\/p>\n<p>Publicou alguns livros acerca do Espiritism, entre eles, &#8220;The New Revelation (A Mensagem Vital)&#8221; e &#8220;Memories anda Adventures (Mem\u00f3rias e Aventuras)&#8221;; todavia, a sua obra de maior f\u00f4lego \u00e9 a Hist\u00f3ria do Espiritualismo Experimental, em dois grandes volumes.<\/p>\n<p>Sir Artur Conan Doyle era, ao mesmo tempo, homem generoso e bonacheir\u00e3o. Sua esposa contou a um jornal ingl\u00eas o seguinte fato que revela a extrema bondade deste pioneiro que chegou a dirigir o movimento esp\u00edrita na Gr\u00e3-Bretanha:<\/p>\n<p>&#8220;Um dia regressava ele de um passeio, quando encontrou \u00e0 porta um mendigo quase descal\u00e7o e pedir que lhe desse alguma coisa. Meu marido descal\u00e7ou as botas e deu-as ao pobre homem. A\u00e7\u00f5es destas eram coisas vulgares na sua vida de rela\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Iluminou e animou milh\u00f5es de almas:<\/p>\n<p><em>&#8220;There is no Death, What seems so is Transition&#8221;.<\/em><\/p>\n<p><em>N\u00e3o h\u00e1 morte; o que h\u00e1 \u00e9 transi\u00e7\u00e3o.E assim \u00e9, de fato.<\/em><\/p>\n<p>Na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do seu livro &#8220;Mem\u00f3rias e Aventuras&#8221;, escrevia: &#8220;O leitor julgar\u00e1 que tenho tido muitas aventuras. A maior e mais gloriosa de todas \u00e9 a que me espera agora&#8221;. Referia-se \u00e0 viagem da morte.<\/p>\n<p>Pouco tempo depois iniciava essa viagem misteriosa. Os seus restos mortais foram sepultados no jardim onde trabalhava. Junto ao t\u00famulo grandes \u00e1rvores erectas, como sentinelas gigantescas; ao lado, lindos tufos de verdura e canteiros de flores variegadas e odor\u00edferas.<\/p>\n<p>O caix\u00e3oia coberto de flores. Poucas pessoas de luto. Sua esposa vestia verde escuro. Miss Jean Doyle ia de cinzento. Sua irm\u00e3 Mary Doyle ia de castanho-escuro. Ele n\u00e3o queria ambientes de c\u00e2mara mortu\u00e1ria; queria luzes acesas e janelas abertas.<\/p>\n<p>As \u00faltimas palavras do homem foram para sua esposa: &#8220;You are wonderful!&#8221; (Voc\u00ea \u00e9 admir\u00e1vel). Para ela foi tamb\u00e9m a sua primeira mensagem do Al\u00e9m&#8230;<\/p>\n<p><strong>RESPOSTA DE CONAN DOYLE A UM INQU\u00c9RITO DA &#8220;REVISTA DE ESPIRITISMO&#8221;, DE PORTUGAL<\/strong><\/p>\n<p><em>&#8220;Caro Senhor:<\/em><\/p>\n<p>Eu era um agn\u00f3stico e pensava que com a morte tudo findava. Nessa altura li opini\u00f5es de homens como Sir William Crookes, o Qu\u00edmico, de Wallace, o Naturalista, de Thiers, o Presidente, de Victor Hugo e outros. Senti que devia examinar o assunto. Confirmei minuciosamente pelas minhas pr\u00f3prias experi\u00eancias tudo o que eles diziam e soube que era verdade.<\/p>\n<p>Eu n\u00e3o ligo import\u00e2ncia aos fen\u00f4menos a n\u00e3o ser porque chamam a aten\u00e7\u00e3o para as comunica\u00e7\u00f5es. N\u00e3o penso que as mensagens dos que amamos e perdemos sejam a finalidade do Espiritismo. A verdadeira revela\u00e7\u00e3o vem quando entramos em contato com o esp\u00edritos elevados que nos explicam aquelas verdades religiosas que t\u00eam sido t\u00e3o mutiladas e incomprendidas pelo g\u00eanero humano, s\u00f3 deturpadas e adulteradas pela insensatez do mundo, resolvendo as nossa dificuldades e explicando a mensagem real dos Cristos que, de tempos a tempos, fazem conhecer os des\u00edgnios de Deus a v\u00e1rias na\u00e7\u00f5es do mundo. \u00c9 a Religi\u00e3o univesal do futuro que nos est\u00e1 sendo revelada. Esta religi\u00e3o consistir\u00e1 na pura moral de Cristo diretamente aliada a uma constante e consciente comunica\u00e7\u00e3o com os altos poderes do mundo dos Esp\u00edritos.<\/p>\n<p>Sinceramente seu<\/p>\n<p>(a) ARTHUR CONAN DOYLE&#8221;<\/p>\n<p><strong>Curso de No\u00e7\u00f5es Elementares de Espiritismo &#8211; 1954<\/strong>[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][vc_tta_section title=&#8221;Daisy Jurgensen Machado&#8221; tab_id=&#8221;1497479676365-be7a3ec8-1681&#8243;][vc_column_text]\t<div  class=\"row container \">\n<div class=\"small-12    large-4  columns   \"  ><div class=\"column-inner\"  >\n<img loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-657 size-medium\" src=\"http:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Daisy-Jurgensen-Machado-233x300.jpg\" alt=\"\" width=\"233\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Daisy-Jurgensen-Machado-233x300.jpg 233w, https:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Daisy-Jurgensen-Machado.jpg 552w\" sizes=\"(max-width: 233px) 100vw, 233px\" \/><\/p>\n<\/div><\/div>\n<div class=\"small-12    large-8  columns   \"  ><div class=\"column-inner\"  >\n<h2>Daisy Jurgensen Machado<\/h2>\n<p>Esp\u00edrita desde crian\u00e7a, chegou ao Centro Esp\u00edrita Allan Kardec, de Campinas\/SP, ainda jovem, onde desempenhou v\u00e1rias atividades, tendo presidido a casa durante d\u00e9cadas, em merecidas elei\u00e7\u00f5es e reelei\u00e7\u00f5es. Sua vida confundiu-se com a pr\u00f3pria hist\u00f3ria da institui\u00e7\u00e3o. Fortemente movida pelo ideal, vivenciando o Espiritismo em toda a sua plenitude, ela representava um manancial de conhecimento te\u00f3rico e pr\u00e1tico da Doutrina,\u00a0que disseminava, pelo testemunho do exemplo, em todas as obras que realizava.<\/p>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n  \n<p>\u00c9 autora dos livros <a href=\"http:\/\/www.allankardec.org.br\/obras\/acolhimento-fraterno-na-casa-espirita\/\" target=\"_blank\">Acolhimento Fraterno na Casa Espirita<\/a> e <a href=\"http:\/\/www.allankardec.org.br\/obras\/leon-denis-e-o-congresso-espirita-internacional-de-1925\/\" target=\"_blank\">L\u00e9on Denis e o Congresso Esp\u00edrita Internacional de Paris de 1925<\/a>[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][vc_tta_section title=&#8221;Eur\u00edpedes Barsanulfo&#8221; tab_id=&#8221;1487662436659-ea555d76-111a&#8221;][vc_column_text]\t<div  class=\"row container \">\n<div class=\"small-12    large-4  columns   \"  ><div class=\"column-inner\"  >\n<img loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-392 aligncenter\" src=\"http:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Euripedes-Barsanulfo-231x300.jpg\" alt=\"Euripedes-Barsanulfo\" width=\"231\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Euripedes-Barsanulfo-231x300.jpg 231w, https:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Euripedes-Barsanulfo.jpg 418w\" sizes=\"(max-width: 231px) 100vw, 231px\" \/><\/p>\n<\/div><\/div>\n<div class=\"small-12    large-8  columns   \"  ><div class=\"column-inner\"  >\n<h2>Eur\u00edpedes Barsanulfo<\/h2>\n<p><em>Extra\u00eddo do livro &#8220;Eur\u00edpedes Barsanulfo &#8211; Ap\u00f3stolo do Bem&#8221;, de Odilon J.Ferreira<\/em><\/p>\n<p>Na cidade de Sacramento, Minas Gerais, num lar honrado e pobre, baixou das alturas um bondoso esp\u00edrito que recebeu o nome de Eur\u00edpedes Barsanulfo, a 1o. de maio de 1880.<\/p>\n<p>Desde cedo, sentiu uma grande inclina\u00e7\u00e3o pelos livros. Preocupado com a maneira de adiquiri-los, encontrou solu\u00e7\u00e3o para o caso, na pesca, pois, vendendo peixes, auxiliava o pai na compra dos livros. Seu pai, mais tarde, prosperou no com\u00e9rcio e pode, assim, dar o necess\u00e1rio conforto \u00e0 sua fam\u00edlia.<\/p>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n  \n<p>Barsanulfo brilhou como aluno inteligente, estudioso e d\u00f3cil e dentro em pouco se tornava o primeiro dentre seus colegas. Propenso ao magist\u00e9rio, iniciou o seu tiroc\u00ednio ensinando aos irm\u00e3os menores. Mais tarde colaborou na funda\u00e7\u00e3o do Liceu Sacramento, onde lecionou com brilhantismo.<\/p>\n<p>Naquela \u00e9poca, recebendo Sacramento a visita do Dr.Pedro Salazar, amante da instru\u00e7\u00e3o, foi esse bondoso paraibano unir-se ao Dr. Jo\u00e3o Gomes Vieira de Mello, Eur\u00edpedes Barsanulfo, The\u00f3filo Vieira, Prof.Ign\u00e1cio Martins de Mello, Pe.Pedro Ludovico de Santa Cruz, Jos\u00e9 martins Borges, o velho Monteiro, Cel.Jos\u00e9 Pereira de Almeida e outros elementos sociais, e resolveu-se a funda\u00e7\u00e3o do &#8220;Liceu Sacramento&#8221; e da &#8220;Gazeta de Sacramento&#8221;, isto provavelmente em 1902, estando Eur\u00edpedes, portanto, com 22 anos de idade, apenas!<\/p>\n<p>Barsanulfo foi o professor que todos amam, porque tinha esse dom sagrado de guiar as inespertas intelig\u00eancias para a Luz, sem causar-lhes esse temor t\u00e3o comum na a\u00e7\u00e3o dos professores de seu tempo.<\/p>\n<p>Por essa \u00e9poca, ele professava o Catolicismo Romano, em que f\u00f4ra educado desde o ber\u00e7o. Bem mo\u00e7o ainda, foi eleito presidente da Irmandade de S\u00e3o Vicente de Paulo, cargo em que prestou importantes servi\u00e7os.<\/p>\n<p>Eur\u00edpedes pertenceu \u00e0 C\u00e2mara Municipal de sua cidade, na qualidade de Vereador Especial, cargo de que se aproveitou para dotar a terra natal do que tem de melhor em mat\u00e9ria de legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Sua convers\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Cerca de dezoito quil\u00f4metros de Sacramento, existe uma pequena povoa\u00e7\u00e3o composta de esp\u00edritas, o mais antigo n\u00facleo de crentes daquelas redondezas &#8211; \u00e9 Santa Maria. Residindo alguns parentes seus naquela localidade e atra\u00eddo pelas curas maravilhosas alcan\u00e7adas por seus tios &#8211; bons m\u00e9diuns que eram &#8211; e impressionado com o conjunto de fatos ligados a essas curas, com as li\u00e7\u00f5es cient\u00edficas, filos\u00f3ficas, de profundeza t\u00e3o fora da possibilidade dos que l\u00e1 habitavam e que ele bem conheciae sabia ineptos, resolveu ir a Santa Maria para auscultar de perto a fonte prodigiosa de tantos fen\u00f4menos.<\/p>\n<p>Honesto, bom e sem id\u00e9ias preconcebidas, pode estudar os fatos, pondo desde logo, ap\u00f3s uma verifica\u00e7\u00e3o criteriosa, fora de toda possibilidade, a fraude, com que os inimigos do Espiritismo sempre tentam denegrir a nossa cren\u00e7a. Uma sess\u00e3o proveitosa a que assistiu e a leitura met\u00f3dica das obras de Allan Kardec, com o prop\u00f3sito sincero de aceitar ou n\u00e3o o Espiritsmo, fizeram com que Barsanulfo, em pouco tempo, sentisse no seu cora\u00e7\u00e3o as novas luzes da Doutrina Redentora.<\/p>\n<p>No in\u00edcio do seu apostolado, um Esp\u00edrito que se intitulou de Protetor os Orf\u00e3os, desejou dificultar o trabalho de Eur\u00edpedes, e, estando um dia em sua c\u00e1tedra, no Liceu Sacramento, ouviu de repente uma voz dul\u00e7orosa que se dizia de S\u00e3o Vicente de Paulo, que lhe teria dito: &#8220;Trabalha, meu filho \u00e9s um mission\u00e1rio. Vai pregar a Verdade mundo afora; ela est\u00e1 no Espiritismo&#8221;. Julgando que necessitaria pregar fora dali o Espiritismo, comunica o fato aos seus disc\u00edpulos que, debulhados em pranto, seguiam-no, deixando a popula\u00e7\u00e3o estarrecida pelo inesperado acontecimento. Entretanto, o verdadeiro S\u00e3o Vicente de Paulo e tamb\u00e9m Santo Agostinho, ali estavam para amparar o seu querido filho, utilizando a a\u00e7\u00e3o daquele irm\u00e3o que desejava desviar Barsanulfo de sua gloriosa senda. Tempos depois, surgiu-lhe a mediunidade e, atendendo a um conselho de S\u00e3o Vicente de Paulo, fundou em 1905, o Col\u00e9gio &#8220;Allan kardec&#8221; e o Grupo Esp\u00edrita &#8220;Esperan\u00e7a e Caridade&#8221;, nascendo, assim, em Sacramento, o Espiritismo.<\/p>\n<p><strong>Suas lutas<\/strong><\/p>\n<p>Eur\u00edpedes estava, ent\u00e3o, empenhado na satisf\u00e7\u00e3o da vontade dos luminares do espa\u00e7o, com os quais confabulava, gra\u00e7as \u00e0s faculdades medi\u00fanicas que possuia. M\u00e9dium curador, vidente, falante, ouvinte, receitista, psic\u00f3grafo, possuidor do dom do desdobramento, de estupenda acuidade espiritual, Barsanulfo transformou-se no primoroso instrumento dos emiss\u00e1rios do bem. Dirigia o Col\u00e9gio &#8220;Allan Kardec&#8221; e ali ministrava Portugu\u00eas, Franc\u00eas, Astronomia, F\u00edsica, Qu\u00edmica, Hist\u00f3ria Natural e tamb\u00e9m a Doutrina Esp\u00edrita, auxiliado por seus irm\u00e3os Watersides Willon e Homilton Wilson e alguns disc\u00edpulos dedicados; presidindo o Grupo Esp\u00edrita, recebendo e moralizando esp\u00edritos que ali baixavam; superintendendo a farm\u00e1cia j\u00e1 transformada em alop\u00e1tica e, exercendo a medicina e cirurgia na cidade e redondezas, preparando e remetendo medicamentos e receitu\u00e1rios para qualquer parte, Eur\u00edpedes j\u00e1 n\u00e3o tinha mais um minuto para uma palestra amiga, a n\u00e3o ser nos tr\u00e2nsitos da farm\u00e1cia para o Col\u00e9gio, deste para alguma casa onde sua presen\u00e7a era reclamada! E quando repousava o corpo cansado, o esp\u00edrito aparecia a seus doentes, que o viam no leto de dor, reconfortando-os.<\/p>\n<p>N\u00e3o apenas de sacramento, mas de todos os recantos chegavam doentes e obsidiados para serem curados, e todos recebiam o tratamento homeop\u00e1tico, aconselhado pelo esp\u00edrito do querido Bezerra de Menezes, com quem Barsanulfo mantinha amistosas conversa\u00e7\u00f5es. Quantos desenganados pela medicina oficial n\u00e3o se curavam em Sacramento! Aquela cidade, pequena, insignificante, tomou vulto e chegou a possuir muitos hot\u00e9is e mais de vinte pens\u00f5es. A qualquer hora do dia ou da noite, com uma simples pancada na janela de seu quarto, cont\u00edguo \u00e0 farm\u00e1cia, respondia com o seu invari\u00e1vel &#8220;pronto!&#8221;, e a porta era imediatamente aberta, fosse para quem fosse.<\/p>\n<p>Como acontece com todas as criaturas que se dedicam de boa vontade a ajudar o pr\u00f3ximo, fazendo sempre o melhor bem poss\u00edvel, tamb\u00e9m Eur\u00edpedes sofreu tremenda campanha. Cat\u00f3licos de sacramento, aliados a um infeliz m\u00e9dico de Uberaba, cat\u00f3lico, que ao lado de sua resid\u00eancia mantinha uma capela de Nossa Senhora de Lourdes, moveram contra o benfeitor sacramentano a mais execr\u00e1vel persegui\u00e7\u00e3o, culminada por um processo penal por exerc\u00edcio ilegal da medicina! Todavia, n\u00e3o houve juiz que quisesse pronunciar a Eur\u00edpedes, e o processo, depois de andar de &#8220;Herodes para Pilatos&#8221;, em todos os distritos da grande comarca, foi julgado prescrito por falta de pron\u00fancia! Quando o Delegado da Pol\u00edcia, encarregado do inqu\u00e9rito policial, mandou notific\u00e1-lo para comparecer, Barsanulfo, de valise em punho, repleta de ferros cir\u00fargicos e antiss\u00e9ticos, pediu-lhe que fosse concedida permiss\u00e3o de ministrar as suas declara\u00e7\u00f5es por escrito, porque naquele instante ia atender a uma parturiente que necessitava de uma interven\u00e7\u00e3o cir\u00fargica urgente. E saiu apressadamente no cumprimento do seu dever! Os admiradores &#8211; e eran tantos! &#8211; j\u00e1 desesperados queriam solucionar o caso pelas armas, mas o cora\u00e7\u00e3o bon\u00edssimo de Eur\u00edpedes evitou que isso acontecesse, aconselhando calma a todos e um enterro simb\u00f3lico do processo, foi o final alegre do incidente.<\/p>\n<p>Seus invejosos inimigos julgaram que poderiam lan\u00e7ar sobre ele a pecha de ignorante e embusteiro e promoveram um debate p\u00fablico, em frente \u00e0 Matriz, entre Barsanulfo e o orador sacro Pe.Feliciano Yague. Em primeiro lugar, falou o Padre. Grita, esbraveja, qualificando a nossa cren\u00e7a de diab\u00f3lica, pretendendo provar que o dem\u00f4nio seja o agente principal dos fatos esp\u00edritas. Depois em linguagem incendiada pelo \u00f3dio aos esp\u00edritas, xing\u00e1-os de maneira horr\u00edvel, sem a m\u00ednima compostura, amea\u00e7ando-os com as caldeiras dos infernos! E os alunos do Col\u00e9gio Allan Kardec, mais de duzentos de ambos os sexos, sorriam, de antem\u00e3o satisfeitos com a inevit\u00e1vel derrota que ia sofrer aquele sacerdote leviano, que tinha a infantilidade de falar em diabo naquela cidade, onde qualquer crian\u00e7a esp\u00edrita sabe provar que essa falsa entidade n\u00e3o passa de uma idiota invencionisse dos tempos que j\u00e1 se foram nas brumosas dobras do passado. Eur\u00edpedes levantou-se e foi recebido por uma salva de palmas. Em seguida, erguendo a fronte ao C\u00e9u, implora o amparo de Deus para toda aquela gente ali consagrada, numa prece estraordinariamente bela que arranca l\u00e1grimas de enternecimento aos cora\u00e7\u00f5es amigos do bem.<\/p>\n<p>Implora a ben\u00e7\u00e3o do Alt\u00edssimo para aquele padre ainda um tanto longe da senda do Amor, e encete a mais profunda r\u00e9plica \u00e0s palavras do pregador cat\u00f3lico. Barsanulfo prova a inexist\u00eancia do dem\u00f4nio e do inferno material eterno, e durante algumas horas, que pareceram minutos, d\u00e1 \u00e0quela massa popular ali estacionada, presa pela magia daquela voz poderosamente vencedora, as mais concludentes provas da veracidade do Espiritismo, o puro Cristianismo, ao mesmo tempo que mostrava \u00e0quela compacta assist\u00eancia os erros do Catolicismo. Quando concluiu a sua bel\u00edssima ora\u00e7\u00e3o, palmas e vivas reboaram pelo espa\u00e7o, e aquela gente, comovida, abra\u00e7ava Barsanulfo, desprezando o pregador cat\u00f3lico. Eur\u00edpedes d\u00e1 ali mesma prova cabal de verdadeiro amor crist\u00e3o: estreitando o sacerdote de encontro ao cora\u00e7\u00e3o, num amplexo fraternal.<\/p>\n<p><strong>Sua desencarna\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Em 1918, a impiedosa gripe que tantas v\u00edtimas fez, invadiu tamb\u00e9m Sacramento. Eur\u00edpedes f\u00f4ra tamb\u00e9m atingido, justamente quando ele n\u00e3o descansava um s\u00f3 momento, nem dia, nem noite quase. A febre abatia-o, de momento a momento, mas milhares de receitas partiam da sua aben\u00e7oada boca e os medicamentos eram manipulados sob a sua carinhosa vigil\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Quadro doloroso: milhares de pedidos de medicamentos \u00e0quele que se queimava numa febre de 40 graus! E eram todos atendidos. A enfermidade foi acabando com a fortaleza de a\u00e7o daquele ap\u00f3stolo da Caridade que medicava seus enfermos at\u00e9 o momento culminante do seu aniquilamento material.<\/p>\n<p>A febre fazia-o delirar&#8230; A impress\u00e3o era dolorosa&#8230; Todos choravam, angustiados, antevendo j\u00e1 o terr\u00edvel desfecho, quando um onde de esperan\u00e7a acalmou os cora\u00e7\u00f5es: Barsanulfo, despedindo dos la\u00e7os materiais, exclamou &#8220;Gra\u00e7as, Pai, estou salvo!&#8221;. E todos pensaram que ele estava salvo da doen\u00e7a&#8230; mas ele dada gra\u00e7as a Deus pela reden\u00e7\u00e3o de seu esp\u00edrito.<\/p>\n<p>\u00c0s 6 horas de 1o. de novembro de 1918, Sacramento foi despertada pela not\u00edcia da desencarna\u00e7\u00e3o de Eur\u00edpedes, que reboou por todos os cantos como se um cataclisma descomunal desabasse sobre todos! Desde os primeiros momentos ap\u00f3s o seu falecimento, o povo em peso, chorando, enchia a c\u00e2mara mortu\u00e1ria daquele ente querido que se evol\u00e1va para o espa\u00e7o.<\/p>\n<p>Chovia. A Natureza, acompanhando em sua profunda dor os milhares de pessoas solu\u00e7antes que acompanhavam o f\u00e9retro ao cemit\u00e9rio, derramava tamb\u00e9m as suas l\u00e1grimas sobre aquele corpo inerte que ia ser lan\u00e7ado ao p\u00f3 da terra. E at\u00e9 hoje, a sua sepultura simples, como ele a quis, cobre-se de flores que m\u00e3os piedosas depositam sobre ela, , e no lar augusto sua mam\u00e3e foi sempre alvo da imorredoura gratid\u00e3o de todos quando receberam ben\u00e7\u00e3oes de seu filho querido. <strong>QUE JESUS ABEN\u00c7\u00d5E O QUERIDO ESP\u00cdRITO DE EUR\u00cdPEDES BARSANULFO!<\/strong>[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][vc_tta_section title=&#8221;Gabriel Delanne&#8221; tab_id=&#8221;1487662472051-d2aaab63-e6f9&#8243;][vc_column_text]\t<div  class=\"row container \">\n<div class=\"small-12    large-4  columns   \"  ><div class=\"column-inner\"  >\n<img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-402\" src=\"http:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Gabriel-Delanne-240x300.jpg\" alt=\"Gabriel-Delanne\" width=\"240\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Gabriel-Delanne-240x300.jpg 240w, https:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Gabriel-Delanne.jpg 617w\" sizes=\"(max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><\/p>\n<\/div><\/div>\n<div class=\"small-12    large-8  columns   \"  ><div class=\"column-inner\"  >\n<h2>Gabriel Delanne<\/h2>\n<p>A obra de Allan Kardec, o inconfund\u00edvel codificador do Espiritismo, tem tido continuadores e disc\u00edpulos dedicados. Dentre eles, tr\u00eas nome ocupam lugar de destaque no mais alto plano dos valores culturais da doutrina: Camille Flammarion e Gabriel Delanne, no terreno cient\u00edfico, Leon Denis, no terreno filos\u00f3fico do Espiritismo.<\/p>\n<p>Gabriel Delanne, cujas obras s\u00e3o consideradas cl\u00e1ssicas na literatura esp\u00edrita, nasceu em Paris, no dia 23\/03\/1857, no mesmo ano em que saiu a 1a.edi\u00e7\u00e3o do &#8220;Livro dos Esp\u00edritos&#8221; de Allan Kardec.<\/p>\n<p>Era engenheiro.<\/p>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n  \n<p>Ainda menino, conhecer\u00e1 pessoalmente o codificador do Espiritismo, na culta capital da Fran\u00e7a; sua educa\u00e7\u00e3o, desde a inf\u00e2ncia, recebeu influ\u00eancia das id\u00e9ias esp\u00edritas, visto que seu pai Alexandre Delanne, era \u00edntimo de Kardec.<\/p>\n<p>Coube justamente ao pai de Gabriel Delanne falar em nome dos esp\u00edritas no interior da Fran\u00e7a por ocasi\u00e3o do funeral de Kardec, em 1869, enquanto Flammarion discursou, a beira do t\u00famulo, em nome dos esp\u00edritas parisienses.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de tais circunst\u00e2ncias, a m\u00e3o de Delanne, f\u00f4ra um dos m\u00e9diuns que trabalharam com Allan Kardec, segundo interessante depoimento do Dr.Canuto Abreu, na revista &#8220;Metaps\u00edquica&#8221;, de S.Paulo, n\u00famero 1, 1936.<\/p>\n<p>Em virtude, naturalmente, da sua forma\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, Delanne dedicou-se, com especial carinho, \u00e0s investiga\u00e7\u00f5es ps\u00edquicas e \u00e0 discuss\u00e3o de problemas antinentes ao campo da ci\u00eancia, abstraindo-se do partidarismo religioso.<\/p>\n<p>Devemos notar que Delanne, esp\u00edrito habituado a lidar com as ci\u00eancias positivas, por for\u00e7a em grande parte, de sua condi\u00e7\u00e3o de engenheiro, sempre se apoiou na obra de Kardec. Basta dizer que no rol dos autores esp\u00edritas europeus, com exce\u00e7\u00e3o de Flammarion e Denis, Gabriel Delanne \u00e9 o que maior n\u00famero de vezes cita Kardec. A obra de Delanne \u00e9 profundamente cient\u00edfica. Come\u00e7ou a escrever sobre o Espiritismo ainda no s\u00e9culo passado*. Em 1885 saiu a 1a.edi\u00e7\u00e3o de seu livro &#8220;O Espiritismo perante a ci\u00eancia&#8221;. Da\u00ed por diante continuou a sua bibliografia na seguinte ordem: 1896 &#8211; &#8220;O Fen\u00f4meno Esp\u00edrita&#8221;; 1897 &#8211; &#8220;A Evolu\u00e7\u00e3o An\u00edmica&#8221;; 1898 &#8211; &#8220;A Pesquisa sobre a Mediunidade&#8221;; 1899 &#8211; &#8220;A Alma \u00e9 Imortal&#8221;. Entre 1909 &#8211; 11 publicou, em 2 grandes volumes, mais um obra de alto cunho cient\u00edfico: &#8220;As Apari\u00e7\u00f5es Materializadas de Vivos e Mortos&#8221;. Como obra p\u00f3stuma, foi publicado em 1927 o seu \u00faltimo trabalho, sob o t\u00edtulo: &#8220;Documentos para Servirem ao Estudo da Reencarna\u00e7\u00e3o&#8221;. Em 1925, ao lado de Jean Mayer, Leon Denis e outros luminares do Espiritismo, Gabriel Delanne tomou parte no Congresso Esp\u00edrita Internacional realizado em Paris, sob a presid\u00eancia de Leon Denis. Nesse Congresso, Delanne fez um discurso not\u00e1vel tendo afirmado Deus e a reencarna\u00e7\u00e3o como encerramento do ciclo terreno de sua obra. De fato, estava bem pr\u00f3ximo o desenlance do grande escritor esp\u00edrita.<\/p>\n<p>Registrou-se a desencarna\u00e7\u00e3o de Gabriel Delanne pouco depois, no dia 15 de fevereiro de 1926. Toda a obra de Delanne \u00e9, \u00e0 luz da ci\u00eancia, um golpe certeiro no materialismo.<\/p>\n<p><strong>* s\u00e9culo XIX<\/strong><br \/>\n<strong>Revista Esp\u00edrita Brasileira, setembro, 1949<\/strong>[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][vc_tta_section title=&#8221;Gustavo Marcondes&#8221; tab_id=&#8221;1487662496236-0906c919-7edb&#8221;][vc_column_text]\t<div  class=\"row container \">\n<div class=\"small-12    large-4  columns   \"  ><div class=\"column-inner\"  >\n<img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-334\" src=\"http:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/gustavo-marcondes-1-255x300.jpg\" alt=\"gustavo-marcondes-1\" width=\"255\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/gustavo-marcondes-1-255x300.jpg 255w, https:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/gustavo-marcondes-1.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 255px) 100vw, 255px\" \/><\/p>\n<\/div><\/div>\n<div class=\"small-12    large-8  columns   \"  ><div class=\"column-inner\"  >\n<h2>Gustavo Marcondes<\/h2>\n<p>Em 7 de dezembro de 1900, nasce Gustavo Marcondes, na cidade de Palmeiras, Paran\u00e1.<\/p>\n<p>L\u00e1 mesmo realiza seus primeiros estudos. Depois, na cidade de Paranagu\u00e1, conclui o Curso de Contabilidade, mas sua verdadeira voca\u00e7\u00e3o estava voltada para o Magist\u00e9rio.<\/p>\n<p>Nele destacou-se como professor, miss\u00e3o que abra\u00e7ou para nunca mais abandonar.\u00a0Em 1923, muda-se para Franca, S\u00e3o Paulo, e por meio de concurso p\u00fablico ingressa no Banco do Brasil.<\/p>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n  \n<p>Ainda iniciante no Espiritismo, Gustavo Marcondes passa a colaborar numa importante institui\u00e7\u00e3o da cidade que se ocupava da sa\u00fade ps\u00edquica dos mais carentes. Mas \u00e9 na Casa Esp\u00edrita Esperan\u00e7a e F\u00e9 onde inicia, com mais contund\u00eancia, sua escalada de f\u00e9, amor e caridade em favor do pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p>Casa-se, em 1925, com Mercedes Rufino Selles. J\u00e1 como funcion\u00e1rio de carreira do Banco do Brasil, no ano seguinte \u00e9 transferido para Ribeir\u00e3o Preto. Nessa cidade, em 1928, inaugura a Escola e Biblioteca dos Pobres, institui\u00e7\u00e3o que ministrava diversas atividades como jardim da inf\u00e2ncia, curso prim\u00e1rio e cursos noturnos para adultos, especialmente o Curso Pr\u00e1tico de Com\u00e9rcio.<\/p>\n<p>Na divulga\u00e7\u00e3o da Doutrina, por toda a regi\u00e3o realizava palestras e mais palestras. Passou a colaborar tamb\u00e9m na Uni\u00e3o Esp\u00edrita de Ribeir\u00e3o Preto e no Centro Esp\u00edrita Eur\u00edpedes Barsanulfo, onde idealizou e deu execu\u00e7\u00e3o aos estudos doutrin\u00e1rios para a juventude, que se consolidou depois num importante movimento em prol da organiza\u00e7\u00e3o das Mocidades Esp\u00edritas. Ao aproveitar t\u00e3o rica experi\u00eancia, unindo a for\u00e7a juvenil com a sabedoria dos mais velhos, Gustavo Marcondes desenvolvia-se para a tribuna, para a imprensa e, sobretudo, para a assist\u00eancia social.<\/p>\n<p>Para Gustavo Marcondes o ato de realizar era muito simples, f\u00e1cil mesmo. Mas tudo se concretizava por conta da for\u00e7a do seu ideal e da inspira\u00e7\u00e3o (da transpira\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m) que dele tomava conta.<\/p>\n<p>Pr\u00e1tico e idealista, assim era o homem! E Campinas \u00e9 a pr\u00f3xima parada de Gustavo Marcondes, para onde \u00e9 transferido, em 1934. A cidade, a partir de ent\u00e3o, teria uma outra hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Empreendedor que era, em poucos anos o Ap\u00f3stolo da Educa\u00e7\u00e3o funda em Campinas o Instituto Popular Humberto de Campos, com os cursos pr\u00e9-prim\u00e1rio, de datilografia e de pr\u00e1ticas de com\u00e9rcio, todos voltados para os carentes de recursos financeiros.<\/p>\n<p>Em setembro de 1938, com a ajuda de outros abnegados companheiros, Gustavo Marcondes funda o Centro Esp\u00edrita Allan Kardec, ao qual se juntou, como departamento, o Instituto Popular Humberto de Campos.<\/p>\n<p>A sua obra, no entanto, parecia n\u00e3o ter mais fim. Ap\u00f3s anos de trabalho duro, em 1949, inaugura a sede pr\u00f3pria, na rua Irm\u00e3 Serafina, centro de Campinas, que passa a abrigar o CEAK e o Instituto. Pouco depois, em outro local, um novo departamento \u00e9 criado por ele: a Casa dos Meninos, um internato para jovens de 14 a 18 anos, que ali recebiam alimento, moradia e educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Incans\u00e1vel! Presidente do CEAK por mais de 30 anos, Gustavo Marcondes prestou inestim\u00e1veis servi\u00e7os \u00e0 comunidade. Al\u00e9m da obra material e assistencial, criou ainda a Mocidade Esp\u00edrita, o Departamento de Evangeliza\u00e7\u00e3o Infanto-Juvenil e o Departamento Feminino.<\/p>\n<p>Como fruto da semente, plantada h\u00e1 mais de 60 anos, hoje o CEAK \u00e9 uma das mais respeitadas institui\u00e7\u00f5es do pa\u00eds no campo da assist\u00eancia social e espiritual. Ocupa a 61\u00aa posi\u00e7\u00e3o entre as 400 maiores entidades beneficentes do Brasil, a 34\u00aa do estado de S\u00e3o Paulo e a 14\u00aa na categoria \u201cAssist\u00eancia a Crian\u00e7as\u201d, conforme classifica\u00e7\u00e3o organizada e auditorada pela Kanitz &amp; Associados (mais informa\u00e7\u00f5es no site <a href=\"http:\/\/www.filantropia.org.br\" target=\"_blank\">www.filantropia.org.br<\/a>).<br \/>\nMiss\u00e3o cumprida aqui na Terra! Gustavo Marcondes desencarna em 26 de agosto de 1968. E o principal jornal da cidade, o \u201cCorreio Popular\u201d, dedica uma p\u00e1gina inteira para enaltecer sua vida e sua obra, assinalando: \u201cFaleceu Gustavo Marcondes. Morreu um homem de bem\u201d.<\/p>\n<p><strong>Ricardo Appendino<\/strong>[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][vc_tta_section title=&#8221;Joanna de \u00c2ngelis&#8221; tab_id=&#8221;1487662545981-f28e030d-722d&#8221;][vc_column_text]\t<div  class=\"row container \">\n<div class=\"small-12    large-4  columns   \"  ><div class=\"column-inner\"  >\n<img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-403\" src=\"http:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/JoannadeAngelis-250x300.jpg\" alt=\"JoannadeAngelis\" width=\"250\" height=\"300\" \/><\/p>\n<\/div><\/div>\n<div class=\"small-12    large-8  columns   \"  ><div class=\"column-inner\"  >\n<h2>Joana de \u00c2ngelis<\/h2>\n<p>Um esp\u00edrito que irradia ternura e sabedoria, despertando-nos para a viv\u00eancia do amor na sua mais elevada express\u00e3o, mesmo que, para viv\u00ea-lo, seja-nos imposta grande soma de sacrif\u00edcios. Trata-se do Esp\u00edrito que se faz conhecido pelo nome JOANA DE \u00c2NGELIS, e que, nas estradas dos s\u00e9culos, vamos encontra-la na mansa figura de JOANA DE CUSA, numa disc\u00edpula de Francisco de Assis, na grandiosa S\u00d3ROR JUANA IN\u00c9S DE LA CRUZ e na intimorata JOANA ANG\u00c9LICA DE JESUS.<\/p>\n<p>Conhe\u00e7a agora cada um destes personagens que marcaram a hist\u00f3ria com o seu exemplo de humildade e hero\u00edsmo.<\/p>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n  \n<p>Foi contempor\u00e2nea de Jesus Cristo em sua encarna\u00e7\u00e3o conhecida como JOANA DE CUSA.\u00a0Viveu em Roma perto das termas de Caracola\u00a0Esposa de Cusa, Despenseiro de Herodes Antigas\u00a0Citada no Evangelho de Lucas (8:3 e 24:!0), como uma das mulheres piedosas.<\/p>\n<p>Foi queimada viva no Coliseu, no ano de 68 dc, juntamente com outros crist\u00e3os. O Pecado &#8211; fidelidade a Jesus.\u00a0No livro BOA NOVA de Humberto de Campos psicografia de Francisco Candido Xavier, percebe-se a dificuldade de JOANA DE CUSA de conciliar a sua cren\u00e7a com a vida ao lado de seu esposo. Buscou ouvir a palavra de conforto de Jesus que, ao inv\u00e9s de convida-la a engrossar as fileiras dos que o\u00a0seguiam pelas ruas ou estradas da Galil\u00e9ia, aconselhou-a a segui-lo a distancia, servindo dentro do pr\u00f3prio lar, tornando-se um verdadeiro exemplo de pessoa crist\u00e3, no atendimento ao pr\u00f3prio mais pr\u00f3ximo: seu esposo, a quem deveria servir com amorosa dedica\u00e7\u00e3o, sendo fiel a Deus, amando o companheiro do mundo como se fora seu filho.<\/p>\n<p>Disc\u00edpula de Francisco de Assis (S\u00e9culo XIII).<\/p>\n<p>S\u00e9culos depois, Francisco o \u201cPobrezinho de Deus\u201d o \u201cSol de Assis\u201d, reorganiza o \u201co Exercito de Amor do Rei Galileu\u201d, ela tamb\u00e9m se candidata a viver com ele a simplicidade do Evangelho de Jesus, que a tudo ama e compreende, entoando a can\u00e7\u00e3o da fraternidade universal. Referencia a este fato encontramos no livro \u201cA Servi\u00e7o do Espiritismo\u201d, de Nilson de S. Pereira e Divaldo P. Franco, encontramos a essa exist\u00eancia de Joana.<\/p>\n<p><strong>S\u00d3ROR JUANA IN\u00caS DE LA CRUZ<\/strong><\/p>\n<p>No s\u00e9culo XVII ela reaparece no cen\u00e1rio do mundo, para mais uma vida dedicada ao Bem. Renasce em S\u00e3o Miguel de Nepantla \/ M\u00e9xico, com o nome de JUANE DE ASBAJE. Y RAMIRES DE SANTILLANA, filha de pai basco e m\u00e3e ind\u00edgena.<br \/>\nViveu para a literatura. Tinha uma biblioteca de 4000 volumes, todos lidos e comentados.<\/p>\n<p>Foi a primeira feminista do mundo, a primeira Teatr\u00f3loga do mundo, considerada a maior poetisa da l\u00edngua hisp\u00e2nica. Foi, tamb\u00e9m, musicista e pintora miniaturista, fez-se competente em medicina, Teologia Moral e Dogma, Direito Can\u00f4nico e astronomia.<\/p>\n<p>Falava e escrevia fluentemente seis idiomas, entre eles o portugu\u00eas.<br \/>\nPara que s tenha uma id\u00e9ia do valor da mesma, basta dizer que a nota de 100 pesos no M\u00e9xico traz sua esfinge. O museu de Chapultepec tem v\u00e1rias alas dedicadas a ela.<\/p>\n<p>Seu contato com o Brasil desta \u00e9poca refere-se a uma carta que ela escreveu e foi publicada em um jornal da Bahia, condenando o comportamento do Pe. Vieira, em um determinado assunto.<\/p>\n<p>Numa busca incessante uni\u00e3o com o divino, ansiosa por compreender DEUS atrav\u00e9s de sua cria\u00e7\u00e3o, resolver ingressar no Convento das Carmelitas Descal\u00e7as, ao 16 anos. Desacostumada com a rigidez asc\u00e9tica, adoeceu e retornou \u00e0 Corte. Seguindo orienta\u00e7\u00e3o de seu confessor, foi para a ordem de S\u00e3o Jer\u00f4nimo da Concei\u00e7\u00e3o, podendo dedicar-se \u00e0s letras e \u00e0 ci\u00eancia. Tomou, ent\u00e3o, o nome de SOROR JUANE INES DE LA CRUZ.<\/p>\n<p><strong>JOANA ANG\u00c9LICA DE JESUS<\/strong><\/p>\n<p>Reencarnou no Brasil em Salvador\/BA em 11 de dezembro de 1761 e desencarnou em 20 de fevereiro de 1822.<\/p>\n<p>Participou das lutas libert\u00e1rias no Brasil.<\/p>\n<p>Entrou na Ordem religiosa como novi\u00e7a e chegou ao mais alto cargo &#8211; Abadessa.<\/p>\n<p>Tinha feito voto de sil\u00eancio e se dedicou a reeduca\u00e7\u00e3o das mulheres equivocadas as chamadas &#8211; \u201carrependidas\u201d, que eram enterradas vivas por seus pais, isto \u00e9, internadas para n\u00e3o mais sa\u00edrem.<\/p>\n<p>Foi morta a golpes de baionetas por um soldado portugu\u00eas ao defender corajosamente o convento e a honra das jovens que ali moravam.<br \/>\nNos planos divino j\u00e1 haviam uma programa\u00e7\u00e3o para sua vinda no Brasil, desde antes quando reencarnara no M\u00e9xico. Da\u00ed, sua facilidade em aprender Portugu\u00eas. No Brasil, estavam reencarnados e reencarnariam brevemente Esp\u00edritos ligados a ela. Dentre esses afei\u00e7oados destacamos Am\u00e9lia Rodrigues.<\/p>\n<p>IMPORTANTE:<br \/>\nFez parte do esp\u00edrito da verdade que ditou a doutrina a Kardec.<br \/>\nDuas de suas comunica\u00e7\u00f5es psicogr\u00e1ficas est\u00e3o no Evangelho Segundo o Espiritismo.<\/p>\n<p><em>\u201cA paci\u00eancia\u201d, Cap\u00edtulo IX item 7 e \u201c dar-se-\u00e1 ao que tem\u201d, cap\u00edtulo XVIII item 15.<\/em>[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][vc_tta_section title=&#8221;Herculano Pires&#8221; tab_id=&#8221;1487662582566-e87cc0f3-26dc&#8221;][vc_column_text]\t<div  class=\"row container \">\n<div class=\"small-12    large-4  columns   \"  ><div class=\"column-inner\"  >\n<img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-404\" src=\"http:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/herculano_pires-271x300.jpg\" alt=\"herculano_pires\" width=\"271\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/herculano_pires-271x300.jpg 271w, https:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/herculano_pires.jpg 280w\" sizes=\"(max-width: 271px) 100vw, 271px\" \/><\/p>\n<\/div><\/div>\n<div class=\"small-12    large-8  columns   \"  ><div class=\"column-inner\"  >\n<h2>Herculano Pires<\/h2>\n<p>\u201cN\u00e3o fa\u00e7amos do Espiritismo uma ci\u00eancia de gigantes em m\u00e3os de pigmeus. Ele nos oferece uma concep\u00e7\u00e3o realista do mundo e uma vis\u00e3o viril do homem. Arquivemos para sempre as prega\u00e7\u00f5es de sacrist\u00e3o, os cursinhos de miniaturas de anjos, \u00e0 semelhan\u00e7a das miniaturas japonesas de \u00e1rvores. Enfrentemos os problemas doutrin\u00e1rios na perspectiva exata da liberdade e da responsabilidade de seres imortais.<\/p>\n<p>Reconhe\u00e7amos a fragilidade humana, mas n\u00e3o nos esque\u00e7amos da for\u00e7a e do poder do esp\u00edrito encerrado no corpo.N\u00e3o encaremos a vida cobertos de cinzas medievais.<\/p>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n  \n<p>N\u00e3o fa\u00e7amos da exist\u00eancia um muro de lamenta\u00e7\u00f5es. Somos artes\u00f5es, artistas, oper\u00e1rios, construtores do mundo e temos de constru\u00ed-lo segundo o modelo dos mundos superiores que esplendem nas constela\u00e7\u00f5es. Estudemos a Doutrina aprofundando-lhe os princ\u00edpios .Remontemos o nosso pensamento \u00e0s li\u00e7\u00f5es viris do Cristo, restabelecendo na Terra as dimens\u00f5es perdidas do seu Evangelho. Essa \u00e9 nossa tarefa.\u201d<\/p>\n<p>Com estas palavras, sempre atuais, iniciamos estes breves coment\u00e1rios sobre J. Herculano Pires que, como bem se pode ver no texto acima, conclama-nos ao trabalho.<\/p>\n<p>Este valoroso trabalhador que fez de sua vida um exemplo de dignidade, trabalho, estudo, pertin\u00e1cia e amor, desconheceu as fronteiras que limita o homem m\u00e9dio e, incansavelmente, dedicou sua vida em prol da divulga\u00e7\u00e3o \u00e0 posteridade, valiosas e vastas obras de g\u00eaneros liter\u00e1rios diversos, a maioria baseada no espiritismo, que se encontram elencadas em ordem cronol\u00f3gica em seu livro Ci\u00eancia Esp\u00edrita e Suas Implica\u00e7\u00f5es Terap\u00eauticas.<\/p>\n<p>Dono de uma cultura \u00edmpar al\u00e9m de escritor renomado, foi brilhante conferencista e cr\u00edtico severo e austero, em defesa dos princ\u00edpios basilares da Doutrina e da ess\u00eancia de sua pureza.<\/p>\n<p>Nascido na cidade de Avar\u00e9\/SP, em 25 de setembro de 1914, retornou \u00e0 p\u00e1tria espiritual em 9 de mar\u00e7o de 1979.<\/p>\n<p>Desde cedo J. Herculano Pires mostrou seus dotes liter\u00e1rios, publicando seu primeiro livro de contos aos 16 anos de idade.<\/p>\n<p>Bacharelado e licenciado em Filosofia pela Universidade de S\u00e3o Paulo, exerceu a c\u00e1tedra durante muitos anos, tendo sendo membro ativo de v\u00e1rios Institutos de Filosofia, Psicologia e Parapsicologia, mat\u00e9rias que lecionou nos cursos do Sindicato dos Jornalistas de S\u00e3o Paulo. Foi membro do Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico de S\u00e3o Paulo e Diretor da Uni\u00e3o Brasileira de Escritores, al\u00e9m de Presidente do Sindicato dos Jornalistas. Em sua carreira jornal\u00edstica exerceu todos os cargos poss\u00edveis dentro da imprensa paulista e paulistana.<\/p>\n<p>Iniciou-se na Doutrina esp\u00edrita atrav\u00e9s do racioc\u00ednio, da necessidade de entender os fen\u00f4menos que desde cedo o acompanhava. Assim como Eur\u00edpedes Barsanulfo, come\u00e7ou lendo O Livro dos Esp\u00edritos, e, segundo ele, n\u00e3o mais parou de estud\u00e1-lo.<\/p>\n<p>No \u201cDi\u00e1rios Associados\u201d, de S\u00e3o Paulo, manteve durante quase 20 anos uma coluna esp\u00edrita, usando o pseud\u00f4nimo de Irm\u00e3o Saulo; ainda no mesmo jornal, durante tr\u00eas anos, escreveu uma coluna juntamente com Francisco C\u00e2ndido Xavier, da qual resultaram as obras: Chico Xavier Pede Licen\u00e7a, Na Era do Esp\u00edrito, Astronautas do Al\u00e9m e Na Hora do Testemunho.<\/p>\n<p>Escreveu uma trilogia denominada Caminhos do Espiritismo, onde lan\u00e7ou a tese da Filosofia Interexistencial, trilogia esta que se iniciou com o romance Barrab\u00e1s, seguindo-se L\u00e1zaro e Madalena, onde exp\u00f5e a tese da consci\u00eancia pag\u00e3 para a consci\u00eancia crist\u00e3, fundada nas tr\u00eas figuras evang\u00e9licas que d\u00e3o nome aos livros.<\/p>\n<p>O Professor Jorge Rizzini, que conheceu e conviveu durante muitos anos com J. Herculano Pires, fala dele com a admira\u00e7\u00e3o de quem reconhece o trabalho admir\u00e1vel feito por ele em prol do espiritismo. Dizia Herculano Pires, conta-nos Rizzini, \u201cQuem assume responsabilidades de divulga\u00e7\u00e3o e orienta\u00e7\u00e3o no campo doutrin\u00e1rio n\u00e3o pode esconder a cabe\u00e7a na areia quando a tempestade ruge\u201d.<\/p>\n<p>No Correio Fraterno do ABC, edi\u00e7\u00e3o de abril de 1979 Rizzini assim escreve sobre Herculano Pires: \u201cToda vez que o movimento esp\u00edrita se viu encoberto pelas nuvens umbralinas, o gigante saiu de peito aberto a campo e afastou-as, \u00e0s vezes com um sopro s\u00f3. Todos se recordam de seus debates na TV e na imprensa com m\u00e9dicos, padres, pastores, jornalistas, em defesa dos princ\u00edpios esp\u00edritas e de m\u00e9diuns de sua confian\u00e7a, como Z\u00e9 Arig\u00f3.\u201d<\/p>\n<p>No famoso caso das materializa\u00e7\u00f5es de Uberaba, quando a revista \u201cO Cruzeiro\u201d, dos \u201cDi\u00e1rios Associados\u201d, promoveu um verdadeiro esc\u00e2ndalo em todo o Pa\u00eds, por pertencer \u00e0 rede como empregado, J. Herculano Pires n\u00e3o pode apresentar sua r\u00e9plica, por\u00e9m, orientou o movimento doutrin\u00e1rio atrav\u00e9s de sua coluna esp\u00edrita e folhetos.<\/p>\n<p>A defesa da Causa Esp\u00edrita foi feita por Jorge Rizzini, com os materiais sobre as materializa\u00e7\u00f5es de Uberaba, que lhe foram fornecidos por Chico Xavier e Waldo Vieira.<\/p>\n<p>Quando dos debates pela TV, algumas pessoas do movimento entendiam que Herculano Pires deveria ser mais paternal com seus opositores, ao que o Professor Rizzini contradiz dizendo \u201c\u00c9 Curioso! Como poderia o mestre tornar-se suave ao ver a Doutrina massacrada perante milh\u00f5es de telespectadores? Nem Jesus agiu com mansid\u00e3o perante a petul\u00e2ncia dos fariseus vaidosos\u201d, escreveu Herculano Pires. Professor Rizzini conclui sua argumenta\u00e7\u00e3o sobre o tema citando as palavras do pr\u00f3prio Herculano Pires \u201cNem Kardec deixou de defender a Doutrina em nome de um falso conceito de fraternidade, e defend\u00ea-la com firmeza e energia, empregando as palavras devidas. As sensitivas que murcham ao ser tocadas n\u00e3o s\u00e3o flores do jardim esp\u00edrita.<\/p>\n<p>Porque espiritismo requer virilidade e franqueza de seus adeptos, o sim, sim e n\u00e3o, n\u00e3o do Evangelho, para impor-lhe neste mundo de ambig\u00fcidades e comodismo.\u201d<\/p>\n<p>\u00c0queles companheiros mais jovens na Doutrina e que n\u00e3o tiveram conhecimento dos debates acima referidos, n\u00e3o podem avaliar o quanto foi importante a participa\u00e7\u00e3o de Herculano Pires naquele evento que sobremaneira divulgou a Doutrina e o movimento Esp\u00edrita.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Herculano Pires era um homem simples, h\u00e1bitos singelos e sempre de bom humor. Acolhia com amor e carinho \u00e0queles que o procuravam para uma palavra amiga e conselhos para seus problemas. Por vezes, at\u00e9 de madrugada, estava ele a ter com estes irm\u00e3os que buscavam em suas palavras o lenitivo para seus desassossegos.<\/p>\n<p>E foi numa madrugada destas, em que estava escrevendo em sua velha m\u00e1quina, que seu cora\u00e7\u00e3o cessou de bater, pois que seu regresso \u00e0 p\u00e1tria espiritual era necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>A lacuna deixada pelo valoroso mestre n\u00e3o pode ser preenchida, por\u00e9m, as li\u00e7\u00f5es, o zelo pela Doutrina e a certeza de que vale a pena seguir seu exemplo, foi seu maior legado \u00e0 Causa.<\/p>\n<p><strong>Jos\u00e9 Carlos Branco<\/strong>[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][vc_tta_section title=&#8221;Leon Denis&#8221; tab_id=&#8221;1487662750205-0f746b23-e71c&#8221;][vc_column_text]\t<div  class=\"row container \">\n<div class=\"small-12    large-4  columns   \"  ><div class=\"column-inner\"  >\n<img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-406\" src=\"http:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/leon-Denis-239x300.jpg\" alt=\"leon-Denis\" width=\"239\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/leon-Denis-239x300.jpg 239w, https:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/leon-Denis.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 239px) 100vw, 239px\" \/><\/p>\n<\/div><\/div>\n<div class=\"small-12    large-8  columns   \"  ><div class=\"column-inner\"  >\n<h2>L\u00e9on Denis<\/h2>\n<p>\u201cDentre os luminares que assumiram a responsabilidade da implanta\u00e7\u00e3o da Verdade dos Esp\u00edritos na Terra, destaca-se L\u00e9on Denis, esse extraordin\u00e1rio pensador, justamente conhecido como o \u2018fil\u00f3sofo do Espiritismo\u2019\u201d.<\/p>\n<p>\u201cNasceu em 01 de janeiro de 1846, em Lorena, aldeia de Joanna D\u2019Arc. Filho de modesto funcion\u00e1rio p\u00fablico, Joseph Denis, teve na inf\u00e2ncia, como mestras exclusivas, a necessidade, a adversidade e as dores, aliviadas pelo amor de sua m\u00e3e, Ana L\u00facia Denis\u201d.<\/p>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n  \n<p>\u201c&#8230;N\u00e3o possuindo recursos para freq\u00fcentar escolas, tornou-se auto-didata por imperativo espiritual, pois sua sede de conhecimentos n\u00e3o tinha limites: desde jovem atirava-se a todos os livros que encontrava e, mais tarde, ap\u00f3s percorrer as ci\u00eancias humanas, encontrou na filosofia a sua grande inclina\u00e7\u00e3o e a pr\u00f3pria revela\u00e7\u00e3o de sua estupenda capacidade de perceber.<\/p>\n<p>Conseguia, desde logo, transmitir o mais profundo conhecimento filos\u00f3fico sob a moldura de uma simplicidade bela e humana, que atra\u00eda a imediata compreens\u00e3o popular. E essa foi a grande norma do fil\u00f3sofo: escrever para reformar. Por isso seu estilo \u00e9 t\u00e3o humano, direto, l\u00facido, po\u00e9tico; seu trabalho, confortador, reformador, crist\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o se sabe ao certo quando Denis interessou-se pelo Espiritismo, todavia, registram seus bi\u00f3grafos que, principalmente a partir de 1882, quando estava com trinta e oito anos, passou a dedicar-se intensamente \u00e0 sua divulga\u00e7\u00e3o. Data dessa \u00e9poca a sua obra O Porqu\u00ea da Vida, publicada em setembro de 1885.\u201d<\/p>\n<p>Grande orador, em 1900 foi aclamado presidente do Congresso Esp\u00edrita e Espiritualista de Paris e em 1925 chegou \u00e0 presid\u00eancia do Congresso Esp\u00edrita Internacional e foi presidente honor\u00e1rio da Uni\u00e3o Esp\u00edrita Francesa, da Federa\u00e7\u00e3o Esp\u00edrita do Brasil, da Sociedade Francesa de Estudos Ps\u00edquicos e de quase todos os Congressos esp\u00edritas internacionais.<\/p>\n<p>Autor dos livros: Depois da Morte; Cristianismo e Espiritismo; Catecismo Esp\u00edrita; O Al\u00e9m e a Sobreviv\u00eancia do Ser; No Invis\u00edvel; O Problema do Ser, do Destino e da Dor; Joana D\u2019Arc M\u00e9dium; O Espiritismo e a Arte; Espiritismo e Socialismo; O Grande Enigma; O Mundo Invis\u00edvel e a Guerra; O G\u00eanio C\u00e9ltico e o Mundo Invis\u00edvel, obras que o imortalizaram, como o continuador da mensagem de Allan Kardec. Seu nome associou-se \u00e0 consolida\u00e7\u00e3o do Espiritismo.<\/p>\n<p>\u201cConselheiro, guia, pastor, protetor dos pobres, sua principal tarefa era consolar em nome dos Esp\u00edritos. Amaram-no as crian\u00e7as privadas de tudo e por ele tiradas dos por\u00f5es sombrios e infectos e dirigidas para os col\u00e9gios que fundara. Amou-o a mulher pobre, a m\u00e3e miser\u00e1vel, sobretudo, essa grande hero\u00edna, porque nos seus ensinamentos e apoio paternal encontravam o lenitivo sagrado para a vida.\u201d<\/p>\n<p>A partir de 1910 passou a sentir o gradativo enfraquecimento de sua vis\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 1927, com a sa\u00fade bastante debilitada, j\u00e1 tinha grandes dificuldades para mover-se. \u201c&#8230;Cego, doente, n\u00e3o se queixava, todavia, sabendo que n\u00e3o desencarnaria sem cumprir sua extraordin\u00e1ria tarefa\u201d. Por esta \u00e9poca, recebia as primeiras provas de \u201cO G\u00eanio C\u00e9ltico e o Mundo Invis\u00edvel\u201d, auxiliado por Mlle. Baumard, sua secret\u00e1ria particular, que lia em voz alta e corrigia seguindo suas indica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cQuase todos os trabalhos de L\u00e9on Denis, foram influenciados por Allan Kardec, Esp\u00edrito. Tamb\u00e9m o assistia uma luminosa entidade conhecida como l\u2019Espirit Bleu, o Esp\u00edrito Azul, devido ao maravilhoso azul que caracterizava sua aura, conforme percebiam os videntes. Igualmente o acompanhavam o Esp\u00edrito de Jer\u00f4nimo de Praga.\u201d<\/p>\n<p>\u201cCercado do carinho e do cuidado de seus amigos, que n\u00e3o o abandonavam um instante, terminou, efetivamente, a tarefa de seu \u00faltimo livro.<\/p>\n<p>\u201cAos 81 anos de idade, o seu derradeiro instante no mundo da carne chegou manso, libertador, conscientemente sentido e aguardado pelo grande mestre. Eram vinte e uma horas do dia 12 de abril de 1927, quando Jesus recebeu de volta em Seu seio o esp\u00edrito de L\u00e9on Denis, o mensageiro excelso da incompar\u00e1vel filosofia do amor, a \u00fanica que compreendia e que pode transmitir \u00e0 Humanidade\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA trajet\u00f3ria de L\u00e9on Denis caracteriza-se como um dos mais importantes marcos na hist\u00f3ria do Espiritismo. Sua pr\u00f3pria vida constitui-se num novo conceito para a Humanidade.\u201d<\/p>\n<p><strong>Colabora\u00e7\u00e3o: Cl\u00e1udia Valente &#8211; Baseado em verbete<\/strong>[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][vc_tta_section title=&#8221;Maria Dolores&#8221; tab_id=&#8221;1487662813185-0de59ae0-2443&#8243;][vc_column_text]\t<div  class=\"row container \">\n<div class=\"small-12    large-4  columns   \"  ><div class=\"column-inner\"  >\n<img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-408\" src=\"http:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/maria-dolores-201x300.jpg\" alt=\"maria-dolores\" width=\"201\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/maria-dolores-201x300.jpg 201w, https:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/maria-dolores.jpg 220w\" sizes=\"(max-width: 201px) 100vw, 201px\" \/><\/p>\n<\/div><\/div>\n<div class=\"small-12    large-8  columns   \"  ><div class=\"column-inner\"  >\n<h2>Maria Dolores<\/h2>\n<p>MARIA, MARIA&#8230;<\/p>\n<p>\u201cMaria, Maria, \u00e9 um dom, uma certa magia,<br \/>\nUma for\u00e7a que nos alerta<br \/>\nUma mulher que merece viver e amar como<br \/>\nOutra qualquer do planeta<br \/>\nMaria, Maria, \u00e9 o som, \u00e9 a cor, \u00e9 o suor,<br \/>\n\u00c9 a dose mais forte e lenta<br \/>\nDe uma gente que ri quando deve chorar<br \/>\nE n\u00e3o vive, apenas ag\u00fcenta<br \/>\nMas \u00e9 preciso ter for\u00e7a, \u00e9 preciso ter ra\u00e7a,<br \/>\n\u00c9 preciso ter sonho, sempre<br \/>\nQuem traz na pele essa marca possui a<br \/>\nEstranha mania de ter f\u00e9 na vida\u201d<br \/>\n(Maria, Maria de Milton Nascimento e Fernando Brant)<\/p>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n  \n<p>Era uma personalidade incomum. Forte, vibrante e de muita coragem. Mas muito simp\u00e1tica e bonita, tal como descrevem aqueles que com ela conviveram.<\/p>\n<p>Maria de Carvalho Leite nasceu em Bonfim da Feira, Bahia, no dia 10 de setembro de 1900, onde passou toda a sua inf\u00e2ncia. Muito alegre e expansiva, ainda crian\u00e7a j\u00e1 mostrava habilidades art\u00edsticas, e pela poesia muito se interessava. Al\u00e9m do mais, tocava piano e gostava de pintura.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, n\u00e3o se limitou somente ao gosto pelas artes. Com 16 anos, diplomou-se pelo Educand\u00e1rio dos Perd\u00f5es. Lecionou um tempo neste pr\u00f3prio col\u00e9gio para depois ser professora no Gin\u00e1sio Carneiro Ribas, ambos em Salvador. Paralelamente ao magist\u00e9rio, escrevia nos jornais Di\u00e1rio de Not\u00edcias e O Imparcial, tendo ocupado neste \u00faltimo o cargo de redatora-chefe. Antes disso, foi a respons\u00e1vel pela ala feminina deste jornal, no qual publicou in\u00fameros sonetos e poemas.<\/p>\n<p>Por in\u00fameras raz\u00f5es, at\u00e9 mesmo por trabalhar num \u00f3rg\u00e3o de imprensa, passou a escrever cr\u00f4nicas e poesias com o pseud\u00f4nimo de Maria Dolores.<\/p>\n<p>Casou-se com o m\u00e9dico Odilon Machado. Todavia, n\u00e3o teve sucesso no seu casamento. Desquitou-se (na \u00e9poca, ainda n\u00e3o havia div\u00f3rcio), sem ter realizado o sonho de ser m\u00e3e. Aborrecida por n\u00e3o ter filhos, em 1936 adotou a menina Nilza Yara. Anos depois, viriam outras cinco meninas: Maria Regina e Maria Rita (1954), Leny e Eliene (1956) e Lisbeth (1959).<\/p>\n<p>Maria Dolores tornou-se esp\u00edrita, levada que foi pela sua ostensiva mediunidade, que a partir de ent\u00e3o a colocou no servi\u00e7o da caridade. Filiou-se ao \u201cMovimento da Boa Vontade\u201d, acolhendo em sua pr\u00f3pria casa mais de uma dezena de crian\u00e7as, a elas dando educa\u00e7\u00e3o, roteiro para a vida e, principalmente, muito amor.<\/p>\n<p>Sempre na seara do Bem, Maria Dolores fundou o grupo \u201cAs Mensageiras do Bem\u201d, que se reunia para auxiliar a popula\u00e7\u00e3o pobre da cidade de Salvador, principalmente dos bairros da Liberdade, Pelourinho e adjac\u00eancias. Nas datas festivas, distribu\u00eda em sua casa, por sua pr\u00f3pria conta, roupas e g\u00eaneros aliment\u00edcios.<\/p>\n<p>Suas preocupa\u00e7\u00f5es sociais, entretanto, n\u00e3o paravam por a\u00ed, pois que, em suas cr\u00f4nicas e poesias, sempre fazia apelos contundentes para um mundo melhor, mais justo. Em nome da sabedoria da natureza, da uni\u00e3o, da esperan\u00e7a, da alegria e do amor, sua palavra de ordem era exaltada pela diminui\u00e7\u00e3o das diferen\u00e7as sociais, pela elimina\u00e7\u00e3o dos preconceitos e, sobretudo, pela defesa dos direitos humanos.<\/p>\n<p>Antes do seu desencarne, em 1959, retirou da escrivaninha muito do que havia escrito, e publicou um livro: \u201cCiranda da Vida\u201d, sua \u00fanica obra editada em vida. S\u00e3o poesias e cr\u00f4nicas enfeixadas numa raridade editorial, e o resultado das vendas todo em benef\u00edcio da institui\u00e7\u00e3o \u201cLar das Meninas Sem Lar\u201d.<\/p>\n<p>Hoje, como esp\u00edrito, nos d\u00e1 valiosa contribui\u00e7\u00e3o, por meio da psicografia do m\u00e9dium Francisco C\u00e2ndido Xavier. Em 1971, a Federa\u00e7\u00e3o Esp\u00edrita Brasileira publicou seu livro Antologia da Espiritualidade. Logo depois, outros livros foram lan\u00e7ados, por outras editoras, sempre pela psicografia de Chico Xavier.<\/p>\n<p>Divaldo Pereira Franco, em v\u00e1rias oportunidades, tamb\u00e9m tem recebido poemas assinados por Maria Dolores, todos de rara beleza. Alguns deles at\u00e9 foram publicados pela revista Presen\u00e7a Esp\u00edrita e outros peri\u00f3dicos esp\u00edritas.<\/p>\n<p>Como a evolu\u00e7\u00e3o nunca p\u00e1ra, Maria Dolores ainda continua na sua marcha para o Bem, transmitindo-nos li\u00e7\u00f5es fundamentadas no otimismo e na esperan\u00e7a. Enfim, est\u00edmulos poderosos para a conquista da nossa eleva\u00e7\u00e3o espiritual.<\/p>\n<p><strong>Ricardo P. Appendino<\/strong>[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][vc_tta_section title=&#8221;Pedro de Camargo Vin\u00edcius&#8221; tab_id=&#8221;1487662844995-9a6a7d31-c393&#8243;][vc_column_text]\t<div  class=\"row container \">\n<div class=\"small-12    large-4  columns   \"  ><div class=\"column-inner\"  >\n<img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-409\" src=\"http:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/pedro-camargo-vinicius-225x300.jpg\" alt=\"pedro-camargo-vinicius\" width=\"225\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/pedro-camargo-vinicius-225x300.jpg 225w, https:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/pedro-camargo-vinicius-768x1024.jpg 768w, https:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/pedro-camargo-vinicius.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><\/p>\n<\/div><\/div>\n<div class=\"small-12    large-8  columns   \"  ><div class=\"column-inner\"  >\n<h2>Pedro de Camargo Vin\u00edcius<\/h2>\n<p>Nascido no dia 7 de maio de 1878, na cidade de Piracicaba, Estado de S. Paulo, e desencarnado no dia 11 de outubro de 1966, na cidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>N\u00e3o se pode fazer o esbo\u00e7o hist\u00f3rico do Espiritismo no Estado de S. Paulo, na primeira metade do presente s\u00e9culo, sem levar em considera\u00e7\u00e3o a personalidade inconfund\u00edvel de Pedro de Camargo, mais conhecido pelo pseud\u00f4nimo de Vin\u00edcius.<\/p>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n  \n<p>Os seus primeiros anos de escolaridade foram feitos no Col\u00e9gio Piracicabano, educand\u00e1rio de orienta\u00e7\u00e3o metodista, de funda\u00e7\u00e3o norte-americana. A diretora do estabelecimento era ent\u00e3o a mission\u00e1ria Martha H. Watts, de quem Pedro de Camargo guardou sempre as mais caras recorda\u00e7\u00f5es e grande admira\u00e7\u00e3o. S\u00e3o dele as seguintes palavras extra\u00eddas de um artigo que escreveu por ocasi\u00e3o da desencarna\u00e7\u00e3o daquela mission\u00e1ria, ocorrida nos Estados Unidos: \u00b4Sempre que se oferecia ensejo de inocular princ\u00edpios de virtude e regras de moral, era quando se mostrava admir\u00e1vel, comprovando a rara e excepcional compet\u00eancia de que fora dotada para exercer t\u00e3o sublime miss\u00e3o.<\/p>\n<p>Eu bem me lembro que perto de Miss Watts ningu\u00e9m era capaz de mentir ou dissimular; as traquinadas e travessuras, escondidas cautelosamente, eram- lhe fielmente narradas quando nos interpelava, tal o imp\u00e9rio que sobre n\u00f3s sabia exercer, sem jamais usar para isso de outro meio que n\u00e3o a for\u00e7a do bem e o devotamento com que praticava seu sagrado sacerd\u00f3cio.<\/p>\n<p>Muito lhe deve a sociedade piracicabana; muito lhe devem seus ex-alunos; muito lhe devo eu.<\/p>\n<p>Os princ\u00edpios salutares de moral que me ministrou, assim como os conselhos elevados que me dispensou com tanto carinho e solicitude durante minha inf\u00e2ncia, repercutem- me ainda na alma como uma voz amiga que me dirige os passos, e por isso, ao saber que ela j\u00e1 n\u00e3o mais vive na Terra, rendo- lhe este preito de homenagem, simples e singelo, por\u00e9m sincero e verdadeiro, como que desfolhando sobre a campa da querida mestra umas p\u00e9talas humildes que em seguida o vento arrebatar\u00e1, mas cujo t\u00eanue perfume chegar\u00e1 at\u00e9 ela, levando- lhe o penhor de minha gratid\u00e3o pelo muito que de suas benfazejas m\u00e3os recebi.\u00b4<\/p>\n<p>Durante muitos anos, Pedro de Camargo presidiu a Sociedade de Cultura Art\u00edstica, de Piracicaba, tendo a oportunidade de levar para l\u00e1 famosos artistas.<\/p>\n<p>Jamais teve tend\u00eancia para a pol\u00edtica. Chegou a assumir uma cadeira de Vereador, na C\u00e2mara Municipal de Piracicaba, eleito por indica\u00e7\u00e3o do extinto Partido Republicano. Como n\u00e3o quisesse \u00b4seguir outra disciplina que n\u00e3o fosse a do dever, e ouvir outra voz que n\u00e3o a da raz\u00e3o e da consci\u00eancia\u00b4, dizia ele mais tarde &#8212; esse crit\u00e9rio n\u00e3o serviu ao Partido, por isso n\u00e3o o quiseram mais.<\/p>\n<p>Os estudos bl\u00edblicos eram met\u00f3dicos no Col\u00e9gio Piracicabano, de maneira que Pedro de Camargo se tornou um dos maiores entusiastas dessa mat\u00e9ria, tornando- se mais tarde uma das maiores autoridades no trato da exegese evang\u00e9lica.<\/p>\n<p>No ano de 1904, foi fundada em Piracicaba a primeira institui\u00e7\u00e3o esp\u00edrita da cidade, com o nome de Igreja Esp\u00edrita Fora da Caridade n\u00e3o h\u00e1 Salva\u00e7\u00e3o. Dentre os seus fundadores salientava- se a figura veneranda de Jo\u00e3o Le\u00e3o Pitta. O funcionamento dessa tradicional institui\u00e7\u00e3o acarretou a esse pioneiro uma s\u00e9rie de persegui\u00e7\u00f5es movidas por inspira\u00e7\u00e3o de outras entidades religiosas, chegando ao ponto de n\u00e3o conseguir nem mesmo um emprego, t\u00e3o necess\u00e1rio para o amparo de sua fam\u00edlia, a qual ficou mais de um ano na emin\u00eancia de completo desamparo.<\/p>\n<p>Um ano mais tarde, em 1905, Pedro de Camargo interessou- se pelo Espiritismo, uma vez que nele encontrou a solu\u00e7\u00e3o para tudo aquilo que constitu\u00eda inc\u00f3gnitas em seu Esp\u00edrito. Tomando conhecimento do que sucedia com Le\u00e3o Pitta, prontamente o empregou em sua loja de ferragens e, como segundo passo, desfez a sec\u00e7\u00e3o de armas de fogo que representava apreci\u00e1vel fonte de renda em seu estabelecimento comercial.<\/p>\n<p>Durante cerca de trinta anos, Pedro de Camargo desenvolveu, em sua cidade natal, prof\u00edcuo e intenso trabalho de divulga\u00e7\u00e3o das verdades evang\u00e9licas \u00e0 luz da Doutrina Esp\u00edrita. Nessa \u00e9poca passou a adotar o pseud\u00f4nimo de Vin\u00edcius; suas prele\u00e7\u00f5es eram estenografadas e logo em seguida largamente difundidas, fazendo com que sua fama se propagasse por toda a circunvizinhan\u00e7a.<\/p>\n<p>No ano de 1938, transferiu seu domic\u00edlio para a cidade de S. Paulo. Ali substituiu o confrade Moreira Machado na presid\u00eancia da Uni\u00e3o Federativa Esp\u00edrita Paulista e, juntamente com Thietre Diniz Cintra, fundou uma escola para evangeliza\u00e7\u00e3o da inf\u00e2ncia e juventude, tendo para tanto elaborado normas e diretrizes para esse g\u00eanero de educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 1939 tornou- se um dos diretores do Programa Radiof\u00f4nico Esp\u00edrita Evang\u00e9lico do Brasil, levado ao ar, diariamente, atrav\u00e9s da R\u00e1dio Educadora de S. Paulo. Em 31 de mar\u00e7o de 1940, quando a Uni\u00e3o Federativa Esp\u00edrita Paulista fundou a R\u00e1dio Piratininga, emissora de cunho nitidamente esp\u00edrita, Vin\u00edcius foi eleito seu diretor- superintendente e, em companhia de outros valores do Espiritismo paulista, orientou aquela emissora e seu programa esp\u00edrita di\u00e1rio at\u00e9 o ano de 1942.<\/p>\n<p>Nessa \u00e9poca Vin\u00edcius j\u00e1 havia se integrado na Federa\u00e7\u00e3o Esp\u00edrita do Estado de S. Paulo, tornando- se um dos seus conselheiros e ali introduzindo as suas \u00b4Tert\u00falias Evang\u00e9licas\u00b4, realizadas todos os domingos de manh\u00e3, com apreci\u00e1vel assist\u00eancia que invariavelmente superlotava o seu sal\u00e3o.<\/p>\n<p>Durante muitos anos, foi delegado da Federa\u00e7\u00e3o Esp\u00edrita Brasileira, em S. Paulo, representando- a em todas as solenidades onde a sua presen\u00e7a se fazia necess\u00e1ria.<\/p>\n<p>Quando a Federa\u00e7\u00e3o Esp\u00edrita do Estado de S. Paulo, em mar\u00e7o de 1944, lan\u00e7ou o seu \u00f3rg\u00e3o \u00b4O Semeador\u00b4, Vin\u00edcius foi designado seu diretor- gerente, cargo que desempenhou durante mais de uma d\u00e9cada, emprestando \u00e0quele jornal a sua costumada coopera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em outubro de 1949, em companhia de Carlos Jord\u00e3o da Silva, integrou a representa\u00e7\u00e3o do Estado de S. Paulo junto ao II Congresso Esp\u00edrita Pan- americano, conclave de grande repercuss\u00e3o que se realizou no Rio de Janeiro. No ensejo desse acontecimento, reuniram- se na antiga Capital Federal v\u00e1rias representa\u00e7\u00f5es de entidades esp\u00edritas de \u00e2mbito estadual, as quais, numa feliz gest\u00e3o, conseguiram materializar o sonho de muitos seareiros esp\u00edritas, criando o Conselho Federativo Nacional e assinando o c\u00e9lebre Pacto \u00c1ureo de Unifica\u00e7\u00e3o. Pedro de Camargo foi um dos signat\u00e1rios desse importante instrumento de pacifica\u00e7\u00e3o esp\u00edrita nacional, no dia 5 de outubro de 1949.<\/p>\n<p>Vin\u00edcius foi ass\u00edduo colaborador de numerosos \u00f3rg\u00e3os esp\u00edritas. De sua bibliografia destacamos os livros: \u00b4Em torno do Mestre\u00b4, \u00b4Na Seara do Mestre\u00b4, \u00b4Nas Pegadas do Mestre\u00b4, \u00b4Na Escola do Mestre\u00b4, \u00b4O Mestre na Educa\u00e7\u00e3o\u00b4, e \u00b4Em Busca do Mestre\u00b4, obras de marcante relev\u00e2ncia no campo da divulga\u00e7\u00e3o evang\u00e9lico-doutrin\u00e1ria.<\/p>\n<p>A sua a\u00e7\u00e3o se fez sentir vigorosamente quando se cogitou da funda\u00e7\u00e3o de uma institui\u00e7\u00e3o educacional esp\u00edrita. Lutou durante muitos anos por esse ideal. Exultou- se com a funda\u00e7\u00e3o do Educand\u00e1rio Pestalozzi, na cidade de Fran\u00e7a, entretanto, o seu sonho concretizou- se quando da funda\u00e7\u00e3o do \u00b4Instituto Esp\u00edrita de Educa\u00e7\u00e3o\u00b4, do qual foi presidente. No \u00e2mbito desse instituto foi fundado o \u00b4Externato Hil\u00e1rio Ribeiro\u00b4, em cuja dire\u00e7\u00e3o permaneceu at\u00e9 o ano de 1962.<\/p>\n<p>A par de todas essas atividades, Pedro de Camargo ocupava assiduamente as tribunas das institui\u00e7\u00f5es esp\u00edritas, principalmente as da Capital do Estado, tornando- se um dos oradores mais requisitados e o que sempre conseguia atrair maior assist\u00eancia. Homem dotado de ilibado car\u00e1ter, comedido em suas atitudes e de moral inatac\u00e1vel, tornou- se, de direito e de fato, verdadeira bandeira do movimento esp\u00edrita. Quando seu nome figurava \u00e0 testa de qualquer realiza\u00e7\u00e3o, esta infundia confian\u00e7a e respeito, dada a indiscut\u00edvel proje\u00e7\u00e3o do seu nome e a sua qualidade de paladino das causas boas e nobres.<\/p>\n<p>Vin\u00edcius tamb\u00e9m teve not\u00f3ria atua\u00e7\u00e3o no campo da assist\u00eancia social esp\u00edrita, situando, entretanto, em primeiro plano o trabalho em prol do esclarecimento evang\u00e9lico- doutrin\u00e1rio, imprescind\u00edvel \u00e0 ilumina\u00e7\u00e3o interior dos homens.<\/p>\n<p>Fonte: site <a href=\"http:\/\/www.espirito.org.br\" target=\"_blank\">www.espirito.org.br<\/a>[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][vc_tta_section title=&#8221;Peixotinho&#8221; tab_id=&#8221;1487662892736-6beefb84-3f24&#8243;][vc_column_text]\t<div  class=\"row container \">\n<div class=\"small-12    large-4  columns   \"  ><div class=\"column-inner\"  >\n<img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-411\" src=\"http:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Francisco-Peixoto-Lins-Peixotinho-250x300.jpg\" alt=\"Francisco Peixoto Lins (Peixotinho)\" width=\"250\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Francisco-Peixoto-Lins-Peixotinho-250x300.jpg 250w, https:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Francisco-Peixoto-Lins-Peixotinho.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 250px) 100vw, 250px\" \/><\/p>\n<\/div><\/div>\n<div class=\"small-12    large-8  columns   \"  ><div class=\"column-inner\"  >\n<h2>Peixotinho<\/h2>\n<p>Dentre os grandes vultos da doutrina esp\u00edrita de nosso pa\u00eds, temos que inscrever o nome de Francisco Peixoto Lins, o \u201cPeixotinho\u201d, not\u00e1vel m\u00e9dium de efeitos f\u00edsicos, considerado o maior m\u00e9dium de materializa\u00e7\u00f5es do Brasil.<\/p>\n<p>Nasceu em Pacatuba, no Cear\u00e1, em 01 de fevereiro de 1905, e desencarnou em Campos, no Rio de Janeiro, em 16 de junho de 1966.<\/p>\n<p>Teve uma inf\u00e2ncia cheia de dificuldades pois, tendo perdido os pais muito novo, foi criado por seus tios.<\/p>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n  \n<p>O desejo de seus tios era v\u00ea-lo seguir a carreira eclesi\u00e1stica. Matricularam-no no semin\u00e1rio onde Peixotinho teve v\u00e1rias puni\u00e7\u00f5es disciplinares por \u201cousar\u201d contestar os dogmas da Igreja, uma vez que ele n\u00e3o entendia a raz\u00e3o de tantas diversidades. Se somos todos filhos de Deus, quais as raz\u00f5es de uns nascerem sadios perfeitos e outros doentes e deformados?<\/p>\n<p>Na primeira fase de sua vida teve que conviver com os primeiros ind\u00edcios de uma mediunidade extraordin\u00e1ria que muito o debilitou por desconhecer tais fen\u00f4menos, e no seu conv\u00edvio ningu\u00e9m estava preparado para ajud\u00e1-lo.Foi acometido de catalepsia e dado como morto pelos pr\u00f3prios familiares que quase o sepultaram vivo. Nesta ocasi\u00e3o um vizinho bondoso o levou at\u00e9 um Centro Esp\u00edrita e, em menos de um m\u00eas, apresentou melhoras sens\u00edveis. Neste Centro trabalhava o grande tribuno esp\u00edrita Viana de Carvalho, que lhe falou da reencarna\u00e7\u00e3o e das leis imut\u00e1veis de nosso Pai Maior.<\/p>\n<p>No livro \u201cPersonagens do Espiritismo\u201d, seus autores Antonio de Souza Lucena e Paulo Alves Godoy apontam a fase obsessiva porque passou Peixotinho como sua \u201cEstrada de Damasco\u201d, onde descobriu a incomensur\u00e1vel bondade de Deus e a oportunidade dada a todos na caminhada rumo \u00e0 reden\u00e7\u00e3o espiritual.<\/p>\n<p>Pobre na verdadeira acep\u00e7\u00e3o do termo, Peixotinho jamais admitiu tirar o mais insignificante proveito pessoal em decorr\u00eancia de suas faculdades, impondo-se a esse respeito rigorosa conduta, modelo a ser seguido dentro da Doutrina, dando de gra\u00e7a o que de gra\u00e7a se recebe. As faculdades medi\u00fanicas n\u00e3o s\u00e3o bens dispon\u00edveis e negoci\u00e1veis.<\/p>\n<p>A gama de faculdades medi\u00fanicas de Peixotinho era das mais variadas, mas, a que despertava maior aten\u00e7\u00e3o, eram os fen\u00f4menos de materializa\u00e7\u00f5es, dos quais apontaremos apenas alguns.<\/p>\n<p>Os transportes de pedras e de cristais eram comuns. Incomum era a origem das pedras. Umas eram de algum lugar do Oceano Pac\u00edfico; outras do Paraguai, Inglaterra e outras do Mar Morto. Algumas destas pedras estavam impregnadas de perfumes e de odores totalmente desconhecidos, por\u00e9m, agrad\u00e1veis ao olfato. O fen\u00f4meno do transporte de pedras tem o nome t\u00e9cnico de aporte, e \u00e9 muito raro.<\/p>\n<p>Muitos dos objetos materializados nas sess\u00f5es em que Peixotinho participava est\u00e3o no Museu Allan Kardec, no munic\u00edpio de Campos. Alem dos objetos j\u00e1 citados, no museu tamb\u00e9m podem ser vistos fotos e cartas que Chico Xavier enviava ao m\u00e9dium.<\/p>\n<p>Nas sess\u00f5es aconteciam assist\u00eancias espirituais e, por vezes, at\u00e9 cirurgias, al\u00e9m de muito estudo da codifica\u00e7\u00e3o e das obras esp\u00edritas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das materializa\u00e7\u00f5es de pedras e cristais, havia a moldagem de m\u00e3os, p\u00e9s e rostos em parafina, dos esp\u00edritos que ali se materializavam. Em algumas sess\u00f5es aconteceram fen\u00f4menos de escrita direta de esp\u00edrito no papel, n\u00e3o havendo nem caneta e nem l\u00e1pis junto ao mesmo.<\/p>\n<p>A irm\u00e3 Scheila materializou-se em uma das reuni\u00f5es e deixou escrito determinado Hino, de tr\u00e1s para frente e, que s\u00f3 pode ser lido do lado inverso ou ante um espelho.<\/p>\n<p>Recebeu mensagens em Japon\u00eas sendo umas escritas no idioma cl\u00e1ssico ou hiragan\u00e1 e outra no dialeto popular chamado tacan\u00e1. Estas explica\u00e7\u00f5es foram dadas pelo Esp\u00edrito Tongo, que se materializou em uma sess\u00e3o e deu as explica\u00e7\u00f5es, em vista da dificuldade que teve uma professora de Japon\u00eas, para fazer a tradu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com Peixotinho aconteciam coisas realmente extraordin\u00e1rias. Uma das mais interessantes aconteceu em uma reuni\u00e3o onde, ao psicografar com uma m\u00e3o, dava mensagem de car\u00e1ter cient\u00edfico, e com a outra de teor filos\u00f3fico, enquanto transmitia uma mensagem psicof\u00f4nica ou seja, tr\u00eas esp\u00edritos se comunicando ao mesmo tempo, pelo mesmo m\u00e9dium.<\/p>\n<p>Pesquisando a vida e a obra de Peixotinho, podemos constatar que ele contribuiu sobremaneira para a difus\u00e3o e comprova\u00e7\u00e3o da parte fenom\u00eanica do espiritismo. A comprova\u00e7\u00e3o daquela vida din\u00e2mica do esp\u00edrito que era revelada nos livros, sobretudo de Andr\u00e9 Luiz, tinha tantas semelhan\u00e7as com os fen\u00f4menos produzidos por Peixotinho, que nos deixa a impress\u00e3o que as revela\u00e7\u00f5es feitas atrav\u00e9s de Chico Xavier; a refer\u00eancia feita aos fen\u00f4menos de efeitos f\u00edsicos, sobretudo das materializa\u00e7\u00f5es, tem como exemplo algumas das reuni\u00f5es de Peixotinho, tal a similaridade dos fatos, como se pode ver no livro \u201cMission\u00e1rios da Luz\u201d.<\/p>\n<p>Uma das maiores contribui\u00e7\u00f5es de Peixotinho para com o movimento esp\u00edrita foi o papel que ele desempenhou na consolida\u00e7\u00e3o da utiliza\u00e7\u00e3o da Homeopatia. Hoje a Homeopatia j\u00e1 foi admitida nos meios acad\u00eamicos e no tratamento da moderna medicina, liberando os esp\u00edritos das prescri\u00e7\u00f5es posto que os m\u00e9dicos homeopatas est\u00e3o para atender e receitar os rem\u00e9dios homeop\u00e1ticos.<\/p>\n<p>A vida medi\u00fanica deste valoroso m\u00e9dium \u00e9 a constata\u00e7\u00e3o definitiva que as verdades e os fen\u00f4menos esp\u00edritas podem ser comprovados cientificamente. J\u00e1 passamos da fase das comprova\u00e7\u00f5es, cabendo-nos, agora, o estudo, o aprendizado e a efetiva aplica\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios da doutrina Esp\u00edrita e, em especial, a caridade que ele t\u00e3o bem soube praticar.<\/p>\n<p><strong>Jose Carlos Branco<\/strong>[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][vc_tta_section title=&#8221;Scheilla&#8221; tab_id=&#8221;1487662926305-23d12085-e5f9&#8243;][vc_column_text]\t<div  class=\"row container \">\n<div class=\"small-12    large-4  columns   \"  ><div class=\"column-inner\"  >\n<img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-415\" src=\"http:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Scheilla-208x300.jpg\" alt=\"Scheilla\" width=\"208\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Scheilla-208x300.jpg 208w, https:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Scheilla.jpg 250w\" sizes=\"(max-width: 208px) 100vw, 208px\" \/><\/p>\n<\/div><\/div>\n<div class=\"small-12    large-8  columns   \"  ><div class=\"column-inner\"  >\n<h2>Scheilla<\/h2>\n<p>Seu nome \u00e9 &#8230;<\/p>\n<p><strong>\u201cGuerra, guerra, guerra&#8230;\u201d<\/strong><\/p>\n<p>E assim repetiu v\u00e1rias vezes. Era um esp\u00edrito comunicando-se pelo m\u00e9dium Francisco Peixoto Lins, o Peixotinho, na cidade de Maca\u00e9, estado do Rio de Janeiro. Foi na \u00e9poca da Segunda Guerra Mundial, por volta de 1943, quando um grupo se reunia para iniciar um trabalho de ora\u00e7\u00f5es para as v\u00edtimas dos combates.<\/p>\n<p><strong>\u201cQuando a dor chegar para voc\u00ea, serei a promessa de al\u00edvio e consola\u00e7\u00e3o&#8230;\u201d<\/strong><\/p>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n  \n<p>Depois, o esp\u00edrito viria a identificar-se como um alem\u00e3o de nome Rodolfo, que fora convocado para a guerra. Contou tamb\u00e9m que servira como oficial-m\u00e9dico e que ouvira de seu pai, em outras ocasi\u00f5es, que jamais deveria matar. Matar, nunca, \u00e9 o que seu pai sempre lhe dizia. Da\u00ed em diante, assumiu o compromisso de que sua miss\u00e3o era salvar, n\u00e3o matar.<\/p>\n<p><strong>\u201cSe o cen\u00e1rio se converter em noite escura, serei a estrela-guia para o rumo certo&#8230;\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Ocorre que, quando a Alemanha dominou a Pol\u00f4nia, os oficiais poloneses vencidos foram enfileirados para serem fuzilados. Dentre os oficiais alem\u00e3es encarregados da execu\u00e7\u00e3o, um deles recusou-se a faz\u00ea-lo. Era ele, Rodolfo.<\/p>\n<p><strong>\u201cQuando a fadiga se apresentar, serei o abrigo seguro e espec\u00edfico&#8230;\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Essa recusa, por\u00e9m, valeu para ele uma senten\u00e7a: a morte. Sumariamente condenado, como traidor da p\u00e1tria, foi executado ao lado dos oficiais poloneses, a sangue frio, impiedosamente.<\/p>\n<p><strong>\u201cQuando os conflitos se fizerem presentes, serei a indica\u00e7\u00e3o para a calma e a fraternidade&#8230;\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Continuando seu relato, contou tamb\u00e9m que, logo ap\u00f3s o seu desencarne, manifestou-se espiritualmente ao pai e disse: \u201cPai, j\u00e1 estou em outra dimens\u00e3o da vida. Cumpri a palavra empenhada. N\u00e3o matei, preferi morrer\u201d.<\/p>\n<p><strong>\u201cEm todos os momentos, desejo ser sua companheira fiel&#8230;\u201d<\/strong><\/p>\n<p>E o esp\u00edrito Rodolfo, que assinava \u201cO Fuzilado\u201d, continuava a se manifestar por Peixotinho. Certa vez, disse: \u201cOrem por minha irm\u00e3, ela est\u00e1 correndo perigo\u201d. Passados alguns dias, novamente manifesta-se e diz: \u201cMinha irm\u00e3 acabou de desencarnar. Foi v\u00edtima de bombardeio da avia\u00e7\u00e3o. Ela e meu pai desencarnaram\u201d. Dias depois, numa noite memor\u00e1vel, confirmando o que dissera Rodolfo, o esp\u00edrito de uma jovem loura materializava-se diante do grupo. Era ela, sua irm\u00e3, e se apresentava com o nome de Scheilla.<\/p>\n<p><strong>\u201cSou amiga de todos, embora quase sempre encontre guarida entre os crentes e idealistas&#8230;\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Dela se sabe, entre tantos exemplos de amor e caridade que, antes de desencarnar, aos 28 anos, atuava como enfermeira, ajudando no atendimento aos feridos nos combates da guerra; e que se esquecia de si mesma, pois pensava apenas em aliviar os sofredores. Ap\u00f3s sua morte f\u00edsica, tudo indica tamb\u00e9m que Scheilla tenha se vinculado \u00e0s falanges espirituais que atuam em nome de Jesus, principalmente aqui no Brasil.<\/p>\n<p><strong>\u201cHoje, bato \u00e0 sua porta. N\u00e3o me recuse morada em seu cora\u00e7\u00e3o&#8230;\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Antes da sua \u00faltima encarna\u00e7\u00e3o na Alemanha, por\u00e9m, temos not\u00edcias apenas de uma outra exist\u00eancia sua aqui na Terra. Foi na Fran\u00e7a, no s\u00e9culo XVI, quando se chamava Joana Francisca Fr\u00e9miot. Joana nasceu em Dijon, em 28\/1\/1572, e desencarnou em Moulins, em 13\/12\/1641. Casou-se aos 20 anos com o Bar\u00e3o de Chantal, que pouco tempo depois viria a desencarnar. Desde ent\u00e3o passou a dividir sua vida entre ora\u00e7\u00f5es e obras de caridade, al\u00e9m de educar seus 4 filhos. Em 1610, junto com o bispo de Genebra, Francisco de Salles, fundou em Annecy a Congrega\u00e7\u00e3o da Visita\u00e7\u00e3o, que chegou a contar, no ano da sua morte, com 87 conventos e 6.500 religiosos. Em reconhecimento \u00e0 sua obra, em 1767 viria a ser canonizada pela Igreja Cat\u00f3lica, mais de um s\u00e9culo ap\u00f3s o seu desencarne, passando para a hist\u00f3ria como Santa Joana de Chantal.<\/p>\n<p><strong>\u201cAonde chego, renovo os pensamentos e vivifico a certeza no futuro melhor&#8230;\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Ainda no grupo do m\u00e9dium Peixotinho, as manifesta\u00e7\u00f5es dela vinham se repetindo v\u00e1rias vezes, seguidas de outros fen\u00f4menos de efeitos f\u00edsicos, tais como o aparecimento de flores e outros objetos que trazia ao ambiente. Visualmente, \u00e9 conhecida em todo o pa\u00eds por meio de um retrato medi\u00fanico seu, que durante uma materializa\u00e7\u00e3o a revelou de olhos azuis, pele clara, cabelos muito louros e um suave sorriso. Sorriso, ali\u00e1s, que lhe inspiram simpatia e amizade.<\/p>\n<p><strong>\u201cSou irm\u00e3 do otimismo e filha da confian\u00e7a em Deus&#8230;\u201d<\/strong><\/p>\n<p>A presen\u00e7a de Scheilla tem sido registrada por v\u00e1rios m\u00e9diuns em diversos grupos esp\u00edritas do pa\u00eds. Escorada na virtude da caridade, com especial carinho e dedica\u00e7\u00e3o oferece assist\u00eancia aos enfermos do corpo e do esp\u00edrito. Al\u00e9m do mais, Scheilla sempre se caracterizou por trazer mensagens de alento e consola\u00e7\u00e3o, renovando o \u00e2nimo e fortalecendo a f\u00e9 no amor divino.<\/p>\n<p><strong>\u201cAgora, sou tamb\u00e9m sua irm\u00e3.<br \/>\nD\u00ea-me sua m\u00e3o.<br \/>\nVenha comigo.<br \/>\nMeu nome \u00e9 ESPERAN\u00c7A\u201d.<\/strong><\/p>\n<p>PS: Os fragmentos de trecho, em negrito, comp\u00f5em uma das mensagens ditadas pelo esp\u00edrito Scheilla ao m\u00e9dium Clayton Levy, e est\u00e1 no livro \u201cA Mensagem do Dia\u201d.[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][vc_tta_section title=&#8221;Therezinha Oliveira&#8221; tab_id=&#8221;1487663054373-e7c66f77-b4d2&#8243;][vc_column_text]\t<div  class=\"row container \">\n<div class=\"small-12    large-4  columns   \"  ><div class=\"column-inner\"  >\n<img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-417\" src=\"http:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Therezinha-oliveira-286x300.jpg\" alt=\"Therezinha-oliveira\" width=\"286\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Therezinha-oliveira-286x300.jpg 286w, https:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Therezinha-oliveira.jpg 424w\" sizes=\"(max-width: 286px) 100vw, 286px\" \/><\/p>\n<\/div><\/div>\n<div class=\"small-12    large-8  columns   \"  ><div class=\"column-inner\"  >\n<h2>Therezinha Oliveira<\/h2>\n<p>Natural de Cravinhos-SP, passou parte da sua inf\u00e2ncia em Santos e, ap\u00f3s a morte do seu pai, em 1940, morou por um tempo com a m\u00e3e e seus irm\u00e3os em Ribeir\u00e3o Preto. Por\u00e9m, foi em Campinas, desde os seus 26 anos de idade, onde fixou resid\u00eancia. Por sua experi\u00eancia, conhecimento, ativa dedica\u00e7\u00e3o e fidelidade aos postulados esp\u00edritas, Therezinha Oliveira \u00e9 considerada um dos maiores \u00edcones do Espiritismo no Brasil.<\/p>\n<p>Ao longo dos seus 82 anos, proferiu mais de duas mil palestras em todo o Brasil e no exterior. Suas obras j\u00e1 ultrapassaram a marca de 700 mil exemplares publicados, sendo 300 mil de livros e 400 mil de livretos.<\/p>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n  \n<p>Ativa e moderna, criou o <a href=\"http:\/\/ceak.org.br\/therezinhaoliveira\/\" target=\"_blank\">Blog Therezinha Oliveira<\/a> em abril de 2010. Um colaborador do CEAK a ajudava com as quest\u00f5es t\u00e9cnicas e mais pr\u00e1ticas de acesso ao blog, mas era ela quem respondia pessoalmente aos posts. Com uma meta de duas postagens semanais, ainda no in\u00edcio, este n\u00famero chegou a atingir 20 postagens semanais.<\/p>\n<p>Foram 1.658 posts do in\u00edcio at\u00e9 sua \u00faltima postagem entre coment\u00e1rios e perguntas dos seus leitores sobre os mais diversos temas sobre a doutrina esp\u00edrita como mediunidade, desencarna\u00e7\u00e3o de entes queridos, sonhos e desequil\u00edbrios espirituais entre muitos outros. Em alguns casos D. Therezinha (como era carinhosamente chamada) estendia a conversa, marcava com o leitor no CEAK para melhor esclarec\u00ea-lo e ajud\u00e1-lo de forma mais pr\u00f3xima.<\/p>\n<p>Sua \u00faltima postagem aconteceu no dia 26 de agosto de 2013, \u00e0s 15h31, esclarecendo d\u00favidas de uma leitora que sofria com alguns efeitos ap\u00f3s receber o passe em uma casa esp\u00edrita n\u00e3o identificada. A leitora leu um texto sobre PASSE \u2013 ALGUNS EFEITOS NOS ASSISTIDOS.<\/p>\n<p>Therezinha desencarnou em Campinas, dois dias depois, em dia 28 de agosto de 2013. Seu blog ainda est\u00e1 no ar. Conhe\u00e7a: <a href=\"http:\/\/ceak.org.br\/therezinhaoliveira\/\" target=\"_blank\">BLOG DA THEREZINHA<\/a>[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][vc_tta_section title=&#8221;William Crookes&#8221; tab_id=&#8221;1487662966041-f93c6cad-6d52&#8243;][vc_column_text]\t<div  class=\"row container \">\n<div class=\"small-12    large-4  columns   \"  ><div class=\"column-inner\"  >\n<img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-419\" src=\"http:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/william-crookes-227x300.jpg\" alt=\"william-crookes\" width=\"227\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/william-crookes-227x300.jpg 227w, https:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/william-crookes.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 227px) 100vw, 227px\" \/><\/p>\n<\/div><\/div>\n<div class=\"small-12    large-8  columns   \"  ><div class=\"column-inner\"  >\n<h2>William Crookes<\/h2>\n<p>Nascido em Londres no dia 17 de junho de 1832, William Crookes desencarnou em 4 de abril de 1919, na cidade em que nascera.<\/p>\n<p>Ingl\u00eas de nascimento, educado sob a influ\u00eancia inglesa, tendo concorrido brilhantemente para aumentar a proje\u00e7\u00e3o da Inglaterra perante o mundo, William Crookes \u00e9, todavia, um nome universal, uma gl\u00f3ria que est\u00e1 acima das divis\u00f5es territoriais ou das confina\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas, porque a sua obra \u00e9 um dos maiores patrim\u00f4nios da Humanidade.<\/p>\n<p>Sir William Crookes foi professor substituto do Col\u00e9gio Real com vinte anos. (Os ingleses d\u00e3o o tratamento de &#8220;Sir&#8221; \u00e0s pessoas que t\u00eam t\u00edtulos especiais, estabelecendo, assim, a diferen\u00e7a entre aquele tratamento e o tratamento comum de &#8220;Mr.&#8221;, equilavente a &#8220;Senhor&#8221; em portugu\u00eas.<\/p>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n  \n<p>Crookes, segundo os costumes ingleses, tinha o tratamento de &#8220;Sir&#8221;). Em 1854 foi nomeado Inspetor da Se\u00e7\u00e3o de metereologia do Observat\u00f3rio de Radcliffe. Fundou, em 1864, o Quarterly Journal od Science. F\u00edsico not\u00e1vel, foi eleito membro da Sociedade Real em 1863. Dez anos depois, em 1873, quando j\u00e1 estava seriamente preocupado com os fen\u00f4menos esp\u00edritas, inventou o radi\u00f4metro. Sua fama correu o mundo. Em 1878 Crookes apresentou \u00e0 Sociedade Real o seu c\u00e9lebre trabalho sobre o 4o. estado da mat\u00e9ria, acontecimento cient\u00edfico de repercuss\u00e3o internacional. Admitido na Sociedade Qu\u00edmica de Londres, tornou-se uma das maiores figuras dessa importante sociedade, especialmente depois de seu estudo sobre a natureza dos corpos simples.<\/p>\n<p>Foi presidente da Royal Society (1913-15) e de v\u00e1rias sociedades de cultura.<\/p>\n<p>Consultor cient\u00edfico do Governo Brit\u00e2nico.<\/p>\n<p>Enriqueceu a ci\u00eancia com not\u00e1veis trabalhos originais: descoberta da mat\u00e9ria radiante, do talio, do radi\u00f4metro, etc. Obras: Expiriencias on Repulsion From Radiation, Vaccum Molecular Fisics (1878) Select Methods of Chemical Analisis, Reseaches in the fenomena of espiritualism (1878).<\/p>\n<p>Interessa-nos mais de perto, nesta p\u00e1gina, o papel de William Crookes no Espiritismo, uma vez que a sua obra no campo da F\u00edsica e da Qu\u00edmica \u00e9 t\u00e3o imensa, t\u00e3o not\u00e1vel, t\u00e3o comentada pelo mundo em fora, notadamente quando se fala na mat\u00e9ria radiante, que a sua biografia j\u00e1 se tornou largamente conhecida.<\/p>\n<p>Crookes assistiu por 3 anos em seu laborat\u00f3rio em Londres, \u00e0 materializa\u00e7\u00e3o integral de katie King, mediu, pesou e examinou meticulosamente o esp\u00edrito, constatando a realidade tang\u00edvel da imortalidade da alma e do poder extraordin\u00e1rio que possui o esp\u00edrito, de utilizar-se da mat\u00e9ria f\u00edsica para se tornar t\u00e3o real e vivo como os encarnados.<\/p>\n<p>\u00c9 bem verdade que certos homens de ci\u00eancia, que n\u00e3o t\u00eam, todavia, o verdadeiro &#8220;esp\u00edrito cient\u00edfico&#8221;, tamb\u00e9m investigaram a fenomenologia esp\u00edrita, chegaram a resultados positivos, mas n\u00e3o tiveram a coragem de Crookes, porque se subordinaram \u00e0s conveni\u00eancias do preconceito. Crookes n\u00e3o procedeu assim, n\u00e3o usou subterf\u00fagios, n\u00e3o criou termos amb\u00edguos: AFIRMOU, deu testemunho!<\/p>\n<p>Basta dizer que o livro Fatos Esp\u00edritas de William Crookes ainda n\u00e3o teve desmentido! De fato esse grande livro, que poderia muito bem ter o nome de Tratado da Ci\u00eancia Esp\u00edrita, como tantos outros livros de t\u00edtulos simples, inclusive o Liivro dos M\u00e9diuns, de Allan Kardec, reune as publica\u00e7\u00f5es feitas pelo cientista ingl\u00eas no &#8220;Quarterly Journal of Science&#8221;, em 1874. Durante muito tempo, com o rigor dos homens que fazem, de fato, ci\u00eancia, Crookes realizou experi\u00eancias com a m\u00e9dium Florence Cook, tendo deixado depoimento irrespond\u00edvel. A materializa\u00e7\u00e3o do esp\u00edrito de Katie King \u00e9 um fato cient\u00edfico em que William Crookes empenha toda a gl\u00f3ria de seu nome.<\/p>\n<p>Discursando, em 1898, no Congresso da Associa\u00e7\u00e3o Brit\u00e2nica, Crookes fez refer\u00eancias a suas investiga\u00e7\u00f5es no terreno do Espiritismo e afirmou solenemente: &#8220;Nada tenho que retratar dessas experi\u00eancias, e mantenho as minhas verifica\u00e7\u00f5es, j\u00e1 publicadas, podendo mesmo a elas acrescentar muita coisa&#8221;.<\/p>\n<p>Isto, como se v\u00ea, depois de vinte anos. E houve quem dissesse que William Crookes mudara de opini\u00e3o&#8230; A obra de William Crookes \u00e9 uma das colunas cient\u00edficas do Espiritismo. Em 1907 recebeu o pr\u00eamio Nobel de Qu\u00edmica, em 1910 foi agraciado com a &#8220;Ordem do M\u00e9rito&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Extra\u00eddo da revista &#8220;Curso de No\u00e7\u00f5es Elementares de Espiritismo&#8221;, 1967 &#8211; Texto de Deolindo Amorim (Revista Esp\u00edrita do Brasil, 1949)<\/strong>[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][vc_tta_section title=&#8221;Yvonne do Amaral Pereira&#8221; tab_id=&#8221;1487662999581-ae600609-7da5&#8243;][vc_column_text]\t<div  class=\"row container \">\n<div class=\"small-12    large-4  columns   \"  ><div class=\"column-inner\"  >\n<img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-420\" src=\"http:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/yvonne_do_amaral_pereira-1-230x300.jpg\" alt=\"yvonne_do_amaral_pereira-1\" width=\"230\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/yvonne_do_amaral_pereira-1-230x300.jpg 230w, https:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/yvonne_do_amaral_pereira-1-768x1004.jpg 768w, https:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/yvonne_do_amaral_pereira-1-784x1024.jpg 784w, https:\/\/ceak.org.br\/ceak\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/yvonne_do_amaral_pereira-1.jpg 828w\" sizes=\"(max-width: 230px) 100vw, 230px\" \/><\/p>\n<\/div><\/div>\n<div class=\"small-12    large-8  columns   \"  ><div class=\"column-inner\"  >\n<h2>Yvonne do Amaral Pereira<\/h2>\n<p>Dentre os grandes escritores esp\u00edritas que atrav\u00e9s dos tempos nos brindaram com obras de cunho moral e de grandes ensinamentos doutrin\u00e1rios, temos que colocar o nome de Yvonne do Amaral Pereira.<\/p>\n<p>Foi uma grande divulgadora da Doutrina e do Movimento Esp\u00edrita no Brasil.<\/p>\n<p>De not\u00e1vel mediunidade, atuou durante muitos anos como m\u00e9dium receitista, orientada por Bezerra de Menezes e outros grandes vultos do espiritismo, auxiliando a todos aqueles que a procuravam em busca de um lenitivo para seus males do corpo e da alma.<\/p>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n  \n<p>Tinha verdadeira paix\u00e3o pelo trabalho em prol dos suicidas. Em suas preces di\u00e1rias e em suas obras, especialmente \u201cMem\u00f3rias de um Suicida\u201d, buscou ajudar aqueles que, em desespero, tentaram ou atentaram contra a pr\u00f3pria vida, comprometendo severamente a evolu\u00e7\u00e3o espiritual que todos buscamos.<\/p>\n<p>Grande estudiosa do Evangelho e das obras Esp\u00edritas, teve in\u00fameros trabalhos e artigos publicados na revista \u201cReformador\u201d.<\/p>\n<p>Era uma preletora de admir\u00e1vel valor, tendo proferido palestras em diversos Centros e Casas Esp\u00edritas, sempre com a mesma dedica\u00e7\u00e3o com que atendia a todos em seu trabalho do dia-a-dia.<\/p>\n<p>Estudiosa que era, Yvonne Pereira sabia como poucos o Esperanto e atrav\u00e9s destes conhecimentos, comunicava-se com muitas outras pessoas do exterior, sempre em busca de novos aprendizados.<\/p>\n<p>Sua vida foi intensa em favor do pr\u00f3ximo. Deixou-nos um legado composto por v\u00e1rias obras de grande significa\u00e7\u00e3o e ensinamentos, atrav\u00e9s de seus livros medi\u00fanicos publicados pela Federa\u00e7\u00e3o Esp\u00edrita do Brasil.<\/p>\n<p>Tanto os romances quanto as hist\u00f3rias que psicografou e publicou, foram ditados e orientados por grandes vultos do espiritismo como Bezerra de Menezes, com quem teve maior contato, seja pela psicografia, seja pelos atendimentos di\u00e1rios, L\u00e9on Denis, Camilo Castelo Branco, L\u00e9on Tolstoi e muitos outros.<\/p>\n<p>Cada uma das obras de Yvonne Pereira mostra uma particularidade do mundo invis\u00edvel e uma grande li\u00e7\u00e3o a ser aprendida e vivida.<\/p>\n<p>Seus 12 livros publicados pela FEB est\u00e3o assim distribu\u00eddos: \u201cDevassando o Invis\u00edvel\u201d e \u201cRecorda\u00e7\u00f5es da Mediunidade\u201d, narram suas experi\u00eancias quando em desdobramento; nestas experi\u00eancias, foi sempre assistida pelos Esp\u00edritos Bezerra de Menezes e Charles .\u201cO Cavaleiro de Numiers\u201d, \u201cDrama da Bretanha\u201d e \u201cNas Voragens do Pecado\u201d, os dois primeiros esbo\u00e7ados por Roberto de Canalejas, foram conclu\u00eddos depois de 40 anos por Charles. \u201cMem\u00f3rias de um Suicida\u201d, ditado por Camilo Castelo Branco, que muito tem a ver com suas obras quando encarnado e, segundo Francisco Candido Xavier, \u00e9 o melhor livro que retrata o umbral. \u201cRessurrei\u00e7\u00e3o e Vida\u201d, livro de contos ditado por L\u00e9on Tolstoi. \u201cNas Telas do Infinito\u201d, traz em sua parte primeira uma hist\u00f3ria de Bezerra de Menezes e, na segunda, uma novela ditada por Camilo Castelo Branco, retratando uma narrativa recheada de emo\u00e7\u00f5es, sobre um castelo mal- assombrado. \u201cA Trag\u00e9dia de Santa Maria\u201d relata uma hist\u00f3ria de amor e \u201cDramas da Obsess\u00e3o\u201d, os dois ditados por Bezerra de Menezes. \u201cAmor e \u00d3dio\u201d, narrativa sobre o Esp\u00edrito Gast\u00e3o de Saint Pierre, ditada por Charles. \u201cSublima\u00e7\u00e3o\u201d, que trata das implica\u00e7\u00f5es morais e as danosas conseq\u00fc\u00eancias do suic\u00eddio, refletidas na vida al\u00e9m-t\u00famulo.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das obras publicadas, Yvonne Pereira nos legou outras obras de interesse como \u201cEvangelho aos Simples\u201d, \u201cA Lei de Deus\u201d, \u201cContos Amigos\u201d, \u201cPontos Doutrin\u00e1rios\u201d, \u201cO Livro de Eneida\u201d e \u201cA Fam\u00edlia Esp\u00edrita\u201d.<\/p>\n<p>Jorge Rizzini, citado por Augusto Marques de Freitas, secret\u00e1rio do Centro Esp\u00edrita Yvonne Pereira, conta-nos que ela teria escrito mais 10 livros infanto-juvenis, ditados por Bezerra de Menezes e que se acham guardados h\u00e1 pelo menos 20 anos nos arquivos da FEB. Quem revelou isto a Rizzini foi a pr\u00f3pria m\u00e9dium.<\/p>\n<p>Yvonne Pereira tinha um temperamento t\u00edmido que lhe dificultava o relacionamento, por\u00e9m, n\u00e3o foi empecilho ao trabalho \u00e1rduo e prof\u00edcuo desta alma generosa e dedicada.<br \/>\nO pai de Yvonne era funcion\u00e1rio p\u00fablico, tendo que se mudar constantemente, por for\u00e7a da profiss\u00e3o. Assim, morou em Lavras, Juiz de Fora, Pedro Leopoldo e Coronel Pacheco, em Minas Gerais, e Barra do Pirai no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Por todas estas cidades que passou, exerceu cargos ligados \u00e0 assist\u00eancia social, al\u00e9m do trabalho medi\u00fanico ao qual se dedicou incessantemente.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do imenso legado de Yvonne Pereira, v\u00e1rios acontecimentos de sua vida merecem ser destacados.<\/p>\n<p>Logo aos 29 dias de vida foi acometida de catalepsia e, no estado let\u00e1rgico que ficou, quase foi enterrada viva.<\/p>\n<p>Aos cinco anos de idade j\u00e1 via e conversava com os esp\u00edritos e aos 10 anos j\u00e1 assistia a reuni\u00f5es medi\u00fanicas. Aos doze seu pai deu-lhe \u201cO Livro dos Esp\u00edritos\u201d e \u201cO Evangelho Segundo o Espiritismo\u201d, come\u00e7ou a estudar e n\u00e3o mais parou.<\/p>\n<p>No dia 10 de julho de 1989, o Centro Esp\u00edrita \u201cYvonne Pereira\u201d recebeu uma carta na qual o subscritor narrava que, desesperado, pensava em dar fim a sua vida quando, uma senhora idosa, bem trajada e sorridente, apareceu e disse-lhe: \u201cMeu nome \u00e9 Yvonne do Amaral Pereira. Sei o que pensas fazer. Desista. Escreva uma carta para Rio das Flores\/RJ, que de l\u00e1 receber\u00e1 ajuda\u201d. Al\u00e9m de dissuadi-lo do suic\u00eddio, Yvonne ainda lhe incutiu o respeito pela vida e a grandiosidade deste privil\u00e9gio.<\/p>\n<p>Na elabora\u00e7\u00e3o de suas obras, Yvonne Pereira comumente era conduzida pelos mentores ao al\u00e9m, para depois poder passar para o papel, a mensagem do plano espiritual.<\/p>\n<p>Reencarnou em 24 de dezembro de 1900 e desencarnou em 09 de mar\u00e7o de 1984.<\/p>\n<p><strong>Jos\u00e9 Carlos Branco<\/strong>[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][\/vc_tta_tour][\/vc_column][\/vc_row]\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"[vc_row][vc_column][vc_column_text] Biografias [\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_tta_tour][vc_tta_section title=&#8221;Alexandre Aksakof&#8221; tab_id=&#8221;1487660166284-73a2c4d2-cf1a&#8221;][vc_column_text] Nasceu no mesmo ano em que veio a este mundo, na Inglaterra, a maior figura do Espiritismo cient\u00edfico: William Crookes. Os pa\u00edses de origem eslava, como os escandinavos, receberam grande influ\u00eancia do pensador su\u00e9co Swedenborg. Ainda mo\u00e7o Aksakof traduziu obras de Swedenborg. 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