{"id":2349,"date":"2024-01-29T17:50:00","date_gmt":"2024-01-29T20:50:00","guid":{"rendered":"https:\/\/ceak.org.br\/ee\/?p=2349"},"modified":"2024-01-29T17:50:01","modified_gmt":"2024-01-29T20:50:01","slug":"29-de-janeiro-dia-nacional-da-visibilidade-trans","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ceak.org.br\/ee\/29-de-janeiro-dia-nacional-da-visibilidade-trans\/","title":{"rendered":"29 de janeiro: Dia Nacional da Visibilidade Trans"},"content":{"rendered":"<p>Estamos em 2024 e a LGBTfobia ainda marca a comunidade com as viol\u00eancias perpetradas sob os corpos LGBTQIAPN+ s\u00e3o incont\u00e1veis. Dia 29 de janeiro \u00e9 celebrado o Dia Nacional da Visibilidade Trans, sendo este um dia de celebra\u00e7\u00e3o pelos direitos conquistados ao longo dos anos, mas mesmo assim \u00e9 dia de movimento, de luta e resist\u00eancia. Infelizmente, o Brasil ainda \u00e9 o pa\u00eds que mais mata a popula\u00e7\u00e3o LGBTQIAPN+.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/ceak.org.br\/ee\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Voce-sabe-o-que-significa-a-sigla-LGBTQIAPN.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2357\" width=\"434\" height=\"434\" srcset=\"https:\/\/ceak.org.br\/ee\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Voce-sabe-o-que-significa-a-sigla-LGBTQIAPN.png 1080w, https:\/\/ceak.org.br\/ee\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Voce-sabe-o-que-significa-a-sigla-LGBTQIAPN-800x800.png 800w, https:\/\/ceak.org.br\/ee\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Voce-sabe-o-que-significa-a-sigla-LGBTQIAPN-340x340.png 340w, https:\/\/ceak.org.br\/ee\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Voce-sabe-o-que-significa-a-sigla-LGBTQIAPN-768x768.png 768w, https:\/\/ceak.org.br\/ee\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Voce-sabe-o-que-significa-a-sigla-LGBTQIAPN-300x300.png 300w, https:\/\/ceak.org.br\/ee\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Voce-sabe-o-que-significa-a-sigla-LGBTQIAPN-600x600.png 600w, https:\/\/ceak.org.br\/ee\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Voce-sabe-o-que-significa-a-sigla-LGBTQIAPN-100x100.png 100w\" sizes=\"(max-width: 434px) 100vw, 434px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O Educand\u00e1rio Eur\u00edpedes, como uma Organiza\u00e7\u00e3o da Sociedade Civil, que visa a garantia de direito, realizou um bate papo com Karen da Silva (50), usu\u00e1ria do Centro de Conviv\u00eancia Inclusivo Intergeracional &#8211; CCII, para discutirmos sobre a pauta e pensar em estrat\u00e9gias socioeducativas para enfrentamento da transfobia.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-gallery aligncenter columns-2 is-cropped\">\n<ul class=\"blocks-gallery-grid\">\n<li class=\"blocks-gallery-item\">\n<figure><img loading=\"lazy\" width=\"1280\" height=\"960\" src=\"https:\/\/ceak.org.br\/ee\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/corpo-blog-2.jpeg-2.jpg\" alt=\"\" data-id=\"2356\" class=\"wp-image-2356\" srcset=\"https:\/\/ceak.org.br\/ee\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/corpo-blog-2.jpeg-2.jpg 1280w, https:\/\/ceak.org.br\/ee\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/corpo-blog-2.jpeg-2-800x600.jpg 800w, https:\/\/ceak.org.br\/ee\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/corpo-blog-2.jpeg-2-768x576.jpg 768w, https:\/\/ceak.org.br\/ee\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/corpo-blog-2.jpeg-2-600x450.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><\/figure>\n<\/li>\n<li class=\"blocks-gallery-item\">\n<figure><img loading=\"lazy\" width=\"960\" height=\"1280\" src=\"https:\/\/ceak.org.br\/ee\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Capa-blog.jpeg-1.jpg\" alt=\"\" data-id=\"2359\" data-full-url=\"https:\/\/ceak.org.br\/ee\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Capa-blog.jpeg-1.jpg\" data-link=\"https:\/\/ceak.org.br\/ee\/?attachment_id=2359#main\" class=\"wp-image-2359\" srcset=\"https:\/\/ceak.org.br\/ee\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Capa-blog.jpeg-1.jpg 960w, https:\/\/ceak.org.br\/ee\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Capa-blog.jpeg-1-600x800.jpg 600w, https:\/\/ceak.org.br\/ee\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Capa-blog.jpeg-1-768x1024.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><\/figure>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/figure>\n<p>Ao ser questionada sobre as dificuldades que encontra por viver como uma mulher trans, Karen relata que sua maior dificuldade atualmente \u00e9 ocupar os espa\u00e7os que s\u00e3o dela por direito, e que esta dificuldade est\u00e1 relacionada a sua identidade de g\u00eanero, \u201c<em>h\u00e1 olhares que julgam e fere, me sinto \u00e0s vezes como se fosse uma aberra\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>Para o Assistente Social, Vitor Eus\u00e9bio, a sociedade precisa ainda passar por um processo de evolu\u00e7\u00e3o, e reconhecer as diversidades de corpos que existem, e que estas pessoas possuem direitos b\u00e1sicos previstos como: trabalho e acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, por\u00e9m estes acessos s\u00e3o roubados pelo preconceito e transfobia.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Segundo Karen, assumir-se com uma identidade trans para sua fam\u00edlia foi um desafio. \u201c<em>Assumir minha real identidade, depois de j\u00e1 ser m\u00e3e, estar casada e ainda conviver com o fundamentalismo religioso e o machismo foi um desafio, onde precisei de resili\u00eancia e uma rede de apoio para seguir.\u201d<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Karen consegue perceber os avan\u00e7os que a comunidade trans vem alcan\u00e7ando, mas para ela, ainda h\u00e1 muito o que ser feito, principalmente pelos espa\u00e7os de sa\u00fade p\u00fablica, para que haja uma garantia de cuidado com a sa\u00fade mental e f\u00edsica de homens e mulheres trans. Karen lembra do in\u00edcio de sua hormonioterapia, onde precisou fazer sua pr\u00f3pria aplica\u00e7\u00e3o de horm\u00f4nio, j\u00e1 que geralmente n\u00e3o havia esta oferta no Centro de Sa\u00fade de refer\u00eancia, como ter que lidar com o preconceito dos pr\u00f3prios profissionais da sa\u00fade.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quando se trabalha com garantia de direito \u00e9 preciso que a atua\u00e7\u00e3o profissional se encontre com as vozes silenciadas pelas viol\u00eancias estruturais e fragilizadas pelo preconceito social, para que encontrem um sentido e ecoem, trazendo <strong>visibilidade e relev\u00e2ncia para esses<\/strong> <strong>corpos que est\u00e3o invis\u00edveis<\/strong> para as pol\u00edticas p\u00fablicas e consequentemente na sociedade como um todo, afirma o Assistente Social Vitor Eus\u00e9bio.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ao ser questionada sobre espa\u00e7os que ofertaram uma rede apoio, e a auxiliaram na busca pela sua real identidade, Karen traz o Centro de Refer\u00eancia LGBT de Campinas e o Laborat\u00f3rio Transcender, pois ao ser acolhida nestes espa\u00e7os o sentimento que a atravessa \u00e9 de saber que n\u00e3o est\u00e1 sozinha, e tamb\u00e9m compreendeu que <strong>existem outros homens e mulheres trans que buscam pelo mesmo reconhecimento e aceita\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Outro espa\u00e7o significativo para Karen \u00e9 o Educand\u00e1rio Eur\u00edpedes. \u201c<em>Aqui tive um in\u00edcio desafiador, as pessoas n\u00e3o me entendiam direito<\/em>\u201d, mas refletindo sobre o papel de empoderamento para que Karen alcan\u00e7asse voos altos, promoveu-se espa\u00e7os de roda, partilha e aprendizagem. \u201c<strong><em>Aqui voc\u00eas fizeram minha voz ter sentido, pude ensinar e aprender sobre mim, meu corpo e minha exist\u00eancia<\/em><\/strong>.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Para a Educadora Social Janayna e Psic\u00f3loga Vanessa, \u00e9 relevante a possibilidade de construirmos forma\u00e7\u00f5es e interven\u00e7\u00f5es cotidianas e cont\u00ednuas. \u201c<em>A transfobia ocorre ao longo de todos os dias do ano, n\u00e3o podemos reservar um dia, ou pouco tempo para uma quest\u00e3o social que vem se agravando<\/em>\u201d, afirma a educadora.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Karen \u00e9 um exemplo de resili\u00eancia e resist\u00eancia, e reconhece que o seu processo foi longo, mas que fez sentido para que ela conseguisse construir a sua real identidade. <strong>\u201c<em>Para saber quem voc\u00ea \u00e9, a estrada \u00e9 longa.<\/em>\u201d<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Que n\u00e3o precisemos somente dos dias 29 de janeiro para dar visibilidade a pessoas trans, que possamos nos perceber e reconhecer que nosso mundo \u00e9 plural e que dentro dele diversas formas se encaixam, at\u00e9 mesmo aquela que em nosso achismo, julgamos incapaz de se enquadrar.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Mais respeito e mais empatia! <strong>Corpos Trans existem e est\u00e3o mais VIVOS do que nunca!<\/strong><\/p>\n<p>#visibilidadetrans #transfobia #respeito #acesso #equidade #aceita\u00e7\u00e3o #lutadeclasse<\/p>\n<figure class=\"wp-block-gallery aligncenter columns-2 is-cropped\">\n<ul class=\"blocks-gallery-grid\">\n<li class=\"blocks-gallery-item\">\n<figure><img loading=\"lazy\" width=\"960\" height=\"1280\" src=\"https:\/\/ceak.org.br\/ee\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/corpo-blog.jpeg.jpg\" alt=\"\" data-id=\"2350\" class=\"wp-image-2350\" srcset=\"https:\/\/ceak.org.br\/ee\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/corpo-blog.jpeg.jpg 960w, https:\/\/ceak.org.br\/ee\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/corpo-blog.jpeg-600x800.jpg 600w, https:\/\/ceak.org.br\/ee\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/corpo-blog.jpeg-768x1024.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><\/figure>\n<\/li>\n<li class=\"blocks-gallery-item\">\n<figure><img loading=\"lazy\" width=\"960\" height=\"1280\" src=\"https:\/\/ceak.org.br\/ee\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/corpo-blog-1.jpeg-1.jpg\" alt=\"\" data-id=\"2355\" data-full-url=\"https:\/\/ceak.org.br\/ee\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/corpo-blog-1.jpeg-1.jpg\" data-link=\"https:\/\/ceak.org.br\/ee\/?attachment_id=2355#main\" class=\"wp-image-2355\" srcset=\"https:\/\/ceak.org.br\/ee\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/corpo-blog-1.jpeg-1.jpg 960w, https:\/\/ceak.org.br\/ee\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/corpo-blog-1.jpeg-1-600x800.jpg 600w, https:\/\/ceak.org.br\/ee\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/corpo-blog-1.jpeg-1-768x1024.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><\/figure>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/figure>\n<p><strong><em>Equipe CCII<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>CEAK Educand\u00e1rio Eur\u00edpedes<\/em><\/strong><\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"269\" height=\"100\" src=\"https:\/\/ceak.org.br\/ee\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/logo-EE.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-26\"\/><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estamos em 2024 e a LGBTfobia ainda marca a comunidade com as viol\u00eancias perpetradas sob os corpos LGBTQIAPN+ s\u00e3o incont\u00e1veis. 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